Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 24 de março de 2016

P Á S C O A (replay)

P Á S C O A    (replay) 




Para salvar a humanidade do pecado
O filho de Deus, veio à terra feito homem
Na sua trajetória, ressuscitou, alçado
Aos céus, após imolado na cruz. Amém


Foi por ocasião da Páscoa, que ocorreu
O milagre da ressurreição e da vida
Nessa via, o filho de Deus, não morreu
Mas sentiu a esperança e a alma dolorida


Pela humanidade, imolado na cruz
Padeceu Ele um sacrifício ingente.
Foi cordeiro de Deus, seu filho Jesus
Que veio ao mundo na figura de gente


Para indicar o caminho da salvação
Jesus, dando a vida, venceu a morte
Revelando ao mundo sua ressurreição
Num sentido profundo de fé e norte.


Seu gesto de misericórdia e compaixão
Exala perfume que envolve o planeta
Levando a cada criatura compreensão
No feixe de luz que irradia e projeta


Reconfortou multidões, caminho afora
Fez paralíticos voltarem a andar
Depois da grande noite sem aurora
Fez cegos enxergarem e mudos falar


O balsamizante perfume dos espinhos
E dos pregos que o imolaram na cruz
Haverão de suavizar os teus caminhos
A cada pensamento de amor para Jesus !


O reino de Seu Lar em paz resplandece
Luzindo no firmamento estrelas de flores
Bendita seja a tortura que engrandece
E cobre as torpezas, de nós pecadores !


São Paulo, 18/03/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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O que ouço !...

O que ouço !...


Ah! Será o vento alísio a soprar,
Isto que ouço, aqui neste morro
Ou será a seriema a cantar,
Ou o surdo ronco do cachorro

Quem sabe os sinos da cidade
Talvez o cântico do uirapuru,
O grito de alguma divindade
Ou o ranger das toras de bambu

O que será que eu ouço, compadre !
- O tanger dos sinos da cidade
Na chamada à missa pelo padre,

O suave cântico do uirapuru
O ranger das varas de bambu...
Ou é, o grito duma divindade?

São Paulo, 22/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia         
                                                                                             
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terça-feira, 22 de março de 2016

CICLO DA ÁGUA (Replay) Dia Mundial da Água 22/03

CICLO DA ÁGUA (Replay)
Dia Mundial da Água 22/03

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d’água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P’ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda d´água,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d’ água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 17 de março de 2016

A jararaca

A jararaca


A jararaca serpenteando, foi atingida
Na cabeça triangular cheia de presas
Do cenário, finalmente foi varrida
E nem se diga que foi pega de surpresa,

Como a cauda dos cometas, cambaleando
Silenciosamente chegou ao fundo do abismo
E no escuro, ela fica tateando
E de nada lhe valeu o seu sofismo.

As grandes luzes do silêncio acenderam,
A jararaca é de fato encurralada
Nem seu veneno nem presas lhe valeram,

Para escapar do cajado da paulada
Porque nela choveu forte dos que puderam,
Acertar na sua cabeça a cajatada  !


São Paulo, 17/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia         
                                              
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A sonda da alma

A sonda da alma

A sonda da alma é o instinto
O núcleo espontâneo, o coração
O pressentimento, é um labirinto
Ante o presságio da intuição

O tempo, é um mistério no futuro
Aonde o sol respira aliviado.
A lua, é um descanso no escuro
A dor, um sofrimento amargurado

O amor, é um sentimento de desejo
O beijo, instrumento de sedução
A beleza, uma qualidade de cotejo

A vida, é a base de um fundamento.
Período da existência em execução,
E por derradeiro... sem movimento !


São Paulo, 16/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia         
                                              
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O SER, livre !

O SER, livre !


*Ser livre, não é aquele persistente ao risco
Soçobrando das ondas do sangue e da morte
Ser livre, é aquele que caminha para o **aprisco
Em raios noturnos sem perigo da sorte

É não ter de tentar escapar das pedras
É viver como criança cheia de esperança
Ser livre, é puder ver que o crime não medra
E que o amor entre os homens avança

Ser livre , é rejeitar a barbárie e a tirania
É ver os encantos da vida renovados
Tratar o semelhante com fidalguia

Ser livre, é ter sede de vida  e de amor
Ressuscitar das cinzas o coração queimado
E voar nas nuvens, como um condor !

São Paulo, 16/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia         
                                              
*a pessoa

                                                                       ** fig. casa
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quarta-feira, 16 de março de 2016

A chave dos sonhos

A chave dos sonhos


Tarde da noite caminhava sozinho
Em lindo e majestoso jardim de sonhos
Sem atropelar as rosas ou o cravinho
Pensando em coisas sublimes, suponho

E lá, a chave dos sonhos, procurava
Infelizmente, eu não a encontrei
Talvez na memória derrotada se achava,
Este, o único lugar que não procurei !

Alguém,  por favor, onde está a chave ?
Preciso encontrá-la para ser feliz,
Quem sabe, ela esteja numa clave

De uma alegre canção de amor,
Ou na delicada e suave matiz
De uma tela que retrata o alvor.


São Paulo, 15/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 14 de março de 2016

Do primeiro amor... (soneto duplo)

Do primeiro amor... (soneto duplo)


Do primeiro amor, ninguém esquece
É sentimento que na vida inteira cresce
Na alma que ama, o coração floresce
Sentimento intenso que não perece

É esse amor eterno, verdadeiro
Que a alma alimenta no braseiro
Mantendo na memória do primeiro
Condição dum digno cavalheiro

E este sentimento é tão profundo
Que em qualquer lugar deste mundo
O primeiro amor é o mais fecundo

Feliz daquele que recebe a benção
Sacramental da eterna união,
Sentimental desejo do coração !

II

Todavia, por certos contratempos
Outros, tão divergentes da vontade
Não que seja por meros passatempos
Perde-se o amor primeiro, vem saudade

Esta infinda, trazendo a nostalgia,
Preso à memória o desejo aceso,
Querendo o primeiro amor a cada dia
Como se pudesse voltar ao que é defeso

Tristeza, dor e sofrimentos mil
Ao sentir no peito amor intenso
Sem puder ser ao grande amor servil

É o amor que a alma não esquece,
Nem o coração o deixa suspenso
Passa a vida inteira, e não perece !

Porangaba, 13/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 12 de março de 2016

Fomentação do mal

Fomentação ao mal


As grandes fortunas investem pesado
Nas bandeiras escarlate que se agitam
Prescindem da apostasia do legado
No apoio àqueles que mais gritam,

Subvertendo com esse entendimento
As ideologias diferentes de sua situação;
E com esse abjeto comportamento
Alimentam a torpeza da dominação

Abandonam a fé, triunfa o mal
O homem passa a ser escravo da facção
E é tratado como produto estatal
Sufocando a liberdade e a reação

É o declínio geral do ser humano
Subvertem os princípios legais
Aviltam a fé, apóiam o profano
Não há amor, são insentimentais.

Porque assim agem as grandes fortunas
Ironicamente contrarias à sua formação,
Do capital, amealhado em oportunas
Torpezas mil, de sua negociação

E é sempre o capital o gerador
do mal. Vejam o caso do bin Laden;
Das empreiteiras brasileiras, e o pior,
É que esse capital... produz o semên !


Porangaba, 12/03/2016 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia
 

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terça-feira, 8 de março de 2016

MULHER !... (replay)

MULHER !... (replay)



Tu és um misto de ternura 
A imagem que emoldura 
A alma e o coração 

Tu és a anônima obreira 
Mãe, mulher e companheira 
Que levanta ao sol nascer 

Numa luta de coragem 
Tu és a prima imagem
És o esteio do lar 

Todos buscam teu abrigo 
Pois todos contam contigo 
Para a palavra final 

És a rainha do lar 
E nunca deixas faltar 
O equilíbrio e a razão 

Labutas em desigual 
Tua razão principal 
Em tudo está presente 

Dás duro o dia inteiro 
Em casa e no canteiro 
A realidade confundes 

Tens a tarefa dobrada 
Nunca te dizes cansada 
Nem negas o teu amor 

Mulher que fala e faz 
Dá conta e é capaz 
De ser mãe e companheira 

Na tristeza ou na alegria 
No amor ou na folia 
O corpo exausto! Só.. 

Mulher, mãe ou namorada 
És eterna apaixonada 
A amante insana, a viver! 

Mulher de vários talentos 
Não ouças os meus lamentos 
Neste dia a ti consagrado 

És espelho da candura 
Refletes a formosura 
Dizes ao mundo quem és ! 

São Paulo, 07 de março de 2005 (data da criação)
Armando A.. C. Garcia 

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segunda-feira, 7 de março de 2016

O Rochedo

O Rochedo



Bate o mar enfurecido no rochedo
Em espuma se transforma sua ira
O seu poder feroz nos causa medo,
Mas calma à tempestuosidade, afluíra

Eis que o mar serenou e na calmaria
Impávido lá permanece o duro rochedo,
Como que se desafiador à oceânia
Assoladora na imensidão do medo

Senhor dos mundos interplanetários
VÓS, que lá dos espaços siderais
Comandais rios, mares e catedrais

Olhai os que têm a síndrome do medo
E fazei seus corações ficar iguais
À fortaleza dura do rochedo !


Porangaba, 07/03/2016 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia
 

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sábado, 5 de março de 2016

Alétheia

Alétheia

Em busca da verdade, levantei bandeiras
Busquei e revirei até o impossível
Percorri a pé todas as fronteiras
Na árdua busca do incognoscível

Espinhoso caminho que trilhei
Nas matas, florestas e serranias
Mas nada do incognoscível achei;    
E as verdades, viraram fantasias

Esgotei esperanças no elementar desejo
O vento do sentir não me conduziu
Ao paralelo do eventual cotejo,
                                                            
E a árdua busca do conhecimento
Da verdade que tanto almejei saber
Perdeu-se; num insólito momento !

Porangaba, 05/03/2016  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 


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