Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 29 de janeiro de 2012

O Pinheirinho

O Pinheirinho

Malgrado sua pujança
Deceparam o Pinheirinho
Homens, mulheres e criança
Jogados como lixinho

Ocupação irregular
Cresceu ao longo dos anos
Foi-se o dono incomodar
Quando já gastos os panos...

Se a justiça foi morosa
Não cumpriu o seu papel
Derrubada desonrosa
Criminosa e infiel

Não protejo invasores
Nem sua forma de agir
Mas ouçam lá, seus doutores
Porque demorou em bulir

A reintegração de posse
É medida liminar
É como aquele que tem tosse
Pra sarar, tem que tratar

Não pode esperar a doença
Porque esta o pode matar
Por isso, vênia, licença
A posse velha é de vingar !

Não discuto as mazelas
Atrocidades sem fim
Da polícia contra elas
Flores mortas, em seu jardim

O cidadão que não zela
O patrimônio que tem
Deixa crescer a favela
Depois quer, de novo o trem

Razão eu não lhe daria
Pela incúria praticada
Zelasse-a no dia a dia
Sem deixar, abandonada

A pobre gente gastou
Do sustento alimentar
E o avaro derrubou
Sem piedade, humilde lar

Foram sonhos de uma vida
De esforços inauditos
Que sentença, mal parida
Fez centenas de aflitos

Pobre gente, sem guarida
Que a ira de seus inimigos,
Leve infortúnio à sua vida
De ricos, virem mendigos

São Paulo, 29/01/2012
Armando A. C. Garcia


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sábado, 28 de janeiro de 2012

Falando de Amor (soneto duplo)

Falando de Amor (soneto duplo)

É inútil querer fingir que não te amo
É tão fútil como um frágil desengano
Ato malcontente dum amor profundo
Estranho desatino a complexar o mundo

Bem que eu poderia, qual um moribundo
Nos fúnebres lamentos, últimos segundos
Esquecer-me de ti, de tuas feições primor
Não lembrar-me mais de meu imenso amor

Assim não quer a vida, a paixão tem preço
O triste pagamento, é tudo que mereço
A dor da saudade, é minha companheira

O tempo implacável, traga-me a ilusão
Como a devorar-me a alma e o coração
Tu, foste o sonho, que sonhei a vida inteira

II

Fogem-me os sentidos, em busca de espaço
Noite e dia, vejo em você, meu fracasso
A cada dia que nasce, renovo a esperança
Mas tu não retornas, a ausência me cansa

A cada manhã, desabrocha o meu sonho
Devastado pela solidão, vivo tristonho
Cruel solidão, que aporta este mundo
Ansiedades, angustias, são panos de fundo

Inesquecível lembrança, profundo amor
Imenso vazio, tristeza, aflição e dor
Só um conto de fadas, dará outro rumo

Navegando meus sonhos em tuas fantasias
Voltarei a sorrir, e a viver harmonias
Ternura infinita, contigo, me aprumo

São Paulo, 29/01/2012
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A luz do Sol

A luz do Sol

Oh! Musas que meus versos regeis ao fado
Trazei-me o vício da beleza e perfeição
Condição inata de que tendes o condão
Envolto no sutil pensamento delicado

Oh! Musas que inspirais meu rude verso
Trazei do sábio o entendimento, e do erudito
O poema mais lindo, que nunca foi escrito
Conjunto de palavras que no ar anda disperso

Para que neste palco, que é o universo
Possa elevar o esplendor e a grandeza
Que o omnipotente empresta à natureza

Projetando a cada dia a luz do sol *terso
Porque sem ela, nenhuma vida existiria.
Tudo o que vemos, é sublime sabedoria.

São Paulo, 24/01/2012
Armando A. C. Garcia
·       Puro, limpo

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Paulo

São Paulo

A ti não chegaram às caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abre velas
Singrando o Brasil e América do Sul

És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual

Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repleta de arranha céus imponentes

No emaranhado, contrasta briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
É a locomotiva que roda sem parar

Berço do trabalho e da cultura
Acolhe o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro

Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A forca do destino te edificou

És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro

Porangaba, 24/01/2012
Armando A. C. Garcia

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domingo, 22 de janeiro de 2012

Já se foi a primavera

Já se foi a primavera

Já se foi a primavera, a mãe das flores
Chegou o verão de chuvas e aguaceiros
Envolto na umidade de seus vapores
Inundando cidades e campos sem outeiros


A tragédia repete-se a cada ano
Castigando, das vertentes das colinas
Aos ribeirinhos, já crentes no desengano.
As promessas do governo, são rotinas


Os aportes anunciados às calamidades
Nunca chegam ao destino da tragédia
Vemos pela TV nos campos e nas cidades
A destruição, como no início da comédia


Com as novas chuvas, novas inundações
Gente sem lar, gente de bem, em má situação
Com a roupa do corpo, sem cama e lençóis
Quem desvia o dinheiro é pior que ladrão


O que vemos é a imunidade crescendo
O tesouro nacional precisa ser protegido
Se assim não for, os ímpios vão vencendo
E a maior vítima, nosso povo desnutrido


Ano, após ano, com a desgraça deste povo
Meia dúzia de espertalhões fazem a feira
E o que deveria ir para o humilde povo
O político enche a burra, na bandalheira.


Porangaba, 22/01/2012
Armando A. C. Garcia


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sábado, 21 de janeiro de 2012

O eco do teu canto

O eco do teu canto


O meu dia longo, já não passo em branco
Posso ouvir ao menos o eco do teu canto
Que vem se antepor ao rumo ledo e franco
Que projeta em mim a luz do teu encanto

E nessa imagem, pintada de aquarelas
Floresce a fantasia, sob as tuas roupas
Das coisas púdicas, às coisas mais singelas
Delírio do amor, do qual nem tu me poupas

Tu, tu és a intimidade do meu segredo
Flor caprichosa, que a multidão cobiça
A flor mais linda que minha alma atiça

Perfume inebriante de essências mil
És a estrela do caminho no céu anil
Imensa ternura, meu feliz degredo

Porangaba, 21/01/2012
Armando A. C. Garcia


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Do tempo sofrido

Do tempo sofrido



Que ventos são estes, dos tempos sofridos
Que passam agora zunindo ao ouvido
Tirando a paz, que estava comigo
Trazendo o agouro do tempo sofrido

Minha esperança nua, enfraquecida de vez
Ao sibilar da forte e brava ventania
Que vento gelado, que noite mais fria
O tempo fechado, vem chuva, talvez

A grande tempestade está dentro de mim
Desgoverno provocado do tempo sofrido
Não o do planeta por estar agitado

O descontrole climático a fuga sem fim
É o inverno, averno do dia esvaecido
No esteio da vida, psicanalizado


Porangaba, 20/01/2012
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A era dos extremos

A era dos extremos
Reina e Impera a violência no lar e na escola
No futebol, na balada, na boate e na praia
A saída do banco é esperada com a tocaia
A mulher moderna usa calça, aboliu a saia

O homem está perdido pelo vil metal, o ouro
A violência está mais visível e mais intensa
E é assustador o grande número de mortes
Mata-se, como abater uma rés no matadouro

A droga tomou conta do cenário criminoso
O assalto já atingiu proporções alarmantes
E a cifra de vítimas mortas diária é constante
Com latrocínios e estupros nos atos delituosos

No desfecho de um amor há extrema violência
De maridos, namorados, companheiros, ou ex
Assim, silenciam sem piedade duma só vez
A mulher que sempre os beijou com sapiência

Assistimos transformar-se em ódio, o amor
O intenso e vivo sentimento de simpatia
Virou aversão, rancor, raiva e apatia
São os extremos finais, ante a aflição e a dor

Hoje, em toda a sociedade ocorrem extremos
Vemos médicos amputando a perna sadia
Padres fazendo sexo, em plena sacristia
E que o judiciário vendeu sentenças, já lemos

Deputados, já os vimos recebendo mensalão
Prefeitos, Governadores, o chão negociando
E os escândalos na política, vão-se arquivando
Sem punição... afinal Deputado, não é ladrão

O pobre já não mendiga, exige a esmola
Como faz o pastor, nos cultos de sua igreja
E para que do seu reino ninguém tenha inveja
Usa terno e gravata, abolindo de vez a estola,

A favela finalmente está-se libertando
Da droga, este oposto é difícil imaginar
Mas como a violência não pára de avançar
O Estado, aos agressores está beneficiando

Vejam só, paga mais a eles do que ao aposentado
Do que ao trabalhador que sua, a surrada camisa
O auxílio reclusão, desde o dia 01 é de R$ 915,05
Verdadeiro dislate, o dessa Portaria nº. 02

Meu povo, este é o governos que nós escolhemos
Quanto pior melhor, afinal bandido tem direitos
Quem os não tem é a família da vítima por defeitos
Desumana, sádica, cruel, é tudo que obtemos

Extremidades opostas, entre o mal e o bem
Perene o Estado sem as respostas conclusivas  
Deixou crescer em demasia searas de urtigas
Agora, mondadeiros de confiança não tem

As vítimas surgem abstratamente em todos os lares
Os pilares da honra e civismo, coisa do passado
Sem base moral o homem se imiscui no pecado
Opostos parecem imaginação de malabares

Hoje em dia, muito poucos estão do lado de cá,
O certo e o verdadeiro agora é tido como falso
O errado e o desleal, afastados do cadafalso
Porque a grande maioria está do lado de lá

Os extremos estão opostos no mundo global
A decência a compostura e até a dignidade
Não‘stão no dicionário da desvairada mocidade
Que se agride na boate, no futebol e no carnaval

Meu Deus! O homem deixou de crer no Criador
Sua família desestruturada o deixou à deriva
Ou a escola não lhe deu educação correlativa
Capaz de o conduzir ao grande palco, como ator!

São Paulo, 17/01/2012
Armando A. C. Garcia
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sábado, 14 de janeiro de 2012

Só a inteligência

Só a inteligência

Só a inteligência identifica as formas causais
Do evento que engaja o raciocínio
Da mais profunda compreensão intelectual
Ao conjunto complexo dos fenômenos

Ela nos dá o sentido das coisas neste mundo
No conjunto de capacidades independentes
A inteligência aclara e organiza a fundo.
É a faculdade de pensar e compreender

Dá-nos o discernimento de avaliação
E a sagacidade de confrontar os objetos
Das abstrações, pela racionalização
Permitindo transformar, modificar ou recriar

A inteligência é o conjunto abstrato indefinido
Que a própria inteligência não sabe definir
É a essência, o espírito que formula a idéia
Capaz de diferenciar o comum do anormal.

São Paulo, 14 de janeiro de 2012
Armando A. C. Garcia

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