Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 30 de março de 2017

As cordilheiras da vida

As cordilheiras da vida


Parecem intransponíveis as cordilheiras da vida
Mas pé ante pé, sem exceder os limites da liberdade
Após ter resistido corajosamente e enfrentado a lida
Insistindo, recalcitrando, permaneceu a vontade.

Pé ante pé, transpôs as abstrusas cordilheiras
Excitadoras de grandes esperanças futuras
Norteadoras de probabilidades clareiras,
De trilhar novos caminhos, sem agruras.

E, finalmente vencidas, surge a esperança
De novos dias, onde a luz e a bonança
Serão os fatores de toda predominância.

E sem meter os pés pelas mãos, está no caminho
Cruzado o embaraço, tirou o espinho.
Finalmente, leva a vida cheia de carinho!

São Paulo, 30/03/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 28 de março de 2017

O Dom da ubiquidade

O Dom da ubiquidade


Tivesse eu o Dom da *ubiquidade
Estaria a teu lado neste momento, amor !
Mas, por ser um Dom inerente a Deus
A não ser no pensamento, ninguém o invade

Esse Dom da ubiquidade só se impregna
Se representado pelo pensamento **bergsoniano
Jamais materializado no campo ***teluriano
Pois a realidade é séria e não admite ironia.

Quisera eu, meu amor tê-lo por um só dia
Para minimizar minha louca fantasia,
De poder beijar-te, cheio de alegria,

Acariciar teu seio, sentir teu perfume
Arder de desejos, como madeira no lume,
Oh!  quem me dera transpor incólume !
                                                               * Que está ao mesmo tempo em toda a parte;
                                        **a ubiquidade do pensamento por Bergson
                                                               *** da terra
São Paulo, 28/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Esperanças sem fim...

Esperanças sem fim...


Desde que a saudade se hospedou em mim
A solidão se encastela e não tem fim
As imagens que revivo, são tormento
Estar longe de ti, é o meu lamento.

Essa dor, me consome sem esperança
Quando lateja em mim tua lembrança
Meu semblante exausto e combalido
Não sei se valeu a pena ter vivido !

Meu coração esfaimado de ternura
Só encontra saudade e desventura
Está na hora, de a essa dor, dar um fim

Nos vestígios cravejados de desejos
Sonhos desfeitos cheios de ensejos
Que um dia se apoderaram de mim !

São Paulo, 24/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O preço da bondade do velhinho

O preço da bondade do velhinho


Cansado de caminhar o velhinho
Sentou-se na relva fresca a descansar
Fecha os olhos e a ideia em torvelinho
No instante pensa... de que serviu trabalhar

Após longo tempo meditando no passado
De suas andanças viu-se amargurado
- Foi rico... agora ao mundo jogado
Por seus bens ter doado antecipado.

D’ nada lhe serviu no mundo trabalhar.
De sonhos e de carinhos despojado,
O preço do equívoco está a pagar,

Peregrinando nas ruas sem parar
Tratado como um cão e debuxado
Foi a paga, por seus bens, antes doar !

São Paulo, 13/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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segunda-feira, 20 de março de 2017

CICLO DA ÁGUA (Replay) Dia Mundial da Água 22 de março

CICLO DA ÁGUA   (Replay)
Dia Mundial da Água 22 de março

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d’água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra 

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P’ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões 

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda d´água,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d’ água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 11 de março de 2017

O nada sou eu !

O nada sou eu !      


Não tem quem console o meu coração
Minha alma está triste e pede perdão
Nas sombras da vida, o nada sou eu
O ontem foi hoje, o hoje morreu.

Talvez outro dia, ele seja o amanhã
E a essência da vida me alegre, louçã
A angústia que tive, o vento levou
Das mágoas que tive, nenhuma restou !

A dor que trespassou meu coração
Da paixão imortal, não se apaga
Hoje, cansado, beirando o caixão,

Desiludido da vida que me frustrou
Dum grande amor, deixo ao fio d’adaga,
O último suspiro, que em mim restou !

São Paulo, 10/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Recordações d’amor

Recordações d’amor


Recordações são o preâmbulo d’amor
A beijar suavemente minha saudade
Lindas melodias cheias de candor
Trazendo à minha alma felicidade.

Nelas, alimentei meu sonho e fantasia
Ah! Se as lagrimas pude segurar,
Vi meu coração chorar nostalgia
E refugiar-se num sonho a palpitar.

Essa saudade infinita de ti amor
Tem sido o constante em minha vida
Tu foste para mim aquela flor

Que vi nascer e não desabrochar,
E sem sentir os teus olores querida,
Ferido de morte, restou-me aceitar !

São Paulo, 09/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Peregrino do amor !

Peregrino do amor !


Os anos se passaram lentamente
E nessa lentidão meu sofrimento
Aumentou dia a dia, certamente
P’lo tempo consumindo minha mente.

Da memória, nunca tu foste tirada,
Só lembranças, não bastam ao coração
Para mim, foste a eterna namorada,
Fonte de toda minha inspiração.

Tempos impossíveis de esquecê-los
Que firmaram em mim sensível paixão,
Está difícil agora removê-los !

Não queiras, em desejos envolvê-los
Deixa refugiar-me no pobre coração;
Não quero sofrer novos pesadelos !

São Paulo, 08/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 7 de março de 2017

MULHER !... (Replay) 8 de março

MULHER !... (Replay) 

Dia da Mulher 8  de março

Tu és um misto de ternura 
A imagem que emoldura 
A alma e o coração 

Tu és a anônima obreira 
Mãe, mulher e companheira 
Que levanta ao sol nascer 

Numa luta de coragem 
Tu és a prima imagem 
És o esteio do lar 

Todos buscam teu abrigo 
Pois todos contam contigo 
Para a palavra final 

És a rainha do lar 
E nunca deixas faltar 
O equilíbrio e a razão 

Labutas em desigual 
Tua razão principal 
Em tudo está presente 

Dás duro o dia inteiro 
Em casa e no canteiro 
A realidade confundes 

Tens a tarefa dobrada 
Nunca te dizes cansada 
Nem negas o teu amor 

Mulher que fala e faz 
Dá conta e é capaz 
De ser mãe e companheira 

Na tristeza ou na alegria 
No amor ou na folia 
O corpo exausto! Só.. 

Mulher, mãe ou namorada 
És eterna apaixonada 
A amante insana, a viver! 

Mulher de vários talentos 
Não ouças os meus lamentos 
Neste dia a ti consagrado 

És espelho da candura 
Refletes a formosura 
Dizes ao mundo quem és ! 

São Paulo, 07 de março de 2005 
                               (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

MULHERES –

Minhas desculpas por não produzir um novo texto, é que, entendo ter dito tudo de bom e valioso a vosso respeito nestes versos. Assim, aceitem um forte abraço poético pelo vosso dia. 

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Caprichos da imaginação ...

Caprichos da imaginação ...


Busco com palavras mostrar ao mundo,
Na beleza da vida o que é fundamental
E que o amor em par, é o mais profundo
Bem, que existe no reino animal.

Nos mais de mil versos pobres, singelos,
Tenho procurado dita beleza mostrar,
E nessa espontaneidade, entre os belos
Meus versos, mal podem se destacar.

Essas musas desde criança me fascinam
E determinam o comportamento poético,
Minh’ alma, fácil, fácil a dominam.

E surgem palavras bailando na mente
Chego à conclusão não ser genético
Mas sim, fruto gerado do omnipotente !...

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Oh! linda criatura

Oh! linda criatura


Ante tua beleza oh, linda criatura
Vejo-me fascinado e apaixonado
Fecho os olhos e diante dessa formosura
Vejo-me em silêncio, ser por ti amado

Tua insinuante beleza me seduz
Nesse sonho belo, procuro alimento
Que nutre, estimula e me conduz
Ao cume do apogeu do pensamento 

Sejas tu, minha estrela, a minha luz
Como foste inspiração destes rabiscos
Peço a Deus que não sejas minha cruz

Mas sim a Diva de todos pensamentos
Oh! linda criatura, beleza d’ Andaluz ,
Pra poder amar-te, em todos os momentos !

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Súplica de Amor

Súplica de Amor


Não quero viver de sonhos, nem de fantasias
Pra o meu coração, já chega de saudades
Quero uma vida de amor, repleta de poesias
Por isso amor, dá-me essa felicidade

Já sinto na primavera, o germinar das flores
O sol irradiando sua luz e calor,
Dos cravos e das rosas, sinto seus olores
No meu peito, o fascínio pelo amor !

Abriga nos teus braços esta paixão
Quero concretizar em ti este desejo,
De possuir o teu amor no coração,

Oh! criatura linda... que eu tanto almejo
O meu desejo não deixes passar em vão,
Pois tu, sabes ser este meu único ensejo !

São Paulo, 02/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 2 de março de 2017

Porque somos desiguais,

Porque somos desiguais,


Porque somos desiguais,
há esta desigualdade.
Nestes cinco continentes
Deus nos fez, assim diferentes

Desiguais na vida e na morte
Desiguais até no porte
No semblante, cor e raça
Idem na sorte e desgraça

Na estratificação social
No físico e no espiritual
Da sociedade atual
À sociedade medieval

Há sempre desigualdade
Mesmo até na felicidade.
Que, pra todos não é igual
Uns preceituam o bem,
Já outros, aderem ao mal

Sem relevo, é tudo inútil
Quando sua alma for fútil
Ao ensinamento do pai
No desespero, em choro cai !

São Paulo, 01/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Na vida da gente

Na vida da gente

Na vida da gente quando tudo desanda
A gente não vê nada mais a seu redor,
O coração parece ter um estertor
A alma, tal roupa estendida na varanda,

Sendo arremessada ao sabor do vento,
Pedindo passagem ao corpo tão sofrido
Em que o verbo amar é surpreendido
E perde as estribeiras pelo sofrimento.

A gente desatina, endoidece, sufoca
Tudo parece desproporcional,
De desconforme a antinatural,

Até o silêncio, estoura igual pipoca,
Nada pra gente parece natural
Perdendo o equilíbrio, entre o bem e o mal !

São Paulo, 01/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Como o néctar,



Como o néctar,

Teus lábios do que jaspe mais vermelhos
São o néctar, que deu vida a meu amor
Só de ver-te, já não me sentia velho
Porque enchias meu peito de ardor,

Quisera eu, que teu coração palpitasse
Por  sentimento terno igual ao meu
Talvez de amor, então não brincasses
Com quem por ti, de paixão quase morreu

Meu peito, eternamente magoado
Minha alma pisada, contundida
Sem puder ter de novo a meu lado

O amor de lábios mais rubros, que já vi
Querida, é triste dizer-te, mas direi
Que desta vez, para sempre eu parti !

São Paulo, 28/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 
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