Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 26 de abril de 2026

O brilho de teus olhos !

O brilho de teus olhos !  -  26/04/2026

 

Teus olhos tinham o brilho

Junto a eles o esplendor,

Parecias um tomilho

Cheio de viço e de cor.

 

Eras linda, cheia de graça

Como eles eu nunca vi,

No mundo não há iguais

Aos olhos que estão em ti,

 

No fulgor, roubam a luz

Do coração de quem passa,

Parece que o Bom Jesus

Levantou pra ti a taça.

 

São dois faróis que iluminam

A alma e o coração

E no amor descortinam

A razão desta paixão!

 

Eles são a luz da vida

E por falar em paixão,

És a única e preferida

Dona do meu coração !

 

São Paulo, 26/04/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Da torre do horológio !

Da torre do horológio!  -  26/04/2026

 

Da torre que abriga o horológio

Sinto o tilintar dos segundos do relógio,

Vejo as horas passarem mui devagar,

Lenta, lenta, lentamente a apoucar.

 

Parece que o tempo acuou ou parou,

Ou em mim, sua mutação empacou,

O tempo, no presente trás lembranças

Do passado, e todas grandes mudanças.

 

Até mesmo o horário, que não gira,

Na velocidade de outrora; já não vira,

A hora passa lenta, quase arrastada,

O giro do tempo continua, só é demorado, 

 

Para mim, que já estou velho[S1]  e no fim

Tudo é igual, como antes, mas enfim,

Na minha idade as horas se arrastam

E parecem sem fim, e não de afastam.

 

São Paulo, 26/04/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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 [S1]

sábado, 25 de abril de 2026

Corpo escultural !!!

Corpo escultural !!!  -  25/04/2026

 

Nos confins do planeta

Continuarei a procurar por ti,

Até na sala mais secreta

Entrarei que nem zumbi.

 

Sei que um dia encontrarei

A imagem que é uma flor,

Enquanto; não descansarei

Até conquistar teu amor.

 

O teu corpo escultural

Vestido de noite justo,

Transparece ao natural

A silhueta de teu busto.

 

Seios bem arredondados

Lindos cabelos compridos,

Belos olhos, amendoados

Alegres sorrisos precisos.

 

São Paulo, 25/04/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Eterno alento !

Eterno alento !  -  25/04/2026

 

Do prazer infinito à extensa tristeza

Da angústia à ventura temporária ,

Sempre envolve tua suave beleza,

Até nas horas da ficção solitária.

 

No meio desse silêncio a alma a pensar

Levantas os ombros querendo me abraçar,

Tuas ondas flutuam sobre o imenso mar

E eu corro célere, para puder te alcançar.

 

Viver esses momentos é esperança

É navegar em ilhas misteriosas,

Sentir a leveza dos tempos de criança

E o perfume das maravilhosas rosas,

 

Ao teu amor, eu serei eterno alento

Se teu corpo delicado, é meu desejo,

Com mor[S1]  desvelo, estarei sempre atento,

E à tua boca, levarei a doçura do ensejo.

 

São Paulo, 25/04/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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 [S1]

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Urdes caprichos !

Urdes caprichos !  -  24/04/2026

 

Cheio das tuas infantilidades

Afogo meu pensamento,

Nas lamúrias das meninices;

Sem proferir meu lamento.

 

A vida suga o tempo

Extingue-se a luz da ideia,

Que não seja um passatempo,

Seja enfim, um pé de meia.

 

A luz que em ti fulgura

Resplandece meu olhar,

É tão cheia de mesura

Que me faz te cultuar.

 

Expostos à tempestade

De teus urdes caprichos,

Me detenho na vontade

Do teor, de teus buchichos.

 

São Paulo, 24/04/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Estrondeia em sua alma !

Estrondeia em sua alma !  -  23-04-2026

 

Além da dor que dilacera o coração

Surge a angústia e a ansiedade,    

Pela perda de uma grande afeição

Na grandeza da utópica lealdade.

 

Perde-se o amor, o apego, o afeto

A dedicação, o carinho, o acalanto,

Submerge nas ondas por completo

A graça, e o atrativo; morre o encanto.

 

Suspira e estrondeia em sua alma

A cólera, em meio desse pensamento,

Perdeu por completo a pobre calma

A alegria de viver, eis seu lamento.

 

São Paulo, 23/04/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

O amor agita as asas !

O amor agita as asas !  -  22/04/2026

 

Acreditaste um dia em meio à solidão

Que solapava tua integridade,

Suavizar essa tristeza e inanição

Com voraz e devoradora ansiedade.

 

Jogaste em braços estreitos teu amor

Efêmera ventura, dum instante apenas,

Sentirás em dose dupla, o desamor

Carpirás na lassitude amargas penas.

 

Em vã confusão vês na tua fronte,

A mera ilusão dos estreitos braços,

O Sol quando se esconde atrás do monte;

Está pra escuridão deixando o espaço.

 

São Paulo, 22/04/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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