Nas asas da descrença ... - 26/03/2026
Cai a noite, como um
fantasma na solidão.
Procurei-te para refugiar-me
em teus braços.
Eu encontrei mil e uma, mas
tu, não.
Assim, cortavas meus
incisivos abraços.
Portanto, teu esperançoso e
alvissareiro
Acolhimento, restou
ativamente frustrado,
Vi-me como o fantasmal, qual
cão rafeiro,
Solitário, e à tua vida
escravizado;
E entre os escombros exalças
a doçura.
À medida que fervo na
trevosa agrura,
E se apouca, sucessivamente
a ternura,
Cai a esperança, dando
espaço a amargura.
No desejo incipiente e
rudimentar, chorei...
Pela elementar angústia e
consternação.
Nem sei se bendigo ou
maldigo, quando te encontrei.
Nas asas da descrença, coloquei
meu coração!
São Paulo, 26/03/2026 (data
da criação)
Armando A. C. Garcia
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