Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 31 de julho de 2016

Amor cigano ! (soneto duplo)

Amor cigano !  (soneto duplo)


Momentâneo relâmpago de ventura
Entre teus braços, leda formosura
Juraste-me amor eterno, criatura !  
- Foi só, naquele momento de ternura

Nesse encanto jucundo. Sem cautela,
Deixei enlear meu coração, oh! Bela
Sem perceber que caía na esparrela
De peito descoberto, em ti, donzela !

Por furtivo carinho, tão profundo
Rendi-me enfim a esse amor, fecundo
Que parecia o maior amor do mundo

Em face de teus mimos, ledo engano,
Passei a vida errante, qual cigano

Tentando esquecer, dia a dia, ano a ano !

II 

Na vida, é paixão que o amor fomenta
Propensões da natureza; a tormenta
Punição cruel, que o instinto invade
Com a punição atroz da ansiedade

Monstro impassível de sôfrego interesse
Monstro sedento de férreo jugo, esse,
Que o ciúme ostenta de antigos ódios
Com vícios, desses horrendos episódios 

Vícios que o inferno abre e aferrolha
Nas vivas paixões em que se fomenta
Sem piedade ou clemência de quem olha .

Ao grande tribunal, prestará um dia
Justas contas, de oito a oitenta
Isento de ajustes e acrobacia !

Porangaba, 31/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                            
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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cinzas ! ...

Cinzas ! ...


Em data longeva o amor impossível
Bateu no meu peito, desintegrou-se
Mas inda veste minha alma, incrível
Que sinta você, na cinza que apagou-se

Nem a saudade, julgo postergada
Nem os sonhos esvaecidos terminaram
No refúgio da nostalgia aplacada
Existem cinzas, que nunca queimaram

Imagino emoldurada tua imagem
Impressa na minha mente, permanente
Tuas belas feições são a mensagem

De cada dia vivido, triste, descontente
Sempre na esperança; pura bobagem,
Que renasça o amor, como fênix novamente !


São Paulo 29/07/2016 (data da criação)       
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 22 de julho de 2016

...O desconhecido !

...O desconhecido !



O desconhecido é um mistério sem fim
Corrente de incerteza que estertora
A pragmatizar o fim de nova aurora
Perdido no emaranhado jardim

No desconhecido, a dúvida é o ponto
Crucial, da descrença e cepticismo
Enigma abnegado do panteísmo
No conjunto de emanações e confronto

O desconhecido é aquilo que é incógnito   
Caminho a desbravar pra conhecer
Sem fugir dos fatos a percorrer

Buscando na veracidade do incógnito
Encontrar luz, que faça resplandecer
A ima realidade de viver !  

Porangaba, 22/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                            
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Determinados momentos

Determinados momentos


Como se fossem das lembranças os frutos
Que em dado momento afloram à memória
Em pensamentos destoantes, brutos
Do tempo que passou, da própria história

Despertam esperanças, vivo sentimento
Que são a razão que me contagia
São a luz, o fulgor, o alimento
Nas reflexões da mais pura alegria.

Girando, passam as horas vagarosas
Nelas busco o alívio para meu fado
Lembranças batem leve, prazerosas,

Em mim, tudo é dúvida num sonho imenso
Sem elas, caminharia desolado
Preterido no amor que é tão intenso !

São Paulo 20/07/2016 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O gênio da garrafa (infantil)

O gênio da garrafa (infantil)


Um gênio saiu da garrafa
E apresentou-se à menina
Que chorava sem parar
Perguntou-lhe: porque choras?

Toda chorosa, respondeu
Minha mãe, ali está morta
Eu, nada posso fazer
O gênio vendo a cena

Pediu à pobre pequena
Que fizesse uma oração,
Ela, orou com fervor
E como benção do céu

O bom Jesus respondeu
Tua mãe está doente
Chama médico eficiente
Que tua mãe não morreu.

A menina pediu socorro
Acorreu todo seu povo
E sua mãe se salvou
Graças ao gênio da garrafa

Que vendo-a ali a chorar
Desanimada, sem força
- Trouxe consigo a resposta
Pra sua mãe melhorar !

São Paulo, 18/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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Quem és tu !

Quem és tu !


Quem és tu, ó fonte criadora
Que em versos mil me inspiraste
Sem ti, não sei fazer nenhum agora
Porque foi que assim me castigaste ?

Brotava de minha mente poesia
Como brota na mina água na fonte
Era pura satisfação, só alegria
Hoje, monotonia de monte

Perto de mim, já não te sinto
Teu vôo de águias, o meu de pardais
Como acompanhar-te, se desiguais!

Misteriosa musa, não me deixes, não
Sê benevolente, tenha coração
Preciso de ti, como da água o jacinto

São Paulo, 17/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 9 de julho de 2016

Infortúnio (soneto)

Infortúnio  (soneto)

 

 

Pedaços de lembranças, o que restou                 

Da vida inteira cheia de infortúnio

E este, que ainda não acabou

Como elemento hipotético umbiúnio

 

Tropeços, nebulosos pensamentos

A constranger a lágrima dos vencidos

Alegoria , ficção, metáfora dos ventos

De mais de mil projetos retraídos

 

Acumulados em fascículos ou volumes

A transbordar na esperança do amanhã,

No silêncio recôndito dos queixumes


Com saudade interior, dentro do peito

Na  expectativa de uma vida louçã

Que até agora, inda não teve jeito !


Porangaba, 09/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                            
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sexta-feira, 8 de julho de 2016

A fada que quis ser gente !

A fada que quis ser gente !

 Resultado de imagem para foto de fada madrinha

Esta estória é de uma fada
Que se quis passar por gente
De ser fada, estava cansada
Ser alguém, era atraente

Vestiu então roupas de moça,
Seus louros cabelos penteou
Só achou emprego na roça
No fim do dia... se queixou

Quando eu era uma fada
Só via encanto e beleza
De poderes era dotada
Dava ordens à natureza

Agora que virei gente,
Só trabalho, criatura
Foi ilusão aparente
Esta minha aventura

Quando fada, só contente
Com alegria constante,
Eu quero, é novamente
Ser fada, de ora avante !

São Paulo, 07/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Idealidade !

Idealidade !


Sou igual fantasma na solidão
Carregando os destroços na carcaça
Ao alheamento de toda multidão
Que não vê, nem sente esta desgraça.

Na *manumissão desta trajetória,
Vejo verter do amor na humanidade;
O ócio, cortando a carne na vitória
A mentira, o sentido da verdade !

Sofro co’a frialdade do amor
Que hoje mora nos pobres corações
Que não sentem mais o salutar calor

Neste mundo repleto de ilusões
Incapaz de girar em volta seu fulcro
E levar o homem a novas emoções !
                                                           *libertar; resgatar:
São Paulo, 06/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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domingo, 3 de julho de 2016

Confrontando a saudade

Confrontando a saudade


Confrontando a saudade
É dor que nunca termina
Tegumento de ansiedade
Desde a criação Divina !

Porangaba, 03/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                            
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sábado, 2 de julho de 2016

Olhos nos olhos

Olhos nos olhos


Recobra o alento, coração aflito
Esfria o medo, e as vontades mil
De sequiosos desejos, explode em grito
Na fuga dos laços dum amor gentil.

Que poder imenso esse amor encerra,
Que a teus desejos rendem amargura,
Que veneno é esse, que não cai por terra
O agasalho nefasto que torna a vida dura

Se à perdição dos males se inclina
No pobre coração impaciente,
Olhos nos olhos, verás na retina

Que este amor em mim é permanente
E ele é muito mais do que imagina
O ímpio e fugaz pensamento da gente !

São Paulo, 01/07/2016 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia
 

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