Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ao Senhor do Universo

Ao Senhor do Universo

Ao Supremo Senhor do Universo
Eu peço, neste meu humilde verso
P’ra teus filhos, uma grande mudança
Já no albor da manhã, e sem tardança

De lágrimas tristes de fome e sede
Dá-lhes água e pão, nada te impede
Tu. Bens não lhes deste, mitiga a fome
Que corrói a matéria e seu abdome

Jazem Teus filhos no chão ou em leito
A morte pousando no frígido peito
Restam bem poucos, dos fortes que vi
Conceder-lhes pujança, depende de Ti

Aos filhos da terra, àquele que governa
Orienta-o Senhor, que em tua cisterna
Há água, pão, misericórdia e fervor
P’ra dar a quem tem sede, fome e amor

Que distribuam o pão de cada dia
A ganância desmedida é ousadia
Temos irmãos na África desnutridos
Moscas pousados nos olhos e ouvidos

Verdadeiros esqueletos em movimento
Enquanto nações jogam milhões ao vento
Em armas nucleares para armazenar
Potencial que não pára de aumentar


Dá-lhes o senso bem claro e reto
Capaz de discernir o que é correto
Na natureza humana, no bem comum
No grave momento, que fazem jejum

A situação, é premente e dolorosa  
A saúde dessa gente é pavorosa
Se o socorro não chega, a morte vem
E leva aos milhões, quem nada tem

Que distribuam sem falta pão à vontade
A cruz vermelha tem capacidade
De suprir a fome e a sede daquele povo
Dêem-lhes pelo menos pão e ovo

Não os deixem morrer à míngua de fome
Porque esta, seus corpos já consome
O universo é rico, só não é generoso
Deus ! Ensina teu povo a ser virtuoso !

São Paulo, 20/10/2011
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Há quanto tempo !...

Há quanto tempo !...

Rompendo as amarras que nos unem
Voltei a dar paz ao meu coração
Saindo do ¹cadafalso ²imune
Sem os efeitos da menor lesão

Nos ³auspícios de minha mocidade
Quando tudo eram sonhos e ilusões
Pensava ter um amor de verdade
O qual, deu-me grandes decepções

Destrancando as amarras e grilhões
Sorvi o fel acre da ingratidão
Ultrapassei o sentido da razão

Finalmente, limpei os meus porões
Queimei despojos de minhas possessões
...E dei liberdade ao meu coração !

São Paulo, 19/10/2011
Armando A. C. Garcia 

¹ileso
²patíbulo da forca
³promessas; votos

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Grata Esperança !

Grata Esperança !

Que desejo, que inquietante tortura
Se esconde em espectros obscura
Em mim, como fantasma de minh’alma
Que nem o mar, nem a montanha acalma

Qual onda turva no marouço do mar
A agitar meus pensamentos sem parar
Como o vôo dum pensamento estéril
Incapaz, vão, infecundo e pueril

Meu coração inquieto, ainda hesita
E é por ti, amor, por tua formosura
Esta saudade amarga, esta ternura

Na extensa imensidão, inda palpita
E isso me basta, para que não desista
Deste desejo imenso, que me tortura !

São Paulo, 18/10/2011
Armando A. C. Garcia

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C’est Fini !

C’est Fini !


Já vacila duvidoso, o amor falece
Outros braços, outros beijos tu aspiras
Outro peito radioso te aparece
Por meus atributos não mais suspiras

Embora esta dor atinja o meu peito
E a tristeza compartilhe este pranto
Meus dias correrão de distinto jeito
Quanto aos teus, melhor sorte, não garanto

Quando o amor perde o encanto, expira
O momento que se segue é o desencanto
Mágoa pungente, tormento que dói tanto

Nas ruínas dos despojos deste amor
O vento e o mar viram a luta e o fragor
Vêm a dor final que o coração suspira !

São Paulo, 15/10/2011
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Até ao inferno !...

Até ao inferno !...



Destravarei ¹aldravas e abrirei fechaduras
Em toda rua e viela, envidarei tuas procuras
No infinito do tempo e se eu fosse eterno
Estenderia a procura até ao inferno

A angústia de viver sem ti vibra e cresce
E ao pé da eternidade... quase floresce
A luta que intimida, é medo, fantasia ...
Procurarei de porta em porta sem fobia

Sem vergonha do pranto que o amor chora
Percorrerei o mundo a qualquer hora
Buscando o teu amor... da existência à morte

Quem sabe o bom Deus dar-me-á a sorte
De te encontrar algum dia, seja onde for
O sábio já dizia: A vitória é do amor !


São Paulo, 16/04/2009
Armando A. C. Garcia

¹trancas de  portas

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A Ausência

A Ausência


A longa e pesarosa ausência me sufoca                     
Anos a fio senti teu beijo em minha boca
Cotejei em paralelo meus sentimentos
Venci perigos e contornei contratempos

Porém a ausência, é o castigos dos mortais
Sofrimentos, amarguras, tolhem ideais
Com sentimento verto lágrimas de pranto
Como da primeira vez ao sentir teu encanto

Porque a ausência maltrata tanto assim
Separando o amor que nem a morte põe fim
¹Melífluos seios, como alvores em efusão

Mourejam na idéia quimeras ²estioladas
Onde vive estranho pensamento de ilusão
Chego a ter pena, daquele pobre coração

São Paulo, 11/05/2009
Armando A. C. Garcia

¹que flui como o mel
²que perderam o viço

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Teus lábios melífluos !...

Teus lábios melífluos !...


Já os tênues raios de sol banham a praia
As aves coloridas buscam seu ninho
nas copas das árvores, antes que a noite caía
E eu, na imensidão da praia, sozinho

Agrada-me estar contigo, natureza
Entre os braços do silêncio o mar profundo
Tua singular candura, espelha beleza
Suave eflúvio da matéria deste mundo

Já nascem estrelas na abóboda celeste
Procuro o mar, a vista, já mal alcança
Procurei-te na praia, tu... não vieste,
Noite cerrada, cerrada a esperança

Teus lábios ¹melífluos aonde estarão
O sonho se desfez como a neve fria
Confesso o excesso de minha afeição
Que mal eu te fiz, para tanta ²inópia !

São Paulo, 12/10/2011
Armando A. C. Garcia

¹como mel
² indigência; penúria

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Criança !

Criança ! 




Desperta linda criança
Tens o mundo à tua frente
Tu és a eterna esperança
De fazê-lo diferente

Estuda com zelo e afeição
Aprimora teus labores
E com Deus no coração
Teus feitos serão melhores

- Desperta linda criança
O mundo precisa de ti
Tu não vês, que torto avança
- Como perdido de si

Sê a esperança, o timoneiro
O guia de confiança
Não sejas o derradeiro
Na caminhada que avança

Criança!
O mundo depende de ti
Só com fé, amor, esperança
Estudo e perseverança
Poderás dizer, estou aqui!

Criança desperta, afinal
O mundo foi feito p’ra ti
De pedra bruta ou cristal,
Tu és, a flor que sorri !

São Paulo, 11/07/2007
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O


CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)

Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar

É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente

Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados.
O lobo, com esse deleites

Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.

Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder

Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso

Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...

Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .

Aos Pais:

Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás

Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.


São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia


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domingo, 9 de outubro de 2011

Um fato verdadeiro

Um fato verdadeiro

A história que vou contar
É de um fato verdadeiro
Ocorreu comigo a andar
Na estrada, Rio de Janeiro


Naquele tempo, idos sessenta
Na altura, Vila Guilherme
Duas pistas, ao lado assentas
A cento e vinte, corria *inerme


Quando inesperadamente
Um caminhão se atravessou
Bem perto à minha frente
Vi-me morto... o que restou


Quando uma voz se materializou e disse:

-...Passa pro lado direito
“Quem sabe” o caminhão
Sobe as rodas da frente
E tu passa por trás.


Obedeci àquela ordem
Passei para o lado direito
Com os nervos em desordem
E o coração fora do peito


A trezentos metros fui parar
Desci do carro, me apalpei
Estava tudo no lugar
Mesmo assim não acreditei


Estar vivo, dela ...escapar
Cheguei no Anhangabaú
Fui o carro estacionar
Caminhava chururu 


Já eu, na rua direita
Sem acreditar estar vivo
Dei cutucada perfeita
Numa senhora, sem motivo


E, esta por educação
Sequer se manifestou
Voltei à mesma condição
Se vivo, ou morto, eu estou


Por um mês assim fiquei
Sem saber se estava vivo
Da vivência duvidei
Por tal fato e tal motivo!


Porangaba, 09/10/2011
Armando A. C. Garcia


*sem meios de defesa

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sábado, 8 de outubro de 2011

Malgrado Destino !

Malgrado Destino


Vacila o ancião em passos duvidosos
Sob o calor abrasador, desfalece 
Expia, sua dor, ninguém o conhece
Enveredou por caminhos tortuosos

Abandonou-se ao vício na juventude
À perdição desregrada libertina
Na visão de calhorda não descortina
A importância do bem e da virtude

Hoje, expia nas sombras do passado
Na estranha liberdade de seu ser
Velhas culpas no ensejo de viver

Incertezas, dúvidas, rosto sulcado
Noite sem dia, peito escorchado
Sucumbe afinal, sem nada obter !  

Porangaba, 09/10/2011
Armando A. C. Garcia

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Enquanto houver amizade ...

Enquanto houver amizade

Enquanto houver amizade
Há um fundo de verdade
Edificando no mundo
Um sentimento profundo

De paz, tolerância e amor
Fazendo a vida melhor
Sem violências sociais
No amor, somos iguais

Entendimento e harmonia
A amizade o irradia
O tempo passa, envelhece
A amizade permanece

É único cada amigo
Seja novo, seja antigo
Que devemos preservar
Defender e resguardar

Um amigo de verdade
É um irmão na mocidade
Já na idade madura
É um bálsamo, uma uva

Sempre pronto a ajudar
Nas aflições nos salvar
Enquanto houver amizade
Ninguém morre de saudade

A amizade é uma benção
É de Deus uma *elação
Quem tem amigos, tem tudo
Quem os não tem, é tal mudo

Um amigo de verdade,
Usa de sinceridade
De lealdade e **lhaneza
É um irmão, com certeza

Ponderai na imensidade
Quando triunfa a verdade
Amizade é uma ventura
E vive, após sepultura

Fato público e notório
Não morre no crematório
Nem de motivo terceiro
Se o afeto é verdadeiro

Um amigo de verdade
Eu tinha... Deus o levou
Hoje, ficou a saudade,
Tudo... que dele me restou

São Paulo, 07/10/2011
Armando A. C. Garcia

*sublimidade
**franqueza; lisura

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Conversando com a natureza

Conversando com a natureza

Devemos conversar com a natureza
É dela que nossa vida provém
Irradia esplendor e singeleza
A natureza é a segunda mãe

Modera, abranda e serena a alma
Dá paz, concórdia e harmonia
Conversar com a natureza acalma
Pelo frescor que dela irradia

É a fonte de riqueza, que nos dá
O alimento, que chega à nossa mesa
A água límpida e pura, lá está
Borbotando, harmônica, coesa

Sua exuberante flora, é um jardim
Onde a sinfonia das aves a trinar
Regidas pela imensidão sem fim
Há milhões de anos ecoam pelo ar

Sem pedir nada em troca, tudo nos dá
Sê gentil, conversa com a natureza
Ela, que tudo gera, e um dia quiçá...
Recolhe-nos ao ventre, cheia de nobreza !

São Paulo, 03/10/2011
Armando A. C. Garcia

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