Poesias que estavam meio perdidas
Felicidade
São dez letras de incerteza
Numa palavra de amizade,
Que buscamos para presa,
Para toda a eternidade.
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Poesia x Arte
Poesia, é uma composição de palavras
Música, uma composição de notas
Pintura, uma composição de cores
Arte, a composição de Poesia, Música e Pintura
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Sem tom nem som.
Quebraria o teu orgulho
Nem que me trouxesses nos pés,
Nem que fosse os teus sapatos
Te amaria, tal qual és.
O meu amor por ti é grande
Tão grande como um vulcão,
Que se inflama sem chama
E explode no coração.
As rosas sem o frescor
Não teriam viço, nem cor,
Seriam pétalas murchas
Nos carpelos duma flor !
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Criação assaz !
Hirto de aflições que o pranto dilacera
Infortúnios corações, rosas fenecidas,
Cultivo sucessivo no mundo de quimeras
Semente que traz produto de outras vidas.
Sem revolta aceitam lágrimas e espinhos
Bendizendo o madeiro que lhes curva a fronte.
Derramam bençãos ao longo do caminho
Descortinando o Sol em novo horizonte.
E na cândida crença que a vida nos porfia
Escopro fiel que a alma escultura,
Criação assaz, preito de agonia
Dum artista sublime em sua sepultura.
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Na fantasia do engenho
A ti que de jocoso jeito nas chamaste
Menestréis etéreos da nobre arte.
E se dos prazeres almos se consente
Na fantasia do engenho a
sutil arte,
Porque dar-nos tu, o remédio que achaste.
Nas palavras indiscretas que escrevemos
Vão os brados e razões de nosso ser;
Deixa pois, o remédio certo, a descontento,
Na certeza de um fido amigo querer
Sentir menos a amargura em que vivemos.
E de quanto mal a vida nos ordena
Nossa mágoa teu remédio na conforta,
Deixa-nos pois fantasiar porque é certo
Que no silêncio o poeta só comporta,
As musas que lhe dão o prémio ou pena.
Dos sábios menestréis onde a fama é tanta
Quanta a inspiração e dom que os cerceia,
Colhemos os frutos amadurecidos,
Na inspiração vatídica que nos rodeia,
Que comparada à deles, é pouca e quanta.
Por isso nos chamas de vates famélicos,
Sem ousar dar-nos sequer um trato humano,
Como se fôramos mavórcios belicosos,
Mil venenos tu nos dás e novos danos,
Em breve retrato de teus versos bélicos.
Foi estoico e imprudente o teu xingar
Embora dubio, se aparente a nosso ver
Algum túrbido pensamento te acompanha.
Razões maiores que não são a nosso ver,
A santa confiança de por erros passar.
São Paulo, (sem
data da criação)
Armando A. C. Garcia
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