Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Projetei a felicidade

Projetei a felicidade

Projetei a felicidade
Sem esquadro, sem prancheta.
E sem saber na verdade
Como ela se projeta !

Projetei a felicidade
Pros dias de minha vida
Ó! Quanta contrariedade
Quanta intempérie sofrida

Quantas vezes a ventura
Parecia estar a meu lado
Com tamanha envergadura
Que me deixava encantado

A felicidade era um sonho.
O presente, sem esperança
Novo degrau que transponho
Sem merecer a confiança

No ciclo da natureza
Há um momento fugaz
De felicidade e riqueza
Que passa, deixando atrás

Os momentos de ventura
De um abraço caloroso
Vez que o sonho pouco dura
E menos, ao desditoso !

Oportunidades na vida
De um futuro brilhante
Aspiração pretendida
E um cargo importante


Desiderato dirás !
Na sorte de cada um
Mesmo correndo atrás,
Não alcancei nenhum !

São Paulo, 27/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Silêncio



O Silêncio



Palavras que nada dizem

No silêncio se consomem

Mágoas cítricas predizem

Os túrgidos frutos do homem



Calar, supremo valor

Num mar de ondas sem rumo

Quem cala, tem bom alvor,

Os vitupérios, são fumo !



Lodos se arrastam, responde...         

-Bem ao fundo do armário

Ond’o anonimato esconde

As penas do seu calvário



Em vez de usar mordaça

Pra puder ficar calado

Age como cão sem raça

No seu latir enjaulado



A cacimba pantanosa

Fétida água recolhe

A cisterna, mais airosa

Só a límpida acolhe



Ao fosso do teu silêncio

Recolhe orgulhosa ira

Não te chamas Inocêncio

Nem te faças de caipira !



São Paulo, 25/02/2014  (data da criação)

Armando A. C. Garcia



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Tolerância.

Tolerância.


Aprender a tolerar quem nos ofende
É ensinamento inato de Jesus
A tolerância não se compra, nem se vende
É tegumento das almas já sem pus

Demonstrando ao ofensor que tua calma
Vence sua ira e a prostra por terra.
Toda a maldade que existe na alma
É digna de dó, pelo que ela encerra

A tolerância do ser, é o amadurecimento
Sem ela a racionalidade é medíocre
Leva a descomedido comportamento.

Fruir da tolerância é ter amor na alma
É reconhecer que os erros do ofensor
São louros de vitória, que dão a calma !

São Paulo, 25/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A paciência

A paciência


A paciência é a sublime companheira
Somente inimiga, da turba sem complacência
E nos cria a oportunidade, a experiência
De lhe mostrar a tolerância derradeira

Tu, suportas com o ânimo redobrado,
O peso da inconstância da volubilidade
E triunfas contra toda adversidade
Tolerando com dignidade o enjeitado !

Paciência, és virtude de quem tem controle
Vences problemas e derrubas a tenacidade,
Dispensas resistência à reação do que brade

Sem equilíbrio, sem controle emocional
Sua única arte, consiste em falar mal.
Enquanto, lhe toleras a perversa índole !

São Paulo, 24/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Perdida a fé

Perdida a fé



Perdida a fé, a esperança e a razão
Já sem graça, a doçura da expressão
Seu semblante comove à piedade
Ao vê-la exaurir-se, na flor da idade

Recolhendo em sua alma o sofrimento
Com ânimo esforçado, e ao mal atento
Subjugando a adversidade à intolerância
Nas ardentes dores mitiga a constância

Na luta pela vida o corpo mal resiste
Pálida,  só nas mãos da rígida ciência,
Então ela, lembra-se de pedir clemência

Renovando a perdida fé, que na alma existe,
Elevou uma prece ao Deus omnipotente, 
Ouvindo-a, curou-a complacentemente !


Porangaba, 23 /02/ 2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

A sociedade afogada no desespero

A sociedade afogada no desespero


A sociedade afogada no desespero
Da frenética fúria fatal e criminosa
Maldade que destrói a paz e a família
Não sabe se dorme, ou se fica de vigília
Neste mundo de furor infernal, sem prosa
Onde o menor mata, e o matador sai a zero !

Nossas vidas, levar à mão de Deus, não receia
Mas sua morte, sabemos que ele não deseja
Quando o furor da ira arqueja; à Polícia
Exige um colete, não quer virar notícia
E a imprensa televisionada presente esteja
Pois se assim não for, sua refém incendeia

A ousadia no crime é tamanha e tanta
Que estamos à mercê de suas vontades.
Não tem outra força, com mais valia e raça,
Ao crime organizado, ninguém põe mordaça
Com desculpa aos policiais e todos meus confrades  
A impunidade é tanta, que nossa ira levanta

Questionar direitos e obrigações políticas
Mãe dos males, letais à nossa sociedade
Sem brios, sem vigor, votam ao desfavor
Não é esta a razão de minhas críticas
Mas sim a consternação que a alma invade
Ao saber que o crime, tem o Senado a seu favor

Sua obrigação moral e ética é nos defender
Para tal foram eleitos e nós os sustentamos
Com o suor de tantos impostos que pagamos
Ao decorrer do dia, ao decorrer dos anos,
Não podem voltar as costas a tantos desenganos.
O fiasco da copa mostrará, a quem puder ver!


Não há segurança em nosso país, e o mundo sabe.
E, sendo a vida, o maior bem do ser humano
Sem garantia, ninguém quererá se arriscar
Não será com as mãos no vácuo que irá acabar,
A fúria infernal, a impunidade, o desengano. 
- Só a alteração das leis, fará que isso acabe.

Qualquer, que nas manchetes, seus olhos ponha
Riscos supérfluos, não quererá correr
E certamente da copa se ausentará,
Em seu país, na calma aos jogos assistirá
Sem ter o perigo iminente de morrer.
Zelar pela vida, é ter honra e não vergonha !

Terra fecunda, é da nossa natureza
Cheia de brilho e de esplendor provida
Sem igual, sem par, os efeitos previdentes
Dando vida à fauna e à flora existentes.
Só carecemos, de governos que dêem guarida
À paz, e à tranqüilidade, sem vileza !

O crime em espiral de imensidade tamanha
Cresce a cada dia em nossa linda nação,
Combatido de forma breve, imperfeita
Escondendo as acúleas garras desta feita,
Não impondo a justiça a devida sanção
Campeia a impunidade, sem dominar a sanha !

Porangaba, 22 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia


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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Recônditos da alma

Recônditos da alma


Nos *absconsos **recônditos da alma
Quando o pensamento humano se agita
No abstrato de ilusões não tem vivalma
Que lhe traga um consolo na desdita

Oh! Sombra perdida, entre quimeras
Quando o peito arde de aflição
Nem o resplendor das lindas primaveras
Têm o condão de levá-la à ***acessão

No abstrato abismo da *4 catatonia
Quando a bruma da noite o céu embaça
Chega a madrugada, irrompe o dia

A sombra perdida, é sonho que não passa
É como o *tegumento, a mesma cria    
Somente a morte lhe renderá graça !

*segredos   *2 escondidos, íntimos  *3 subida; acesso
*4 esquizofrenia em períodos de negativismo *5 o que cobre o corpo do homem

São Paulo, 19/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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