Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Alígero pensamento ! - 26/06/2026

Alígero pensamento !  -  26/06/2026

 

Se o ledo desejo tem asas,

Por rebuscados ares sem pejo,

Voa o alígero pensamento,

Cumprindo a tarefa do desejo.

 

Se bem entendo as razões do desejo

Em que é mais forte o seu clangor,

Satisfaz com altivez seu ensejo,

Num êxtase do pensamento gestor,

 

Suprirá todo almejado desejo,

Levando o incenso da ventura,

Sobre as asas, o aspirado ensejo

Que consola e se antepõe à ternura.

 

O imenso poder do pensamento,

Que nos inspire os dons sagrados,

Nos livre de tiranos sem sentimento,

E sejamos por Deus abençoados !

 

São Paulo, 26/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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De falsidade, cansei. - 26/06/2026

De falsidade, cansei.  -  26/06/2026

 

Eu cri na tua pura amizade

Vejo agora que me enganei,

Se a minha foi de verdade

Com a tua me equivoquei.

E de falsidade, eu cansei.

 

Em cinzas, se desfez a amizade

Sem motivo aparente, creio eu,

Não poderá deixar saudade,

Posto que, ela, em si morreu !

E morreu, como nasceu.

 

E abandonada ao nada

Nossa amizade singela,

Nenhuma ofensa gerada,

Nem temporal, nem procela.

Adeus, procelas do nada !

 

Ó vida, ó vida ingrata...

Que nas cinzas da procela,

Jogas amizades de prata

Sem a mínima cautela !

O veneno, às vezes mata.

 

São Paulo, 26/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Malgrado a vida tenha valor ! - 25/06/2026

Malgrado a vida tenha valor !  -  25/06/2026

 

Malgrado a vida tenha profundo valor

Parece que aqui, em nosso país não tem.

Porque todos dias a violência é maior

E se mata sem pudor, como a ninguém.

 

Tudo isto ocorre sem clemência dos tiranos.

Uns matam pra roubar, outros por discordar,

Uma pequena discussão é palco de homicídio,

A verdadeira paz, jamais vamos alcançar.

 

Porque nossas leis, além de serem brandas

São inócuas posto que, se condenado a vinte anos,

Com essa tal de progressão de pena, esta abranda,

E o meliante assassino, cumpre apenas oito ou dez anos.

 

É fraca nossa justiça, igualmente deputados e senadores

Que poderiam terminar com essa triste farra,

Entretanto, fingem não ver as trevas dos sofredores

Nem as lágrimas de quem chora o ente querido.

 

E assim, vamos levando na inércia o sofrimento

Dos familiares que sofrem tamanha desventura,

Parece não ouviram em prantos o seu lamento,

Nem piedade, pelo que foi à lúgubre sepultura.

 

Acordem, senhores deputados e senadores

É hora de acabar com essa brandura; eu clamo,

Pelas famílias enlutadas e pelos seus dissabores,

Que tais crimes, sejam punidos, à altura de seu dano.

 

Certamente, a foice que sega vidas, mediante o cativeiro

Duro e pleno, se restringirá ao nada e então vença,

Dos inimigos e tiramos a cruel e danosa violência,

Tendo a morte, a devida e justa recompensa !

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Abjeta ansiedade. - 25/06/2026

Abjeta ansiedade.  -  25/06/2026

 

De tanta dúvida que aflora ao pensamento

Chego a ter dúvida, dúvida da verdade,

Não tenho a fiel certeza, um só momento

E passo a vida nesta abjeta ansiedade.

 

Fluem na cabeça os devassos desenganos

É um tormento, adejando esperanças ledas,

No amplo e intangível pensamento. Danos

Fervem nos ásperos destinos, em labaredas.

 

Infatigavelmente o vasto pensamento

Nunca se enfada de pensar um só momento,

E sem tergiversar e mesmo sem lamento,

Percorre todas entranhas deste mundo.

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Quando o bolso empobreceu ! - 25/06/2026

Quando o bolso empobreceu !  -  25/06/2026

 

Quanto mais havia nela confiado,

Tão depressa tu, assim me preteriste,

Olvidando de todo o presente, passado

Sem razão sua atitude deixou-me triste.

 

Trocaste-me quando o bolso empobreceu

Foi tão cruel imaginar-me de ti ausente,

Que a alegria de viver sem ti, se perdeu...

Como perdida a fortuna inteiramente.

 

Sei bem que nesta hora o fato nada vale.

Tanto melhor fora não vos ter conhecido,

Se pra vós, mais que o amor, a fortuna vale

Duvidoso fico, se não foi bom, vos ter perdido !

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Severo castigo ! - 24/06/2026

Severo castigo !  - 24/06/2026   

 

A tristeza e amargor são uma punição

Severo castigo sem a delicada piedade,

Apoucando a clemência do coração

No espectro ímpio e austero da saudade.

 

Amargor de mil tormentas no pensamento

Esparzindo o fel da expiação que tiraniza,

Que prende e engana o lúcido argumento

Sem a benigna piedade, afeição que suaviza.

 

Se a impaciência é tormento ou frenesi

Acalma o cioso zeloso e terno coração.

Nesta vida infelizmente, é cada um pra si

Gloria-te inimigo, nas cinzas da traição!

 

São Paulo, 24/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Ó desengano ! - 24/06/2026

Ó desengano !  -  24/06/2026

 

Quão injusta a vida, não me persigas !

Serena meu coração, na força da ternura,

Ao eterno esquecimento tu me obrigas,

Se o meu desejo, ficar cheio de agrura.

 

Adorável sonho mantive, ó desengano

E a vós que regeis todo o meu destino,

Não deixeis no estado infeliz meu encanto,

Vez que mais a desejo, se tanto a abomino.

 

Que tormento, que sina me arrasta, e rodeia

Gasta-me a confiança, desfaz-se o alento,

E a tudo se aventura quem não receia,

Da nefanda loucura de um momento.

 

São Paulo, 24/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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