Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Meu Anjo !


Meu Anjo !

Foi Deus que pôs você no meu caminho
Qual fogo que inflama a lenha e me aquece
Sublime tua guarda e teu carinho
Tua mão me susteve e me engrandece

Alargaste horizontes em minha mente
Que alegraram meu coração e minha vida
Meu Anjo, honra-me eternamente
Não deixes que eu me curve à fantasia

Guia-me a verdes pastos e águas mansas
Onde habitarei na casa do Senhor
Cantarei louvores de amor e esperança
À glória de Deus, ao Grande Criador

Escuta minha voz, ouve meu clamor
Livra-me de abismos e de injustiças
Meu Anjo, intercede ao teu Senhor
Que afaste de mim invejas e cobiças

Minha alma se sustenta em ti, ó Deus!
Tu és meu Rei, a Glória, a Majestade
Meu refúgio, a fortaleza nos céus
A mansidão, a justiça e a verdade

Tu, que criaste a terra, o céu e o mar
Deus poderoso de perfeição e amor
Não deixes nunca a esperança acabar
No que crê, com pensamento interior

E confia na tua misericórdia
E em tua glória sobre toda a terra
Afasta-o da víbora da discórdia
Tu, és a esperança que sua alma encerra

Bendito sejas, ó Anjo que iluminas
Meus passos nas sendas desta vida
Bendito sejas, ó Anjo que me ensinas
A abrir o coração e dar guarida

São Paulo, 15/09/2008
Armando A. C. Garcia

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Os nadas !...


Os nadas !...


Desde o nascimento à morte
Enchemos a vida de nadas
Por fim culpamos a sorte
Das jornadas fracassadas

O nada em profundidade
Tem significância, sim
No silêncio é verdade
Na cultura, nada enfim

Se em nada terminassem
Os nadas que aprendi
Talvez nunca se esgotassem
Os sonhos que já vivi

O mais, às vezes é nada
Numa volúpia sem-fim
Qual esperança almejada
Quando nada, é algo sim

É um nadinha de gente
Nada tolo, significam
Que do nada aparente
As coisas se modificam

Quem diz que o nada é nada
Primeiro deve pensar
O que significa nada,
Quando nada, sem parar

Somos a essência do nada
Em minha vã filosofia
Vez que viemos do nada
Que é algo que não se cria

Quando ao nada, retornamos
Num espacinho de nada,                 
Tudo, nós aqui deixamos                  
E lá, voltamos sem nada !    

São Paulo,26/05/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O maltrapilho


O maltrapilho

Uma bituca apagada
Mantém no canto da boca
Uma alparcata rasgada
Nas pernas a calça rota

Uma blusa meia malha
Velhinha e toda surrada
Às vezes chapéu de palha
Outras cabeça raspada

Um cobertor de algodão
Pendendo de suas costas
Vive arrastado no chão
Quando não cheio de moscas

Só de chuva toma banho
A fetidez que exala
É pior que de rebanho.
Da boca já nem se fala

Nunca teve ocupação
Nem gostou de trabalhar
Não ouviu pai, nem irmão
Nem enxada quis pegar

Da vida da ociosidade
Fez a sua profissão
Vivendo da caridade
Passa muita privação

É moço, parece velho
Rejeitado, angustiado
A poça d’água é seu espelho
Da família abandonado

Na vida dura, lascada
Sujo de lama e poeira
Pondera já ser um nada
Se não mudar a estribeira

Lembra os conselhos do pai
As sugestões do irmão
Começa a pensar, aí vai
Mudar sua condição

Mas como, se maltrapilho
Ninguém o vai aceitar
Resolve ir ao caudilho
Suas idéias confessar

O pastor o convidou
Para um bom banho tomar
Em seguida o barbeou
E novas roupas lhe foi dar

Trocado o indumentário
Outra pessoa ficou
Chegou ao fim do calvário
E o Pastor o abençoou
06/03/2011
Armando A. C. Garcia 

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terça-feira, 23 de junho de 2020

O Agnóstico

O Agnóstico

Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição

Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras

Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios

Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenciam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,

Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:

Que no festival da colheita faziam bolos de trigo      
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, “esta é a carne de nossa deusa”
E a Baco, “Este é o sangue de nosso deus”

Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo
Que o dizem governado por um Deus
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis

A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.

Porém, lá no fundo de seus corações
No recôndito da alma, eles crêem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.

E ao final diz: Sou Ateu, "Graças a Deus"... 

São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Sorte na vida


Sorte na vida

É casualidade ou sorte
A condição social,
Adversidade ao norte
Imprevisível, afinal

Ter bom êxito, eis a questão
E no trabalho sucesso
A sorte, está em nossa mão
É só saber, ter-lhe acesso

Fazer bom uso do tempo
Qu’o encanto nesta vida;
Nunca seja o passatempo,
- Mas dar ao tempo, acolhida

Pugna, peleja, luta
Pra alcançar nesta vida
A condição absoluta,
- É dar à luta valida,

Quem dá à luta valia
Recompensa Deus lhe dá
Trabalha, semeia e cria
Que nada te faltará !

21-06-2020
Armando A. C. Garcia

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domingo, 21 de junho de 2020

Governo x Povo


Governo x Povo

Governo impõe ao povo
Ficar em casa na contenda,
Este, sendo sacrificado
Abriu mão de sua renda

Mas temos uma incoerência
Os políticos não abrem mão
Da chamada abnuência
Salários d’alto padrão !

Estamos sendo testados
Em nosso comportamento
Do vírus, não afastados,
Inda lhe damos alimento

Improfícuo o sofrimento
Que o povo tem de amargar
Não diminuem o orçamento,
Do soldo, e nós a pagar,

Vejam que nem mesmo
Dos recursos do Fundo
Eleitoral e Partidário
Abriram mão, neste cenário

A população neste caos,
Ainda tem que sustentar  
Esses sujeitos tão maus  
Que ganham sem trabalhar

E o povo, esse coitado
Valendo-se do recurso
Emergencial, minguado,
Enquanto eles; sem curso,

Ganham milhões e milhões
Mais as grandes regalias,
Sem falar nos cuecões,
Pra num deixar burras vazias

Nem mesmo na pandemia
Respeitaram o erário
Pagaram o que não valia,
A um preço exorbitário,

O povo está indignado
De ver tanta roubalheira;
Sua Câmera e o Senado
Não agem na ladroeira

Ao Presidente; declarado
Tolhem-lhe todos poderes
Querem deixá-lo encostado, 
Governar, é aquiescer...

Acho contra producente
Governador mandar mais,
Do que manda o Presidente
Isso, foi ordem desses tais

Mas nem tudo está perdido
As coisas podem mudar
Só um povo desunido
Se deixa subjugar !

20-06-2020
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Graça e resplendor


Graça e resplendor

Com graça e resplendor
Pede a Deus, nosso Senhor,
Cubra sempre teus caminhos
Nos embaraços e espinhos

Desse Pai, nunca te esqueças
Ora a Ele, não esmoreças
Sê condolente contigo
Perdoa teu inimigo

O benefício é teu sustento
Para a alma é alento
Terás mais conhecimento
Sem desânimo e abatimento

Essa mesa é o alimento,
Não arrumes adiamento
Ele, tira de ti o desânimo
 Seu amor é magnânimo

Não sejas um pervertido
Nem tampouco abstraído,
Sê humilde e submisso
E nunca sejas remisso

Não fiques ao Deus-dará
Quem ficar, sucumbirá
No plano espiritual,
Não percas o emocional.   

Só em Deus encontrarás
A serenidade e a paz
Consolo e proteção
E luz, no teu coração !

19-06-2020
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 16 de junho de 2020

... Falta o pão



... Falta o pão

Nos dias de incerteza
Em que o povo anda triste
Falta o pão à sua mesa
E à fome, não resiste

O povo trabalhador
Sem emprego nestes dias
Passa o momento pior
Causado das pandemias

Faz três meses que essa gente
Sem rendimento mensal,
Vale-se do incipiente
Auxílio emergencial

São sempre prejudicados
Os desprovidas da sorte
Que ficam desamparados
Ante o drive da morte

Este Brasil, brasileiro
Não suspendeu carnaval,
- Os milhares de estrangeiros
Trouxeram em si este mal

O Presidente avisou
O risco que adviria,
- Governador que teimou
Jogou-nos na pandemia

Agora, é tarde minha gente
O vírus já nos pegou
Temos que seguir em frente
E orar a Deus, que nos salvou    !

16-06-2020
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Monotonia


Monotonia

Esta monotonia dominante
Queria exaurir-me, também,
Foi a poesia, certamente,
Que retirou-me de refém

Esta pandemia afligente
Enclausura a humanidade
Faz do povo delinquente
E, o vai ceifando à vontade

O povo não tem defesa
Fica à mercê desse mal,
É invisível com certeza
Insondável e abissal

Inesperado e enganoso
Cruel e atormentador
É um mal silencioso
Que nos causa grande dor

É algo abominável
Dos males, ele é o pior
Sem vacina é lamentável
Por isso, é tão devastador

Não há como combatê-lo
Na contextura atual
Só quando puder vencê-lo
A vida volta ao normal !

15-06-2020
Armando A. C. Garcia

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Entendi


Entendi

Do fundo de seu pensamento
Sem embargo ou empecilho
Me diga neste momento
Se ainda estou no seu trilho

Se não estiver por favor
Seja honesta na resposta
Pois não se força o amor
Nem deve ser coisa imposta

O sentimento é fruto
Nascido do coração
É anseio que desfruto
Com frenética emoção

Só aguardo sua resposta
Ao meu pobre coração
Não será postura imposta
Mas clamor da afeição

Sem encerrar o assunto
Por palavras ou afeição
Tua resposta não pergunto
- Entendo haver adesão!

14-06-2020
Armando A. C. Garcia

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