Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sábado, 14 de junho de 2014

A cupidez !


 A cupidez !


Só se emprega o pensamento na ambição
A cupidez tomou conta deste mundo
O homem não pensa mais no amor profundo
Que do imo da alma chega ao coração

Na cega ambição, só valoriza o cifrão
Já não teme mais a eterna Divindade
Descansando, no berço da insanidade
Está a um passo da mental alienação

Dependurado na simultaneidade
De sempre levar vantagem a qualquer custo
Sem esforço, sem fadiga, salário injusto
Persuade no esquecimento a veleidade

Injustos, injustos seus procedimentos
Não tivesse por berço a materialidade.
Sem a prodigiosa luz da imaterialidade,
Cai na ausência de puros sentimentos

Nessa ambição desmedida da riqueza
Perde o homem o sentimento e a razão
Vivendo encantado na escada da ilusão
Não percebe estar a um passo da avareza

Porangaba, 14/06/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Seu último suspiro



Seu último suspiro


Na sua palavra trouxe a luz ao mundo
Rasgando a escuridão da mente humana
Seu último suspiro, foi profundo
De clemência da humanidade insana

A palavra triunfante, o destino
Cortou cedo demais na sua vida
O verbo inflamado do peregrino
Que deixava toda elite constrangida !

Medonho fragor no último momento
Quando cessou o dia e a noite veio
No calvário de torrentes sem lamento
Expirou d’vez, voltou pra donde proveio

Sob o cavo obliterante o dia se fechou
Na terra, o terror separou os horizontes
O ruído das torrentes silenciou
Um soluço abafado, cobria os montes

Ó Deus! porque tal dano consentiste
Teu filho subjugado à paixão mundana.
Triunfou da adversidade, se morte existe
Para hoje, Ele ouvir o cântico de hosana !

São Paulo, 06/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O Tal do Coração !

O Tal do Coração !


Coração ! És tu da vida o sustentáculo
Que sem cessar, não medes as fadigas
Teu sustento, mitigas no cenáculo
Excelsa preeminência a que te ligas

Tuas fibras de viço e vigor potente
Fazem o sangue no corpo voltejar
 E assim, vigorizas com sangue quente
O físico, por todas as veias ao passar

De ti, o homem recebe o alento
A força, que lhe infunde a coragem
A disposição resoluta do intento
O brio, quando puro o sentimento

É hospede teu, nosso corpo inteiro
De ti, a mor parte do tempo esquecido
Sem reverenciar-te, como hospedeiro.
Me amoldo a ti, não fiques enfurecido,

Como tu, envelheci, que mais tu queres
Deste ancião caduco, rugoso e fraco
Findaram as ilusões, findaram os prazeres
Só nos resta a transferência pro buraco !

Na última estação da vida, fustigado
D’borrascas, contrariedades seguidas
Não esperes qu’inda seja transformado
A máquina, está duplamente enfraquecida !

Porangaba, 08/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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Na culminação do poder !

Na culminação do poder !


Quando chegam à culminação do poder
Esquecem de que foram eleitos pelo povo
Legislam em seu próprio favor e querer
Como se sua fosse, a outorga do povo !

Nossos votos, são subjugados ao crivo
E escravos de sua ambivalência
Projetados aquém da história ao vivo
Como pura antecipação da pestilência

Os noticiários diários nos dão conta
Dos mais horríveis crimes cometidos.
Se preso o meliante, para nossa afronta
A justiça o liberta, estamos perdidos !...

Sem sentido, estranho procedimento
A polícia o prende, a justiça o solta
Dizem o Código Penal ser um instrumento
Ultrapassado. Como a própria escolta

Entretanto, nessa versão, eu não creio,
Que seja pusilanimidade do Código.
Na Lei de Execuções Penais, antevejo
O aniquilamento penal, dito antigo

Hão de se levar em conta as distorções,
Que recentemente nele foram insculpidas
Com benesses pra deixar fora das prisões
Ladrões que atazanam nossas vidas

Concedidas, pelos que, com pundonor
Deveriam proteger nossa sociedade
Ao invés de defender o malfeitor
Deveriam agir com mais seriedade

Até quando esta gente, desprotegida
Sem ninguém, linha dura, que interceda.
Sem cessar o crime, a vida é consumida
P’la inquietação do terror, que não arreda

O psique emocional chegou à exaustão
A nação está descrente do congresso
Não se instituem leis para a punição
Ao contrário, as fazem para o egresso

Acovardam-se com medo dos facínoras,
Ou será, como diz o adágio popular
Que quem cuspe pra cima, lhe cai na cara,
Por este receio, a lei deve ser singular !

Vergonha ! Uma Vergonha Nacional
Não há mais políticos como antigamente
Os que temos, desprotegidos de moral
Só pensam na grana, absolutamente !

Porangaba, 07/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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domingo, 1 de junho de 2014

Quatro elementos da natureza

Quatro elementos da natureza

Água, Terra, Fogo e Ar
Juntos, o planeta regem
Para nada nos faltar
Na união, nos protegem

Essenciais à vida humana
Deus cedeu à natureza
Como deu caça à Diana
Deu-nos eles, por singeleza

Na motivação da vida
Seu conjunto de fatores
Integrantes na medida
Sutil de grandes valores

A água pura cristalina
Emana até da rocha dura
Tem por condão e rotina
Rasgar da terra a secura

Esta, ao ser irrigada
Nos dá alimento sadio
Quando ela é trabalhada
Mesmo em solo bravio

O fogo é chama que aquece
Por vezes destruidor
Mas se fogo, não houvesse
Não haveria vapor !

O ar, contém o oxigênio
Indispensável à vida
Como a varinha do gênio
Dá motivação à vida

Na evapotranspiração
Pelo efeito do calor
Sua transmudação
Num ciclo repetidor

Em nuvem condensa
O hidrológico vapor
E em chuva imensa
Rega o chão do lavrador

Gera brisas e furacões
Tudo destrói com violência
Leva barracos, mansões
E também a pestilência

Cada qual na sua função
Tem de Deus comportamento
Falta ao homem a unção
Para ter entendimento  !

Porangaba, 01/06/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 


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