Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Poesia de ANO NOVO

Poesia de ANO NOVO


Olhai senhores que mais um ano se passou
Novas esperanças, a fortalecer nossas vidas
Novas oportunidades, é o que buscamos
Que seja ele, mais promissor do que acabou

Navegamos por mar bravo perdido o lenho,
O destino nos direcionou onde arribar
A perseverança não nos deixou naufragar
Pois demos de nossas vidas o maior empenho      

Que Ele, lá do trono da imensa Divindade  
Olhe por todos nós e nos dê melhor sorte
Colher os frutos maduros, traz felicidade

Que Ele ponha um basta ao mar enfurecido
Pouco importa a altura das marés, sê forte
Para que,  a este Novo Ano sejas agradecido

Porangaba,31/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A velhinha

A velhinha

Numa valise de mão
Carregava tudo que tinha
Na alma o coração
Na vida, nada mais tinha

Por décadas foi empregada
Daquela rica família
Como velha não vale nada
Substituíram-na pela Cecília  

Hoje, caminha na estrada
Sem rumo, nem direção
E nos pontos de parada
Pede um pedaço de pão

O jovem, não vê no velho
Seu retrato no amanhã
Deveria servir-lhe de espelho
Para ter uma vida sã

Porangaba, 28/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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A torpe súcia no desfrute

A torpe súcia no desfrute

A torpe súcia, no desfrute de conchavos
Envolveu-se aviltando o poder,
Um de nada sabe, nem de nada quer saber
Outro, diz-se impoluto, não quer abjurar

Como é sabido, arrasaram o caixa da nação
Descumprimento total de responsabilidade fiscal
E em meio a esses desmandos de inserção
O ato vil, e nebuloso da corrupção !

E ninguém quer ao cargo renunciar
Apesar dos mil desmandos consentidos
Uns, contrapondo-se aos outros sem par,
De milhões, foram os golpes abstraídos

A luz e o brilho do verde-esperança
Ofuscaram-se ante tamanha vilania
O povo, jamais viu tamanha ganância
Se quedar-se quieto, será covardia !

E de um sonho intenso d’um raio vivido
Nada resplandece no esplendido berço,
Pois o brilho do fulgor foi corrompido
Como as palavras vis, deste meu verso !

Os insólitos e singulares procedimentos
Que eram outrora Civismo, Fé e Honra
Hoje, ante tais, e inconseqüentes atos
Certamente, não se importam com a desonra

Os conceitos estão mudados, as gentes, também 
Só a contabilidade importa aos descomedidos, 
A volúpia da riqueza, ou de onde advém   
Não importa, a esses fariseus promiscuídos

Enquanto isso o povo ordeiro e pacífico
Continuará a pagar a conta na gasolina,
Diesel e transporte, com resultado específico
No pão e arroz, cujo aumento os contamina

O instinto da ganância nos engana,
Numa vida de golpes e maracutaias,
Por vezes, com uma bela feição humana  
Sob a qual se esconde uma voraz cobaia  !    

Porangaba, 25/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Colhi fantasia (soneto)

Colhi fantasia              

Colhi do teu amor só fantasia
Por estes longos anos que te amei
Inda sinto na alma o que dizia
Fingido sorriso, em que me apaixonei

Tentar enganar meu coração
No mar enfurecido de sentimentos
Foi o que fiz, do inverno ao verão
Sem cortar a raiz dos sofrimentos.

Destes meus tormentos, tu foste a causa
Atadura górdia, qu’não soube desdar.
A pluto, adoro de joelhos minha musa

O cego cupido às vezes separa gentes. 
Como separou minha mente, já confusa,Deixando duas almas descontentes !

 

 

Porangaba, 24/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Na trajetória da incerteza (soneto)

Na trajetória da incerteza   (soneto)


Se a ti, amor levasse o pensamento
O que sente meu pobre coração
Não relutarias, por certo um lamento
Não de amor, certamente compaixão

Lançado ao frio e vil esquecimento
Pelas borrascas do tempo fustigado
Na trajetória da incerteza, tormento
Que só conhece quem está atribulado.

Do que fui, sou destroço carcomido
E sombra sem sentido que incendeia
As pedras da calçada e sem sentido

Ainda projeta de inflamar-se mais,
Se não tirar teu amor da minha idéia.
Tu e eu, em infortúnio, somos iguais !

Porangaba, 23/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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De onde provém a idéia (soneto)

De onde provém a idéia   (soneto)


Do absconso pensamento, surge a idéia 
Esta posta em prática o cérebro a executa, 
Parece-nos uma simples panacéia 
Mas é fruto que a mente computa 

Na ignota luz da ordem natural 
Que abarca os fenômenos cognitivos 
Da percepção intelectual 
Ao algo que transcende os primitivos 

É faculdade, que posta em prática é ato 
Dela, surgem as sensações, os desejos 
E de forma genérica, ela torna-se um fato 

A idéia é o abstrato em forma de realidade 
Ela surge, toma forma e os desejos 
Alcançam a plena maturidade ! 

Porangaba, 22/12/2015 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia 

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Leia também "A idéia", publicada  26/11/2012 (data da criação)

A Louca (soneto)

A Louca (soneto)



Inconsciente, caminha pelas ruas
P’la dor do infortúnio enlouquecida
Quando o homem a quem, dera sua vida
A trocou, por uma, das amigas suas

Peregrina sem rumo, ao sabor do vento
Torturada pelo drama desse amor
Já não sente fome, não sente dor
Melhor sorte, lhe teria sido um convento

Quando jovem era linda, fascinante
E todos a olhavam cobiçando
A infeliz entregou-se àquele tratante

Que a feriu mortalmente no instante
Em que a abandonou, considerando
O ato de amor, coisa insignificante  !


Porangaba, 12/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Pela rua da saudade, (soneto)

Pela rua da saudade, (soneto)


Pela rua da saudade, caminhei na vida 
Sem puder encontrar a felicidade 
Vão-se os sonhos nas asas da saudade 
Perdidos... na caminhada dolorida 

E no campo-santo da desilusão 
Enterrei as esperanças do passado 
De um pretérito morto sepultado 
Na trescala essência de teu coração 

Quem sabe, um dia, antes que a vida se vá, 
O destino mude o curso à natureza 
E na expectativa de real justeza 

Dê encantos, a quem viveu de quimeras 
Pra sentir o resplendor das primaveras 
Na auréola azul que a grande-mãe nos dá 

São Paulo, 06/12/2015 
Armando A. C. Garcia 

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

NATAL 2015



Feliz Natal 2015



NATAL 2015                               

Senhor,          
Eis-me aqui novamente neste Natal.         

Que haja Paz neste Natal
Dentro de nossos corações,
Fraternidade angelical
Neste mundo, de nações.             

No último século, evoluções          
Ocorreram em abundância,
A do amor, nos corações,                            
Sofreu certa relutância.

Coerência, entendimento
Em todos os povos e raças,
E a Jesus, no firmamento
Possam todos render graças

Os preceitos da verdade
São fruto do Deus menino
Que pregou a caridade
Com valor adamantino

Ensinou conhecimentos
Que hoje são respeitados,
Dando à alma os alimentos,
Em seu corpo consagrados.

Vamos lá, ó meu irmão,
Promover esta mudança.
Neste Natal, teu coração
Seja igual ao da criança.

Dando guarida à caridade
Qu’é o mandamento maior
Nos conceitos da verdade,
De Jesus, o Salvador !

    Feliz Natal - 2015     e      
    Alvissareiros sucessos de
    Próspero Ano Novo – 2016

      São Paulo, 24/10/2015 (data da criação)
       Armando A. C. Garcia
     
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Carinhosamente a todos os leitores de meus 
blogs e/ou demais sites de poesias, dos quais 
participo, que têm-me prestigiado com suas 
visitas, meus agradecimentos e sinceros votos 
de Feliz Natal e Próspero Ano Novo cheio de 
Paz, Saúde, Alegria e conforto Moral, Espiritual 
e Financeiro.
Cordial e afetuoso abraço poético
Armando A. C. Garcia






domingo, 29 de novembro de 2015

Indagados pela mídia

Indagados pela mídia

Indagados pela mídia e toda gente
Disseram ser engano, certamente
As contas de dinheiro, são infâmias
De mentes diabólicas, ou insânias

Nem sócios, nem colegas, nem patronos
Todos negam, suas mãozinhas aos fornos,
Não são larápios sujos, esses senhores
São deputados, e alguns, até doutores.

Os méritos morais, de si, transluzem
De inútil descuido, as tramas surgem
Como se, da nojenta regra brotassem,
E nos elementos de pureza, se sujassem.

Nem o povo, se abismou da inglória
Qu’enxovalhou a moral d’nossa história !
Todos na eleição pediram que votassem
Que veriam, novo Brasil, se sufragassem

Nas urnas seu nome, que de louvor servil
Lutaria bravamente pelo Brasil ! ...
Pra fazer de nossa Pátria um só canteiro 
E, sem faltar trabalho o ano inteiro.

Jactâncias de orgulho, prometidas
Jacobinas, promessas não cumpridas
Assim o pré dos candidatos eletivos
Promessas dizendo-se, aptos seletivos

Eis, agora aí o seu resultado,
Que na mídia, dia a dia é pautado.
A pecha, não é minha, é a versão
Dos que ao povo roubaram o seu pão,

Corruptas imagens, indignas torpezas
Abstrusos procedimentos de vilezas
Que hoje, na enxovia, as vilezas paga
Quem cravou no peito a própria adaga !

Mas o chefão, mentor de toda trama
Continua nas abstrusas sombras da lama,
Não sei se por medo, ou covardia
Ninguém o aponta, como dever seria.

Porque em linhas venais ele é o autor
Protagonista principal ... é o maior
Espécie racional e intelectual
Causador de rombos, de tanto mal !

Pois sempre, em toda a trama urdida
Tem um autor intelectual na medida
O que planeja, esquematiza e age,
E atrás do caixa do pente, interage.

A sujeira maior e contundente
Pra debaixo do tapete, certamente,
É jogada pra eliminar escâncaras
Desse mentor, retentor doutras âncoras.   

Mas esteja certa, toda minha gente,
Que isto, é como simples dor de dente.
Logo passa, tal como foi o mensalão
E isto, passará, passada a confusão !

Se no rigor forjado, na tempera da lei,
Fosse respeitada a inocente grei,
Até o Deus da criação, após ter criado,
A modesta sociedade, a teria abençoado !

Ainda, que assim não fosse, o que de fato é
Aos mesmos da luxúria, em que se vê
Cada qual, as pegas do rábula toma,
Sem perceber, eis que o caldo, em si entorna.

Assim, tua aprovação desacreditas
Na honrosa tarefa, que aos atos ditas
Que apesar de malquistar rendeu-te cobres
Junto aos quais, tua cara, sempre cobres !

Já despojado de teus valores morais
Tal mercenários que valores materiais
Emergentes da pestilência corruptiva
Destroçando o país, com sua criativa

Rastejando na mente tua ignomínia,
Tua cabeça humilhada pela abdominia
Insaciável de poder e riqueza,
Levou-te à mais desprezível baixeza.

A esse mal, que a tudo deu origem
Nesse abismo, que de pensar dá vertigem
Ganhaste num momento, perdeste a vida
...Saiba ao menos morrer, quando surgida !

Porangaba, 28/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tu, dona de mim, há tantos anos


 Tu, dona de mim, há tantos anos


Tu, dona de mim, há tantos anos
Tempo em que sofri mil desenganos
Imperatriz dos meus pensamentos
Pitonisa de minhas mágoas e lamentos

Na pertinácia que sobrepõe a dor
Tu, que não te convences do amor
Num belo e certo dia, tu, hás de ver
Esta afeição, que não para de crescer

Da qual não te convences certamente
Qu’o amor, possa durar eternamente
Mesmo sem ventura, sempre efluíste

Neste coração que jamais desiste
De acalentar o sonho adolescente
Pois coração da gente, nunca mente !

São Paulo, 27/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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