Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Se eu perder a cachola !

Se eu perder a cachola !

Se eu perder a cachola
Um banco quero abrir
Usar fraque e cartola
Para a polidez suprir

Vou registrar uma Marca
Neste Brasil sem fronteira
Aproprio-me do dinheiro
Fazendo os riscos na tarca

E quando o povo souber,
Sabe-o a justiça, também
Encho a burra pra valer
Passa um tempo, tudo bem

É me concedido o perdão,
Com o bolso abarrotado
Ninguém fica magoado
Nem com dor no coração

A apropriação é ilegal
Mas rende boa fortuna
E o cofre do Banco Central
Sofre pequena lacuna

Tinha uma francezinha
No Nóbrega, aquele velhinho
Que, dizia; a fulaninha
Brasileiro é bonzinho,

Como continua sendo,
Logo esquece, tudo passa
Se roubar, não me arrependo
De fazer igual trapaça

Como disse, minha gente
Gente boa, juízes esses
Não precisam, ser parente
Pra conceder as benesses

Ao final, extinguem a pena
Saio livre e com dinheiro
Creio mais valer a pena
Que o trabalho soalheiro

Aqui, nada acontece
A quem rouba uma fortuna
Quem rouba pouco apodrece
E é alijado da comuna

Por isso creio em verdade
Que é melhor ser trapaceiro
Político, sem dignidade
Que também leva o dinheiro

Constantemente nós vemos
Fraudes de todos os tipos
Até na justiça as temos.
Nós, somos pobres, eles ricos

Se é quase liberada
A fraude em nosso país
Não é a imprensa culpada
Por relatar o que diz

Afinal todos enricam
Eu, fico aqui, nesta cruz
Onde todos prevaricam
Um a mais, não fere a luz.

São Paulo, 17/04/2012
Armando A. C. Garcia

Nenhum comentário:

Postar um comentário