Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 26 de junho de 2016

Eu e a Coruja !

Eu e a Coruja !


O relógio apontava uma hora da manhã
Acordei com um barulho muito intenso
Fortes batidas nos vidros, coisa estranha
Acendi a luz, então o barulho foi imenso

Abri uma das portas, da sala ao varandão
Deparei-me, nada mais, e nada menos
Com uma senhora coruja, que com razão,
Buscando a liberdade, projetava-se nos vidros

Numa dessas arremessas foi de encontro
Á porta de vidro, que lhe antecede uma de ferro,
Enroscando-se entre ambas, tentei sem confronto

Retirá-la do local, antes, se desenvencilhou    
Projetando-se no vidro oposto, caindo ao chão
Tentei pegá-la. Voou, saindo por onde entrou !

Porangaba, 26/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                            
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Os indigentes !

Os indigentes !


Por habitação o albergue das calçadas
Mal se distinguem dum monte de entulho
Iguais caveiras, nas ruas estiradas;
No frio inverno, que ronda o mês de julho.

Homens sem lei, cidadãos sem patrono
Que têm por teto o céu, por base a terra,
Do governo, têm apenas o abandono,
Por ser uma parcela que não berra  !

No silêncio mais profundo, como um sono,
Vivem na mísera condição de excluídos
São a própria síntese dos sem lei, sem dono

Nosso governo, emerge com eles no mesmo sono
No palácio da sorte, são confundidos
Como sendo eles, filhos de outro trono !

Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                             
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Sem saber o que escrever

Sem saber o que escrever


Longe das musas, sem saber o que escrever      
Sinto-me, tal como um peixe fora d’água
Penso e não sei, o que devo, ou não dizer
Só não piso na lama, se ponho o pé na tábua

Entre várias idéias e inclinações
Não sei se busco a de ideal firmeza
Na mudança, que muda as opiniões
Defeito comum em minha natureza

No invariável movimento, não descansa          
A inconstância prima deste vil desejo
Não há no mundo maior insegurança

De que sem ter o que dizer, querer escrever
Por isso, ante vós penitencio este bocejo
Estejam certos, não tinha nada pra dizer !


Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                             
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

O ido e o porvir

O ido e o porvir


A dor, a angústia e o sofrimento
Ajustam-se em continência á degenerescência
Dos órgãos vitais e do comportamento
Do indivíduo e de toda sua essência

Consequentemente, a plenitude da vida está
Em viver em harmonia e contentamento  
Ser feliz, e como primeiro mandamento
A Lei de Deus e todo seu cumprimento

A Felicidade consiste no amor,
Amar o semelhante como a si mesmo
Da alma surgirá o esplendor,
Manancial de toda paz e amor !

Que trará o atendimento superior
Ao indivíduo, outrora pecador
Que passa a crer na palavra do Redentor !

São Paulo, 13/06/2016 - 04:00h (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 11 de junho de 2016

A raposa e o galinheiro (infantil)

A raposa e o galinheiro

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A  raposa e o galinheiro



Naquele bucólico lugar
Morava uma ladina raposa
E mal despontava o luar
Ia pegar a *penosa

O dono do galinheiro
Sofria duros ataques
Nem seu cachorro **alveiro
Evitava tantos saques

Assim, via dizimado
Dia a dia o galinheiro
Até que seu empregado
Resolveu por um paradeiro

Engendrou cobrir-se de plumas,
Pra ficar igual galinha
À noite esperou a chegada
Dessa tal de libertina,

Adentrar ao galinheiro
E fingindo-se galinha
Esperou, lá no poleiro
A pegadora de galinha

Quando ela ali entrou
Deu-lhe tremenda paulada
Que ganindo se queixou,
Ficou de perna quebrada

Desse dia em diante
Nunca mais ali voltou,
Dando paz ao sitiante
Que seu empregado ajudou !
                                       *galinha
                                                                              **de cor branca
São Paulo, 11/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Amor ;

Amor;

se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa

projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !

sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente

nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !
                               *exaltação máxima de uma sensação
                                             **tristeza profunda; melancolia

São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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terça-feira, 7 de junho de 2016

A Ingratidão !

A Ingratidão !


Certo dia um velho ancião
Foi jogado na rua, como um cão
Por seu filho. Oh! Vida ingrata.
-Apenas com duas algibeiras
Uma carregada de pão e a outra
Com vinte moedas de prata


A algibeira das moedas,
O velho devolveu ao filho
Já na condição de andarilho,
Disse-lhe; Guarda estas moedas.
- Para quando teu filho te despedir
Anexá-las, as que ele te der.


E assim partiu carregando
Apenas a algibeira de pão.
Andando, andando já cansado
Sentou-se à beira de um riacho
E ao saborear o pão sentiu
Um paladar diferente.


Como a fome e o cansaço
Eram grandes, comeu;
E o pedaço de pão que comeu
Seria o último de sua vida.
Pois logo sentindo fortes ânsias,
Ali entregava a alma ao criador !


São Paulo, 05/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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