Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Meus pobres versos !


Meus pobres versos !

Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.

Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras

Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....

Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !

São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A mente humana ! (soneto)


A mente humana ! (soneto)

Jorram elocuções na mente humana
Como jorra a água do rio na nascente.
Escorrem sentimentos de amor ardente
Como nas retrações de uma pestana

Rainha do meu eu, a todos momentos
É dela que provém os pensamentos
Todas ideias, na visão imaginária
Desde a mais delirante a mais arredia

Das belas estrofes, aos conceitos mais puros
Jorram da mente, definindo amores futuros
Conduzindo os homens à luz da criação

Tão tenazmente e concomitantemente,
Que atingirá a perfeição certamente,
Ao julgar o semelhante, seu irmão !


São Paulo, 27/11/2012
Armando A. C. Garcia

Oculto Amor !



Oculto Amor !


Muito embora de ti, me encontre ausente
De qualquer forma, tu és o pilar da ponte
Deste tédio, difuso e permanente
Em que arquivo a saudade no horizonte

Nos esconsos meandros da lembrança
Tua imagem está sempre e ao mesmo tempo
Alimentando nesta vida minha esperança
De superar meu anterior contratempo

Vejo-te, ainda, apesar dos longos anos
Com aquele cabelo, em rabo de cavalo
Sorriso franco, altivo de lusitanos

Como era bela a moça que eu amei
Podou-me, como se poda uma flor no talo
Mesmo assim, a amo e a perdoei !

São Paulo, 27/11/2012
Armando A. C. Garcia

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Atrás da Felicidade


Atrás da Felicidade


Atrás da Felicidade, percorri o mundo
Em cada lugar a vislumbrava adiante
Perdido nesse sonho, imenso, profundo
Via-a sempre, noutro lugar mais distante

E assim, de lugar em lugar eu a buscava
Como se ela fosse a flor de um jardim
Que pode ser colhida. Assim eu a julgava
Ou, como a mágica lanterna de Aladim

Gastei a juventude, à sua procura
A maturidade, até à terceira idade
Entrando nesta, sinto a mesma agrura
Não conseguindo achar a tal Felicidade !

O destino a guarda e de mim a escondeu
Deixa saudades a esperança de encontrá-la
Sei que é frágil sua permanência, e eu,
Que a busquei a vida inteira, sem vê-la...

- Cheguei à conclusão que é feita de momentos
Os quais deixamos passar sem perceber
E em certas ocasiões de contentamentos
A tal Felicidade, esteve-nos a acolher !

Além de ser relativa e passageira
Por vezes nem notamos sua presença
Mesmo estando ao nosso lado a vida inteira
Só na dor, lastimamos a sua ausência !

São Paulo, 27/11/2012
Armando A. C. Garcia

O Bom Samaritano



O Bom Samaritano

Singela e simpática criatura
Morava sozinha à beira do caminho
E todo aquele que lá passava com secura
Servia-lhe água pura, cheia de carinho

A todos acolhia e dava guarida
Alma bondosa de bom samaritano
Com todos repartia a escassa comida
Que angariava dia a dia, ano a ano

E ali, naquele lugar ermo, sem ninguém
Servia e orientava os caminhantes
Não cobrava de nenhum, nem um vintém
Praticava a caridade eqüidistante

De crenças e religiões pecaminosas
Nasceu ali e ali vive sozinho
Apesar da idade, nunca teve esposa.
Aprendendo com seus pais a dar carinho

Àqueles que cruzam o íngreme caminho
E com fome e sede chegam à sua porta
Exaustos, com os pés cheios de espinhos
Com o sol escaldante, ou à hora morta

A todos recebe e lhes dá acolhida
E na choupana humilde os reconforta
Dá-lhes água e um prato de comida
De batatas e outros que colhe, em sua horta

É o fiel servidor na seara de Jesus
Sem credos ou preceitos exprime amor
Como aquele que um dia expirou na cruz
E o faz de coração. O fiel servidor !

São Paulo, 26/11/2012
Armando A. C. Garcia

domingo, 25 de novembro de 2012

Esvoaçando pensamentos !


Esvoaçando pensamentos !

Esvoaçando pensamentos
Pra alma, abri as janelas
Recordei felizes momentos
E as facetas mais singelas

O tempo passa ligeiro
Nossa vida o acompanha
Molda o ferro o ferreiro
O tempo ninguém barganha

Colhemos as consequências
Dos dias que nós cruzamos
Mudamos as aparências,
Quanto mais velhos ficamos

Nossas paixões são vontades
Que logo o tempo esfumaça
Os dias são tão vorazes,
Mal se dá conta, ele passa.

É de curta duração
O tempo da mocidade,
Vem, a semi escravidão
Pra labutar à vontade.

Labuta-se a vida inteira
Para se aposentar
O soldo, dá tremedeira
A velhice é de lascar

Esta é a derradeira
Paga, que nos dá tédio
Esta paga é tão fuleira
Que mal dá para o remédio !

Porangaba, 25/11/2012
Armando A. C. Garcia

Nunca deixei de amá-la !


Nunca deixei de amá-la !

Essa mulher me abandonou,
Nunca deixei de amá-la,
Mesmo quando me trocou
Por não saber conquistá-la

Que cara sou eu, afinal...
Que não consigo esquecê-la
Confesso, era especial
Tanto, que não pude tê-la.

Porque padecer assim
Tormentos e tanta dor
Quando a levaram de mim,
Não levaram meu amor !

Deixou sulcos definidos
Imensa melancolia,
Juramentos não cumpridos
Nas promessas se escondia

Jamais serão esquecidos
Quer de noite, quer de dia
Estão na mente retidos
Esta chama, não esfria.

Estranho comportamento
Esmagou os lampejos meus
Não a esqueço um momento
Como se fora, anjo dos céus !

Vêm lágrimas aos olhos,
Ao pensar no seu carinho.
Enrodilhado em abrolhos
Sem ela, vivo sozinho !

Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia

Buscarei ! (soneto)


Buscarei !

Buscarei nos mais amplos horizontes
Esquecer infaustas atribulações
Descerei aos vales, subirei os montes
Mesmo que sejam de enormes dimensões

Explorarei por todos os continentes
A razão deste infortúnio, desta desdita,
Palmilharei pelas areias mais quentes
Na busca incansável, pela paz bendita.

Buscarei, como encontrá-la um dia
Sem receio de distância ou caminhos
Será então para mim a suprema alegria

Muito mais, se nesse momento, nesse dia
Encontrar um amor que não tenha espinhos
E traga consigo, a felicidade que queria.

Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia

Diz... (soneto)


Diz...


Diz... que o encantamento de tua ilusão
Chegou ao fim. E que tudo foi um engano
Da desenfreada torrente da paixão
Que durou aproximadamente um ano!

Diz... Sem tremer a voz e empalidecer
Que já não me queres mais. E sem que te fira
Caminharás adiante sem retroceder
Pois teu coração, por mim, não mais suspira.

Diz...que foi um vão ensejo que passou
Que hoje, só sentes por mim indiferença
E que o amor em teu peito já terminou

Diz... se fores capaz de eloquência tal
No extremo fervor de tua desavença
Sinto que tu, nada dirás ao final !

Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia