De falsidade, cansei. - 26/06/2026
Eu cri na tua pura amizade
Vejo agora que me enganei,
Se a minha foi de verdade
Com a tua me equivoquei.
E de falsidade, eu cansei.
Em cinzas, se desfez a amizade
Sem motivo aparente, creio eu,
Não poderá deixar saudade,
Posto que, ela, em si morreu !
E morreu, como nasceu.
E abandonada ao nada
Nossa amizade singela,
Nenhuma ofensa gerada,
Nem temporal, nem procela.
Adeus, procelas do nada !
Ó vida, ó vida ingrata...
Que nas cinzas da procela,
Jogas amizades de prata
Sem a mínima cautela !
O veneno, às vezes mata.
São Paulo, 26/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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