Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 31 de agosto de 2014

A dor da solidão

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A dor da solidão


Tive a dor da solidão por companheira
Ante a tua ausência súbita, inesperada
Mudaste o curso de minha cachoeira
Para turvar a água cristalina; Que cilada !

Deixaste-me de mãos atadas, com a dor
É detalhe que não importa na caminhada
No paradigma entre o ódio e o amor
Sem pressa, na vida longa, angustiada.

Como posso olvidar a mor verdade
Sem pesar toda a essência fulminante
Aquela que doeu atrás, na mocidade

E até hoje faz parte desta história
Tão profundo o amor que ainda debate
E inflama esta pobre oratória !

Porangaba, 31/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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domingo, 24 de agosto de 2014

Corredor do tempo

Corredor do tempo


No longo corredor do tempo vejo os dias
Passarem obliquamente dissimulados
Como se o nada da vida, que é o tudo
Tivessem sido pelo tempo estiolados

Na noção do presente, do passado e futuro
No mesmo *interstício, das partes desse todo
Sopra o vento da maldade e do apuro
Da coragem, do valor e do denodo

O estertor d’angustiosa ânsia dá anseio.
Somente nas horas, o dia é projetado
Da vida, o tempo futuro é o esteio
Não volve de novo o tempo passado

O tempo bebe rápido a luz dos dias
Logo chega a soturna noite negra
Quando a sombra se projeta no luar
No imutável curso que segue sua regra

Na rígida e irretratável caminhada
No corredor, sem janelas que o detenham
Irretroativo na contagem acumulada
O tempo, dá-nos os dias que convenham

Porangaba, 24/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia



* pequeno intervalo nas partes de um todo

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sábado, 23 de agosto de 2014

Resquícios de lembranças

Resquícios de lembranças

Num lampejo de saudade teu encanto
Irrompe, como cachoeira em livre queda
No turbilhão da correnteza. Onde o canto
da sinfonia das águas, nele se envereda,

No resquício de lembranças, adormecidas
Que fluem de sonhos de amor, de mansinho
Em meio às esperanças, já perdidas
Nas pedras cheias de lama do caminho

Vivo, da triste saudade, sem clemência,
No desejo, que o tempo refaça os anseios
Refazendo o desengano na coerência
Da relação harmônica de meus devaneios

Vaguei na *ambivalência mística da idéia
Contemplativa, absorção do pensamento
E como aranha me envolvo nessa teia
Qu’a aridez do tempo, forjou sem um lamento

Como folhas que a ventania não soprou
Estão em mim os resquícios das lembranças
Preciso expurgar da alma o que sobrou
Pra retornar a ter da vida confiança !

Porangaba, 23/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

*caráter que apresenta dois aspectos ou dois valores
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O Rei da Glória

O Rei da Glória

Tu, és o Rei da Glória
A Suprema Majestade
Onde triunfa a vitória
E se projeta a verdade

O caminho da ascensão
Na subida transitória
Do mundo da perdição
Ao da excelsa glória

És a luz, consolação
Que ajuda e dá esperança
Discreto amor, redenção
Libertação que avança

O cultor das dores alheias
Dulcificador do pranto
Tu, o fazes às mãos cheias
Socorrendo com Teu manto

Balsamizas as feridas
Punges da alma a aflição
E às vidas doloridas,
Levas a consolação

De quem sofre, és esperança
Transcende de Ti o amor
Expande-se a confiança
A Teus pés. Ó Criador !

São Paulo, 21/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Amor onírico

Amor onírico

Nos meus sonhos cor de rosa
Sempre sonhava contigo
Tu, a linda mariposa
Prometendo casar comigo

Os tempos foram passando
Tu, te afastando de mim
Os sonhos continuando
A mentir, com o teu sim !

E nessa onírica ilusão
Cegamente confiava
Nesse amor de perdição
Que fingindo me amava

A mente cria ilusões,
Que o coração aninha
São as chamadas paixões
De quem na neve caminha

Não lamento minha sorte,
Nem jogo pragas à vida
Porque sei que nem a morte
Cicatrizará a ferida !


São Paulo, 21/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

As penas da vida



As penas da vida



Penas que flutuam no ar,

Das minhas são o inverso

Aquelas pairam no ar

Já estas, têm peso inverso.



As penas do meu penar

Pesam no pensamento

São como as ondas do mar,

Em constante agitamento.



Quem me dera não ter penas

E, nem ter porque penar

Tivesse, somente, apenas

Um coração para amar



Porque as penas mais pesadas

Nós temos que carregar

As das aves, aveludadas

São usadas para voar



Fossem plumas apenas

As penas do meu calvário

Não estaria na arena  

Tão triste e solitário



Não transformes minhas penas

Num rosário de penar

Elas, não são tão pequenas

Pra que as possas agrupar



Nos *interstícios das penas

Cheios de melancolia

Vivem as memórias apenas

**Magma da dor dos meus dias



Vento que sopras as plumas

Das penas das avezinhas.

Perdidas, como as brumas

Leva tu... também as minhas!



Este abstrato penar

Transcende a realidade

É como as areias do mar

Qu’a espuma, os pés vem beijar



* fenda; intervalo

**lava



São Paulo, 11/08/2014

(data da criação)

Armando A. C. Garcia



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