Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026

Quedo-me penseroso !  -  29/07/2026

 

No silêncio quedo-me penseroso

Avaliando se tal se pode aferir,

O louco amor rutilante misterioso,

Que espreita meus olhos a dormir.

 

E aos poucos pasmo dessa sombra

Que vigia minha vida; sem ser anjo,

Adormeço sutilmente nessa alfombra

E ouço o doce canto de um arcanjo.

 

Na transcendência do subconsciente,

Fora do alcance de nossa magnitude,

Cuja perspicácia desenvolve a mente,

O homem chega a ser, o arredio da virtude.

 

São Paulo, 29/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Naturalmente ! - 28/07/2026

Naturalmente !  -  28/07/2026

 

Quebrarei o tédio do cotidiano

Ouvindo o silêncio das palavras

No ritmo da vida, qual cigano

Naturalmente, no seu palavrear

 

Na fera imanência do pensamento

Nessa oriunda força imperante,

Tarda-me a inspiração no momento,

Em que preciso dela, forte radiante.

 

Na imorredoura ideia poderosa

Soberana em todo seu contexto,

Entrelaçados nesta humilde prosa

Sem subterfúgio, nem pretexto.

 

Farei expressar todo sentimento

Que na alma carrego sutilmente.

Na música de Deus, com fundamento

Nos acordes celestiais, que descem do céu !

 

São Paulo, 28/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Foi minha, hoje é tua ! - 27/07/2026

Foi minha, hoje é tua !  -  27/07/2026

 

Toda a minha poesia,

Que foi minha, hoje é tua,

É momento de alegria

Saber que anda na rua.

 

Se é Dom que Deus me deu,

Não posso negociá-lo,

Ele é primada do céu,

Pra tua mão, repassá-lo.

 

Sem teto, vive na rua

Sem que tenha uma morada,

Sob essa missão flutua

Levando a sua balada.

 

Fala da vida, do amor,

Sem erudição alguma,

Versos de pouco valor

Leves como a espuma.

 

Sem parar de assuntar

Do oblíquo ao desigual,

Demonstrando abordar,    

No campo do social.

 

Discorri assuntos mil

No pobre jeito de falar,

Falei do nosso Brasil,

Quais problemas atacar.

 

São Paulo, 27/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Dos teus encantos - 26/07/2026

Dos teus encantos  -  26/07/2026

 

Volitando teus encantos

Num castelo de ilusões,

Foi a flor que amei tanto

Malditas, recordações...

 

Era soberba, formosa

Cheia d’orgulho e altivez,

Era meiga, e carinhosa

E muito astuta, talvez,

 

Finalmente ela cansou,

A revolta foi tremenda,

Dentro. meu peito secou,

Não tem ninguém que entenda.

 

Noutro mundo, bem distante

Deve haver quem tal entenda,

Afastamento gigante,

Para nunca mais a ver!

 

Foi como desaparecer

Da efêmera ventura...

Nesse grande padecer,

Prostou-me na sepultura !

 

São Paulo, 26/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Muros de pedra ! - 24/07/2026

Muros de pedra !  -  24/07/2026

 

Eu tinha o mundo perdido

Na palma de minha mão,

Livre e solto, sacudido

Sem dinheiro, sem tostão.

 

Aquele coração de pedra,

No rochedo da saudade,

Já não cresce, nem medra,

Em plena mocidade.

 

Muros de rocha, derrubar

Com respeito e dignidade,

É como a pedra do altar

Prima voz, da lealdade.

 

Não se podem demolir

Os muros do coração,

São as asas, de ir e vir

Neste frondoso mundão !

 

São Paulo, 24/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

É meu Orgulho ! - 23/07/2026

É meu Orgulho !  -  23/07/2026

 

Recordo-me que há sessenta anos

Tinha um automóvel Studebaker,

Conversível, e motos, mas os danos...

Nos deixaram de abrigar e proteger.

 

No auge da minha plena mocidade,

Cheguei neste Brasil mui grandioso.

Sem amigos, sem dinheiro, nessa idade,

Lugar algum podia frequentar.

 

Nem um copo de vinho podia tomar

Nem saborear uma simples cervejinha,

Acabei esquecendo seu paladar

Porque dinheiro, o dinheiro, não tinha.

 

Fins de semana tristes, dolorosos,

Pra quem teve uma Primavera radiosa,

Imerso, agora num temporal danoso

Na mocidade, perdi tudo... até a rosa...

 

Hoje, não me sinto mais abandonado

Embora velho, quase oitenta e nove,

Aos que não me merecem, fico calado.

Sentir que valho mais, é meu orgulho !

 

São Paulo, 23/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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A linha, - 22-07-2026

A linha, -  22-07-2026

 

A linha, que não alinha

Não é linha de costura,

Nem a linha que tinha,

Essa linda criatura.

 

É uma linha invulgar

Semi curva, semi reta.

A busco, sem encontrar

A distância é singular.

 

Nem a linha do arquiteto

A pode sobrepujar,

Nem a linha do projeto,

Que possas arquitetar.

 

É a linha desta vida

Cheia de curvas e esses,

Nossa vida, esvaída...

E o destino, a corroesse.

 

A linha, é controvertida

É a linha que Deus nos deu,

Pra uns curta, outros comprida,

Do Fariseu ao Saduceu.

 

São Paulo, 22-07-2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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