Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Da Árvore de Palavras



 
Da Árvore de Palavras


Duma árvore de palavras carregada
O poeta as colhe e identifica
Sutilmente as imprime e classifica
Entre visões da alma amargurada

Entre verdade, mentira e devaneio
O poeta, como em sonho as descortina
E faz delas a sombra que imagina
Para tirar o que à mente lhe adveio

Vencida esta jornada, doida postiça,
Vinculando as palavras uma a uma
Fala de amor, de dor, e como costuma

Fala de tudo, até critica a justiça
Pois, de falar, o poeta não tem preguiça
Fala tanto, e não resolve coisa alguma !

São Paulo, 28/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Frágeis habitações



Frágeis habitações


De pedaços de madeira, as frágeis habitações
Numa massa irregular de pequenas dimensões
E nas nebulosas vielas sem arruamentos
Apinha-se o ser humano, em busca de aposentos

No local alastra-se um lençol de lama e barro
Entre um casebre e outro, não passa um carro
Triste cidade ! Mundo de favelas irregulares
Para o que busca novos horizontes, agregares !

Assim vivem, qual tribo de nômades andantes
Na dimensão do nada, caminham flutuantes
Na correnteza infausta do infortúnio e medo
Os sonhos tão distantes, da alma são segredo

No mórbido ambiente, o denso ar prolixo  
Tem cheiro nauseabundo ascoso e fixo
Tudo ali é esquálido, sórdido, desalinhado
Na sujeição submissa ao porte do coitado

Toda a fiação elétrica, sofre *gatos após gatos
Nas pútridas águas a céu aberto, proliferam ratos
De todas imundícies, dos excrementos fecais
Restos de comida, barro e argila dos aluviais

À noite, no escuro, o silêncio é tenebroso
A soturnidade cheia de mistério escabroso
Paira nas sombras dos becos sujos, imundos
Na calada da noite, gritos de alerta profundos

As frágeis habitações de pedaços de madeira
Inesperadamente viraram enorme fogueira
Em questão de minutos foi dizimada a favela
Uns dizem curto circuito, outros luz de vela

A degeneração da política pública
Não atende o miserável, não ouve a súplica
Tendo levado ao caos inúmeras famílias
Ao inverso das faustosas mansões de Brasília

Assim, o hipossuficiente denegrido à sorte
Busca outro local no absurdo de sofrer
Cata umas madeiras para edificar seu barraco
A matéria vacila, mas o espírito não é fraco

A desigualdade leva a desagregação
Ao social panorama trágico da nação
Tomou conta a violenta criminalidade
Numa espiral de violência sem igual !

Num clima de guerra vive hoje o cidadão
Sai de casa para trabalhar, ganhar o pão
Mas não sabe se volta vivo, eis a questão

Porque a violência, impera no seio da nação !



São Paulo, 24/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                          
*desvio de energia; furto

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Com Tua luz !

Com Tua luz !


Ouve Senhor a minha prece
Põe um fim à desventura
Com Tua luz me aquece
Do frio da noite escura

Ó Senhor lá das alturas
Escuta o meu clamor
Estende às criaturas
O pendão do Teu amor

Ó excelsa preeminência
Onde o brio e o pundonor
São de Tua sapiência !
- Atende nosso clamor

Sabes d’nossa imperfeição,
O nosso íntimo conheces
Por favor, tem compaixão
Atendendo nossas preces

Tu, És a celeste esperança
Dos pobres em aflição
És a tábua de bonança
De quem busca a salvação

Não desampares Senhor !
Os desvalidos da vida
Eles, buscam no Teu amor
Um alento à paz perdida

No momento sublime
Da Tua benção, Senhor !
A nossa alma redime
À sementeira do amor!

Porangaba, 18/04/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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domingo, 20 de abril de 2014

P Á S C O A (Replay)

P Á S C O A     (Replay)


Para salvar a humanidade do pecado
O filho de Deus, veio à terra feito homem
Na sua trajetória, ressuscitou, alçado
Aos céus, após imolado na cruz. Amém

Foi por ocasião da Páscoa, que ocorreu
O milagre da ressurreição e da vida
Nessa via, o filho de Deus, não morreu
Mas sentiu a esperança e a alma dolorida

Pela humanidade, imolado na cruz
Padeceu Ele um sacrifício ingente.
Foi cordeiro de Deus, seu filho Jesus
Que veio ao mundo na figura de gente

Para indicar o caminho da salvação
Jesus, dando a vida, venceu a morte
Revelando ao mundo sua ressurreição
Num sentido profundo de fé e norte.

Seu gesto de misericórdia e compaixão
Exala perfume que envolve o planeta
Levando a cada criatura compreensão
No feixe de luz que irradia e projeta

Reconfortou multidões, caminho afora
Fez paralíticos voltarem a andar
Depois da grande noite sem aurora
Fez cegos enxergarem e mudos falar


O balsamizante perfume dos espinhos
E dos pregos que o imolaram na cruz
Haverão de suavizar os teus caminhos
A cada pensamento de amor para Jesus !

O reino de Seu Lar em paz resplandece
Luzindo no firmamento estrelas de flores
Bendita seja a tortura que engrandece
E cobre as torpezas, de nós pecadores !

São Paulo, 18/03/2008
Armando A. C. Garcia

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Tua Benção Sublime e Santa

Tua Benção Sublime e Santa


Envolve-nos no Teu manto suave e brando
Cheio de encantos e poderes sacrossantos
Tua benção, sublime e santa; aguardando,
Não nos deixes na dor, enxugando o pranto !

De Teu eterno mistério, lá no infinito
Contempla o sofrimento e a aflição
Aos irmãos desvalidos, Teu amor bendito, 
Estende Teu olhar, dá-lhes consolação.

Senhor Deus ! Criador do imenso Universo
Onipotente, onipresente, ubíquo
Afasta de nós tudo que seja adverso
O malicioso, o dissimulado, o oblíquo

Dá-nos Tua paz e a semente do Teu amor
Que diante de Ti, se prostre nosso coração
Nossa alma Te louve com imenso fervor
Repleta de harmonia e satisfação !

Num verdadeiro sentimento de ternura
Na caminhada acúlea da existência
Teu perfume nos balsamiza de ventura
Superando os obstáculos com paciência.

Porangaba, 19/04/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Homenagem ao dia do Índio (replay)

Homenagem ao dia do Índio (replay)


Sua identidade perdida,
Suas terras circunscritas
Sem encanto, sua vida
Ao tempo dos Jesuítas.

Sendo o índio guerreiro
Domesticado qual gato
Como um galo no poleiro 
É sombra do seu retrato

Numa extensão de elite
Montavam as suas ocas
Quando a caça no limite
Mudavam todas as tocas

Felizes, aqueles nativos, 
Cuja terra era só sua
Homens brancos, atrevidos
Na verdade, nua e crua

Tomaram conta das terras
Afastando-os para longe.
Dizimados nessas guerras
Os índios aceitam o monge

Aos poucos catequizados 
Da cultura, separados
E, assim, foram dizimados
Cada vez mais empurrados

De seus cantos e encantos
Perdendo a caça e a pesca
A floresta tem seus mantos
Com fontes de água fresca

Dia após dia empurrados
Cada vez para mais longe
Mesmo já catequizados
Passam a duvidar do monge

Esse choque cultural
Prejudicou todas as tribos
Desde a vinda do Cabral
Fizeram do índio um chibo

Os poucos que ainda restam
Perderam a organização
Da raça não manifestam
O senso duma nação

Do jeito que Deus criou
Na santa mãe natureza 
Dela o homem te desviou
Devolva-te à singeleza

Nesta homenagem singela
Meu preito e admiração
À nação mais pura e bela
Vítima da espoliação !

São Paulo, 19/04/2012
Armando A. C. Garcia

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