Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sábado, 4 de julho de 2026

Ter o seu primeiro lar. - 05/07/2026

Ter o seu primeiro lar.  -  05/07/2026

 

Um morador da cercania

Levou anos para juntar,

Comprar sua moradia

Ter o seu primeiro lar.

 

Todavia, não foi feliz

Ao escolher o vendedor,

E indo nessa diretriz

Deparou um malfeitor.

 

O meliante apresentou

Um documento eivado,

Mediante ele, contratou

Enganando o coitado.

 

Na grande decepção

Que do astuto sofreu,

Perdeu sono, na inação

Por pouco, que não morreu!

 

Ficou duro de dinheiro

Seu sonho, foi ilusão

Caminhando um bilheteiro

Lhe vendeu uma fração.

 

No outro dia o vendedor

O procurou radiante,

Seu bilhete foi ganhador

Dum prêmio importante.

 

São Paulo, 05/07/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Aponta o poente. - 04/07/2026

Aponta o poente.  -  04/07/2026

 

O tempo passa

A vida encurta,

A dor que grassa

A perna encurta.

 

Ingrato destino

Tira a lucidez,

Antes menino

Hoje flacidez.

 

Só rugas no rosto

Nenhuma emoção,

O dia, é sol posto

Noite, escuridão.

 

Falha a memória

Logo envelhece,

Essa a história

De todo cidadão.

 

Calma e lucidez

Grande terapia,

Ampla solidez

Para cada dia.

 

Do corpo cuidar

Vigiar a mente,

Ajuda a abrandar

Aponta o poente.

 

O tempo passa

A vida encurta,

A nossa graça,

É lamúria curta.

 

São Paulo, 04/07/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

E que não é de ninguém! - 02/07/2026

E que não é de ninguém!  -  02/07/2026

 

De tanto ver crescer a iniquidade

Que neste mundo vejo proliferar,

Chego a ter vergonha da sociedade,

E da justiça, no desgoverno a imperar.

 

Em incompetentes mãos excede o poder

A injustiça cresce e a desonra, também,

Ninguém para aplacar o imenso sofrer

Neste mundo de todos, e que não é de ninguém!

 

São Paulo, 02/07/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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De ti, levei a primeira pedrada... - 02/07/2026

De ti, levei a primeira pedrada...  -  02/07/2026

 

Sempre hei de recordar-te, como primeira namorada

E que de ti, foi de ti, que levei a primeira pedrada.

Lembro ver-te como uma fada, cheia de graça e vigor

Esbelta, elegante, graciosa, toda cheia de esplendor.

 

Recordar-te é lenitivo, despautério, é uma grande tolice,

O pensamento adejando é uma outra velha estultice.

A mim nego o dano que sinto, se a esse mal entrego,

E no meio desse desengano. Mesmo vendo... estou cego.

 

O destino me o negou, e neste engano, a alma sente,

Endoidece e chega a crer que é verdade. Para si mente.

Grande engano, consumida a idade, cresce o dano,

Em detrimento dos esquivos enleados no engano.

 

São Paulo, 02/07/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Bom ou Mau ! - 01/07/2026

Bom ou Mau !  -  01/07/2026

 

Teu grande empenho destro cobiçoso

E porque não audacioso, também,
Não teme a dor, nada o faz um ser medroso,

Se o desejo e a vitória lhe convém !

 

Se vislumbra um só raio de razão

Ninguém poderá tolher o seu intento,

Na adversidade soltará sua reação,

Estrépito fremente, sem um lamento.

 

Vingar-se-á de todos seus opositores,

E em frenético comando e aos mortais,

Infligirá mui tristes e dolorosos danos,

Quando o sangue gira quente e se inflama.

 

São Paulo, 01/07/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Imutável Ser da grande natureza - 30/06/2026

Imutável Ser da grande natureza - 30/06/2026

 

Não temo de perder, o já perdido,

Nem ideias que adejam o pensamento,

Nem esperanças que julgo ter perdido

E com a humilde situação me contento.

 

Contudo, vejo meus planos às escuras

Do bem, mui pouco bem, de ti almejo,

Padeço mil tormentos e mil agruras

Na ventura modesta dos vis ensejos.

 

Imutável Ser da grande natureza

O tanto que me negas, minha alma ofende,

Qu’um lenitivo possa minorar esta crueza;

O pobre coração, à aflição se rende !

 

Neste labirinto, sentimento receoso

Com pouco contentarei o meu ego,

Afastado eu seja desse misterioso,

Voltarei a ter a paz, a ter sossego !

 

São Paulo, 30/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Como o Marujo - 29/06/2026

Como o Marujo  -  29/06/2026

 

Corri terras, corri mares, corri estados

Em todos procurava a melhor sorte,

Enganos, coração e alma magoados

Foi esta a resposta à melhor sorte.

 

Enfim, a dor faz perder as esperanças

Como o marujo em mar tempestuoso.

Duvida que a nau a terra alcança

Esse pensamento o deixa ávido, cobiçoso.

 

Assim, a próspera ventura ventilada

Todos os meus sentidos traspassados,

Contente ou descontente, nenhuma fada

Me indicou os caminhos procurados.

 

São Paulo, 29/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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