Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

SOU TRANSMONTANO


SOU TRANSMONTANO


Sou Transmontano tenho orgulho da raça
Não há no orbe igual ventura e graça
Este orgulho carrego com altivez
De ser Transmontano da cabeça aos pés

Se este brio que carrego dia a dia
Cá dentro tivesse voz. Se ouviria
Se é ventura e graça ser Português
È dobrada ser Transmontano - Mirandês

Se minha alma pode ver outras colinas
Onde existem vales, lírios e boninas
Tão diferentes, sem o ouro dos trigais
Somando ao verde, imensos matagais

Vejo-te hoje, qual longínquo lugar
Que só o pensamento pode alcançar
Vendo a distância, no ideal que me consome
Só Tu entendes que a saudade tem um nome

Voltar ao regaço amado de onde menino
Parti de coração chorando sem destino
Deste meu saudoso e querido Trás os Montes
Em busca da bonança e de outras fontes.

É Transmontano este coração que pulsa
E meu destino contra as agruras impulsa
Qual mola propulsora a dar-lhe proteção.
Somos ramos, do mesmo tronco da nação.

São Paulo, 26/02/2009
Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Em canhestra atitude

Em canhestra atitude 


O meu entendimento era tacanho
Para entender a extensão desse mal,
Nem sempre o excêntrico é primordial,
Se a distância, fica aquém do antanho.

Em canhestra atitude o teu amor
Mangou de mim, pra mim, o tempo todo.
E se algum dia, eu senti dó da dor,
Foi quando por ti,  fui jogado no lodo !

Assim, considerando esse motivo
Não vejo razão plausível pra tal
Comportamento esdrúxulo, difusivo.

-  Nesse aspecto comportamental,
Que abomina o bem e é extensivo
A tudo que é nocivo e prejudicial !

São Paulo, 23/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quero resistir,

Quero resistir,


A tristeza, o desalento, a consternação
De minh’alma, se apoderaram certamente
Que eu, já não sei o que é viver contente,
Ante tamanha e tão grande desilusão.

Quero resistir, e nesse resistir me afronto
Com a mágoa infinda, que em mim não finda
Nunca, esse pesar se apaga e volta ainda,
Mais audaz e aguerrido nesse confronto,

Ó Deus ! Porque este sofrer dais à minha alma
Fazei com que ela do amor prescinda,
E daí-lhe senão amor, ao menos a calma !

Minha alma triste, vai zanzando à toa
Sempre banhada em prantos que não se finda
Dá-lhe Senhor: consolo, alívio e perdoa !

São Paulo, 22/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Rios Fresno e Douro

Rios Fresno e Douro


Aos rios Fresno e Douro, falo de ti
Falo de ti às pedras da tua rua,
Na solidão das noites, oro por ti  
Numa prece, que a alma apazigua .

Conto-lhe meus anseios e desejos
Mas nada a me consolar ou aliviar,
Falo do teu amor, que tanto almejo
E da saudade, que me está a angustiar.

Falo de ti, aos astros e ao mundo
Porém, não escutas gritar teu nome,
Minha agonia, é sentimento profundo.

É esta nostalgia que me consome,
E me prostra na agonia de moribundo
Com alma e coração gritando teu nome !

São Paulo, 17/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Meu pobre coração


Meu pobre coração

Meu pobre coração não corras mais, 
Cuidado com amplas idéias liberais,
Porque os anseios de total liberdade                               
Não estão inseridos na realidade.

As quimeras são lindas, porém irreais,
São conquistas dos meios sociais,
Que paulatinamente, vão-se moldando
E nesse ínterim, o mundo vai mudando.

Não te fascine o brilho da liberdade,
Não temas que esse culto possa fazer mal
Sê prudente e cauteloso como a serpente

Que quando dá o bote, é de repente
Embora a ela, em nada sejas igual,
- Não andes cego, a tatear igualdade !

São Paulo 15/02/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Meu Trás-os-Montes

Meu Trás-os-Montes


Numa tarde de silêncio e calmaria
Mal buliam as folhas dos olivais
Ao sol abrasador do meio-dia
Num ouro fulvo, ondeavam trigais

Os sobreiros quietos e sossegados
Dão pequenas sombras aos trigais,
Nessa paisagem, de amarelos dourados
Rapazes e raparigas fazem arraiais,

Tudo é casto e sedutor nessa miragem
Mais parecendo a tela de um pintor !
- Esta terra agreste, dura, e de coragem

Faz parte do folclore de minha terra,
- Onde é a gaita de fole, quem nos convida,
A ceifar o nosso trigo, ao pé da serra !

São Paulo 14/02/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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Se alguma voz aqui se faz ouvir

Se alguma voz aqui se faz ouvir


Se alguma voz aqui se faz ouvir
É a do poeta que não para de falar
Mostrando ao povo, a luz que está por vir
E que o governo esconde sem parar.

Se alguma voz se levanta na escuridão
É a do poeta, que se pode ponderar
- E que no auge leva à sofrida multidão
Conhecimento que não se pode olvidar.

É a voz da sagacidade e da razão
Revelação verbal da palavra sem rodeios
É a análise, o conceito e a perfeição

Do valor de uma idéia, de uma crítica
É a voz que nos leva à apreciação 
Da dimensão de nossa geopolítica !

São Paulo 14/02/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Perdido em mim

Perdido em mim


Perdido em mim, como vou saber quem sou
Se esse louco amor por ti, me cegou,
Minh’alma ao abandono, de ti migrou,
A matéria... é este trapo... o que restou !

Não posso saber quem sou, nem o quero
Vivo na aparência, realidade de fachada
Se um dia te encontrar, já nem espero
Ouvir dizer, que foste minha namorada.

A paixão desse amor, ainda existe,
A sofrer até à morte os meus pecados
Sou como flor velha, estiolada e triste,

Que às ondas da saudade mal resiste !
Ao engano infeliz destes meus fados
Desde o dia jururu em que partiste. 

São Paulo, 13/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Os cofres públicos,

Os cofres públicos,


Os cofres públicos, quando abarrotados
Ficavam vulneráveis aos ladrões
Vazios, a sete chaves são trancados
Temendo a volta desses figurões,

Que prostraram o país de joelhos,
Tirando o emprego de novos e velhos.
Não deixem mais eles meter os bedelhos
Só saímos da crise, matando os coelhos !

São Paulo, 11/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Resido na via-láctea

Resido na via-láctea


Sou sombra perdida, dum passado errante
Longe das ilusões, do fausto das primaveras,
Resido na via-láctea em nuvens de quimeras
Perdido nos sonhos, das cinzas dum gigante !

Em manto clemente, repouso alma sonhadora
Onde um dia, há de dormir o sono eterno
E nesse manto de amor o Criador paterno
Há de, pelo ideal sagrado, levar-me à nova aurora

A luz da vida, é como a do sol ao entardecer,
Vai morrendo... até encontrar a escuridão
- Ao oposto da criatura que ao nascer,

Tudo é luz, fanal de claridade, esperança
Um seio de amor, ternura e afeição,
Nas asas da ventura, que não se cansa !

São Paulo, 04/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Num mundo de sóis !

Num mundo de sóis ! 


Surge a aurora, inundando o firmamento
De luz radiosa, zurzindo as sombras da noite
Na imensidade do espaço flutua o pensamento,
Anelado ao cosmo, ao que o axioma cria !

Num mundo de sóis, contemplando a lua
Vislumbrando a natureza no silêncio queda,
Onde às margens do infinito, canta a catatua
Desculpe, não temer, essa imensa labareda.

A fonte eterna, donde esse fanal procede
Derramando luz e calor na natureza
É a luz de Deus, é de Deus com certeza,

Eterna verdade, que brilha dos céus à terra,
Espargindo mil maravilhas no universo
Mistérios insondáveis, que seu seio encerra !

São Paulo, 03/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O sonho se esvai,

O sonho se esvai,


O sonho se esvai, nesta existência
A cada dia; junto, cai a paciência,
Um anelo de felicidade se despedaça
Na realidade, um freio, uma mordaça.

Neste oceano de desejos delicado
Buscando a felicidade neste fado,
Eis que, lá nos confins do oceano
Vislumbra uma esperança... puro engano !

Mais uma ilusão no estreito horizonte
Onde confunde as ondas, com o monte,
Mais uma lágrima, nas faces a sulcar.

A quem, em vãs promessas se foi fiar,
Mentiras dum futuro, a aceitar.
- Que turvou as águas da própria fonte !

São Paulo, 31/01/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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