Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Quando o sol se põe !..

Quando o sol se põe !...


Quando o sol se põe, surge a noite escura
O dia é a vida, a noite, a sepultura.
No despertar repetido, a natureza
Brinda a vida e no horizonte reveza

A alegria da vida colorindo o dia
Onde pássaros voam cheios de mestria
E encantam com seus típicos canoros;
Enquanto à noite, só se ouvem choros,

Rodeada de mistérios é um calvário
Até o luar é sombrio e solitário.
O dia, é uma primavera florida

É semente que germina, é vida
É um templo com a fé concedida
De dar alegria à vida, um emissário

São Paulo, 24-06-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Impercebida,

Impercebida,


Impercebida, guardo tua lembrança,
E nesta vaga chama a passo lerdo,
Vivo meu triste luto na confiança  
Que da indulgente complacência herdo.

São saudades inconsequentes minhas
Estas lembranças, reminiscentes
São chama que não se apaga sozinha
Pelos atributos inconsequentes

Sofro nesta ilação impercebida,
A inferência imediata de te ver
Pois, o que eu padeço nesta vida

É uma reminiscência percebida,
Que de impercebida queria abster
A lembrança para sempre querida !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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No pungir dos desejos

No pungir dos desejos


A dor moral no pungir dos desejos
Feriu de morte o pobre coração
Castigo, de ciúmes malfazejos
Quando o amor não passa duma feição.

No desespero inútil desta tortura,
Aguarda nesta vil expectativa,
Voltar a vê-la, talvez seja loucura
Mas sem ela, perde o sentido a vida

No instante de sonhar o pensamento
Vê a todo momento, sua imagem
O  que só aumenta seu sentimento,

Que não olvidou a frágil figura
Sem ver que nesta vida a coragem
Não é, de uma ingênua aventura !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 8 de julho de 2017

Escravo da vida !

Escravo da vida !


Fui um escravo da vida
Aquele que não teve paz,
Aquele que não teve gozo
Na existência concedida
A vida foi-me voraz,
Passei-a num antegozo.

Um escravo revoltado
Nesta maléfica vida
Que implora ansioso,
À estrela do triste fado,  
- Que se perdeu condoída
Deste  fado ardiloso.

Labutei com tal afinco
Obstinado por vencer
Vi-me da vida vencido,
Não em telhado de zinco,
Mas não me deixo abater
Mesmo estando enfraquecido !

Irá quando findar
Este martírio malevo
Que esta vida mordaz
Mais e mais, está-me a tirar.  
Só os versos que escrevo,
Dão-me um pouco de paz !  

São Paulo, 08-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Aquele silêncio

Aquele silêncio


Aquele silêncio que em sombras arde
Queima seu peito numa tristeza só
Como se envolto em virtual alarde
Percorrendo os caminhos de Jericó.

No engenho e arte, neste silêncio
Profunda angustia de si se apodera
Mas num incógnito senso, tem calafrio
Ao saber-se fora da atmosfera !

Onde viveu neste exílio, fora d’casa
Na paz sublime que ora, estertora
Qual estrela cadente lúgubre, sem asa,

Circundando o espaço, de sombra inunda
O firmamento, e só a sublime aurora
Pode tirar a terra da escuridão profunda !

São Paulo, 07-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Procura imanente

Procura imanente


Com a alma alhures, eu te procuro
Não estás onde busco, ou outra parte
É procurar agulha no escuro,
Ou sou estéril no engenho e arte.

Inconsequente esta busca minha
Procura imanente que antecipa
O aprendizado que me detinha
No estágio de amor que participa,

No clima de paz, no ar da montanha
Num céu azul duma profunda calma
Colado à saudade que me acompanha.

Se hei de viver da saudade, como sinto
A esperança que vivifica a minh’alma
Tirar-me-á do lutuoso labirinto !

São Paulo, 06-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Senhorita !

Senhorita !


Senhorita ! Senhorita !
O que tenho a dizer-lhe, ouça
Você é uma moça bonita
É vaso de fina louça !

As estrelas do firmamento,
E até a lua carinhosa
Dirão a todo momento
Que você é linda rosa

Senhorita ! Senhorita !
Neste desvario meu,
Sem asas quero voar
Pra alcançar o amor teu .

Não seja um sonho só meu,
Estando longe do mar
Estarei perto do céu,
Se você mulher, me amar.

Como o sol que beija os flancos
Beijarei os seios teus
E naqueles pomos tão brancos
Chegarás até aos céus !

Hão de chorar nessa noite
Aqueles que te amar porfiam
A aflição  será o açoite,
- De inveja eles morreriam !

São Paulo, 05-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 4 de julho de 2017

Credor da juventude

Credor da juventude


Não tem mais o frescor e viço antigo
Quando era credor da juventude
O tempo que passou é inimigo
De deixar impune essa virtude.

Sombra da mocidade que passou
Refletida no tempo universal,
Que de dia e de noite, não parou
E, não sendo um ser especial...

A velhice aos poucos se apossou,
Nessa imagem triste e cansada
Que diametralmente transformou
O rosto, numa penca desfolhada.

E a névoa do tempo prosseguiu
Maltratando toda a criatura
O que era belo, formoso, ruiu
Surgindo o presente, sem formosura !

Inclemente, o tempo nos transforma
E sequer percebemos a mudança,
Só quando o trem chega à plataforma
Percebemos essa dessemelhança !

São Paulo, 04-07- 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Sou uma sombra

 Sou uma sombra


Sou uma sombra que no mundo passa
Projetada no espaço sem luz
No contorno de uma figura laça,
Capaz de prender a sombra que seduz

E nas sombras de um corpo opaco
Vou carregando minha sina e cruz
Sem teu bisonho amor, sinto-me fraco
E somente a saudade me conduz.

Nem a linda primavera florida
Pode domar a sombra desta saudade
Que se apoderou de minha vida

E me acorrentou á vil nostalgia
Desde a tenra e branda mocidade
Quero crer qu’essa sombra, é ousadia !

São Paulo, 03-07- 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O velhinho desvalido

O velhinho desvalido


Está ali, naquele quartinho isolado
O velhinho desvalido, desprezado,
Foi um desvalido da vida, e da sorte
Que tal feito, não ocorra na morte !

Perdeu a valia o velhinho infeliz
Perdeu na vida o que sempre quis,
E neste infortúnio, nesta desdita
Roga ao Criador que não se repita

Este seu sofrimento cruel, atroz
Que falando, parece não ter voz
E caminhando, tem jeito de parado

O velhinho aparenta estar só.
-  Num pequeno quarto que dá dó,
Mas por Deus, está sempre amparado !

São Paulo, 03-07- 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

No quarto da solidão

No quarto da solidão


Nas sombras do quarto da solidão
Voa dentro de si uma saudade
Que enxovalha o pobre coração
Envolto numa triste ansiedade

Coberto p’las sombras, injuriado
Não restou outra saída no caminho
Cansado de tanto ser maltratado
Sem amor, sem afeto, sem carinho

Enfrentou o seu ódio e rancor.
Ao invés de dar-lhe amor e carinho
Ele foi sempre tratado com furor.

Vive, agora, no quarto da solidão
Morando com a pobre saudade
E uma imensa dor, no coração !

São Paulo, 02-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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domingo, 2 de julho de 2017

No peito uma saudade


No peito uma saudade


Trago no peito uma saudade
Tão antiga. Hoje ela é vovô
Que mistério, esta verdade
Encerra num pranto só.

Não pode render-se à sorte
Deste passado cinzento,
Se perto está da morte
Está dentro do pensamento.

Que te importa esta saudade
Que punge meu coração
Se a tua felicidade
For a minha punição

Perdi nos braços do tempo
Mulher dos encantos meus,
Se pra ela, foi passatempo
Pra mim; não o foi, por Deus.

São Paulo, 01-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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