Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 15 de agosto de 2017

No deserto das idéias

No deserto das idéias


No deserto das idéias, trago exausta
A minha efêmera coerência de vida,
No nervosismo duma ironia infausta
Na languidez de meu rosto estendida.

Na *abstrusa confusão de sentimentos
Julgo ouvir toda a mágoa do mundo,
São pueris, porém meus conhecimentos
Para aquilatar um brilho tão profundo.

Alucinações que pululam em minha mente
Que tateando nas trevas se encompridam
Qual o rastejar da cauda duma serpente

No deserto d’idéias, de **anômala visão
No sentido da vista, sem que transgridam
Deste mundo o real, e sua concepção !
                                                                *complexa´
                                                                                                                         **anormal
São Paulo, 15/08/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 12 de agosto de 2017

SER PAI

SER PAI  (replay)


É uma solene missão
Árdua, tarefa dura
Que Deus dá à criatura
Num rosário de paixão

É uma fonte de esperança
Que consola o coração
Como se fora uma benção
Uma bem-aventurança

É a argila que se molda
Nem sempre a nosso prazer.
Pois querer. Não é puder,
Nem sempre o barro se amolda !

Ser pai é fé que sublima
Altar de luz e tormenta
É paixão que impacienta
É um sonho que arrima.

É esperança que consola
É um sol que irradia
A estrada áspera e fria
E faz do ninho uma escola.

Não vê maldade em quem ama
Tem amor sempre de sobra...
Pelo filho se desdobra
Se preciso, pisa a lama.

É um clarão de alegria...
A nova estrada do mundo
É o amor mais profundo
Estrela... que o filho guia.

São Paulo, 06/08/2004 
(data da criação)

Armando A. C. Garcia



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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Parece difícil viver

Parece difícil viver


Parece difícil viver
Neste mundo de ilusão
O mais difícil é não ter
O amor no coração

Deveria haver no mundo
Sentimento e devoção,
E no amor mais profundo
Confiança e veneração

Então, mais fácil seria
Haver a compreensão
Cada qual, seu pão colhia
Com entusiasmo e afeição

Se sempre azul fosse o céu
Por certo não choveria.
Minha saudade morreu
Na noite daquele dia;

As horas passam lentamente
Os dias demoram mais
Os anos naturalmente,
No tempo são desiguais .

São Paulo 11/08/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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Sofrido coração !

Sofrido coração !


Em meu peito há um coração que pulsa
E sonha por teu amor, a vida inteira,
Sem sentir que há em ti uma repulsa
Acaba-se perdendo na estribeira...

Pena essa aflição que o domina
Martírio involuntário do querer,
O pobre coração não descortina
Que em ti, ele, somente vai sofrer.

Meu olhar, vê um futuro vazio
E nesse plangor de lamentação
Em meu peito... sofrido silêncio.

Na paixão que por ti a vida inteira
Sentiu este pobre, sofrido coração. 
Amar-te assim, creio que foi asneira !

São Paulo 11/08/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Desilusões de amor,

Desilusões de amor,


Desilusões de amor, enfados da vida
Numa existência cansada, vencida
Num senso ignoto, humilde, obscuro
De quem não crê na realidade do futuro

No meu peito, há um coração que sofre
As agruras ingênitas duma estrofe,
E nessa amargura padecente aprimora
Os ensinamentos e preceitos doutrora.

Desilusões de amor... quem as não teve ?
É um fardo bem pesado, sendo leve,
O peito implora a volta à imensidão.

Será que nas preces, ouves meu lamento
Ou o confundes com o soprar do vento,
Num momento místico da oração !

São Paulo, 25/07/ 2017 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Quando o sol se põe !..

Quando o sol se põe !...


Quando o sol se põe, surge a noite escura
O dia é a vida, a noite, a sepultura.
No despertar repetido, a natureza
Brinda a vida e no horizonte reveza

A alegria da vida colorindo o dia
Onde pássaros voam cheios de mestria
E encantam com seus típicos canoros;
Enquanto à noite, só se ouvem choros,

Rodeada de mistérios é um calvário
Até o luar é sombrio e solitário.
O dia, é uma primavera florida

É semente que germina, é vida
É um templo com a fé concedida
De dar alegria à vida, um emissário

São Paulo, 24-06-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Impercebida,

Impercebida,


Impercebida, guardo tua lembrança,
E nesta vaga chama a passo lerdo,
Vivo meu triste luto na confiança  
Que da indulgente complacência herdo.

São saudades inconsequentes minhas
Estas lembranças, reminiscentes
São chama que não se apaga sozinha
Pelos atributos inconsequentes

Sofro nesta ilação impercebida,
A inferência imediata de te ver
Pois, o que eu padeço nesta vida

É uma reminiscência percebida,
Que de impercebida queria abster
A lembrança para sempre querida !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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No pungir dos desejos

No pungir dos desejos


A dor moral no pungir dos desejos
Feriu de morte o pobre coração
Castigo, de ciúmes malfazejos
Quando o amor não passa duma feição.

No desespero inútil desta tortura,
Aguarda nesta vil expectativa,
Voltar a vê-la, talvez seja loucura
Mas sem ela, perde o sentido a vida

No instante de sonhar o pensamento
Vê a todo momento, sua imagem
O  que só aumenta seu sentimento,

Que não olvidou a frágil figura
Sem ver que nesta vida a coragem
Não é, de uma ingênua aventura !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 8 de julho de 2017

Escravo da vida !

Escravo da vida !


Fui um escravo da vida
Aquele que não teve paz,
Aquele que não teve gozo
Na existência concedida
A vida foi-me voraz,
Passei-a num antegozo.

Um escravo revoltado
Nesta maléfica vida
Que implora ansioso,
À estrela do triste fado,  
- Que se perdeu condoída
Deste  fado ardiloso.

Labutei com tal afinco
Obstinado por vencer
Vi-me da vida vencido,
Não em telhado de zinco,
Mas não me deixo abater
Mesmo estando enfraquecido !

Irá quando findar
Este martírio malevo
Que esta vida mordaz
Mais e mais, está-me a tirar.  
Só os versos que escrevo,
Dão-me um pouco de paz !  

São Paulo, 08-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Aquele silêncio

Aquele silêncio


Aquele silêncio que em sombras arde
Queima seu peito numa tristeza só
Como se envolto em virtual alarde
Percorrendo os caminhos de Jericó.

No engenho e arte, neste silêncio
Profunda angustia de si se apodera
Mas num incógnito senso, tem calafrio
Ao saber-se fora da atmosfera !

Onde viveu neste exílio, fora d’casa
Na paz sublime que ora, estertora
Qual estrela cadente lúgubre, sem asa,

Circundando o espaço, de sombra inunda
O firmamento, e só a sublime aurora
Pode tirar a terra da escuridão profunda !

São Paulo, 07-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Procura imanente

Procura imanente


Com a alma alhures, eu te procuro
Não estás onde busco, ou outra parte
É procurar agulha no escuro,
Ou sou estéril no engenho e arte.

Inconsequente esta busca minha
Procura imanente que antecipa
O aprendizado que me detinha
No estágio de amor que participa,

No clima de paz, no ar da montanha
Num céu azul duma profunda calma
Colado à saudade que me acompanha.

Se hei de viver da saudade, como sinto
A esperança que vivifica a minh’alma
Tirar-me-á do lutuoso labirinto !

São Paulo, 06-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Senhorita !

Senhorita !


Senhorita ! Senhorita !
O que tenho a dizer-lhe, ouça
Você é uma moça bonita
É vaso de fina louça !

As estrelas do firmamento,
E até a lua carinhosa
Dirão a todo momento
Que você é linda rosa

Senhorita ! Senhorita !
Neste desvario meu,
Sem asas quero voar
Pra alcançar o amor teu .

Não seja um sonho só meu,
Estando longe do mar
Estarei perto do céu,
Se você mulher, me amar.

Como o sol que beija os flancos
Beijarei os seios teus
E naqueles pomos tão brancos
Chegarás até aos céus !

Hão de chorar nessa noite
Aqueles que te amar porfiam
A aflição  será o açoite,
- De inveja eles morreriam !

São Paulo, 05-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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