Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 26 de março de 2026

Nas asas da descrença ...

Nas asas da descrença ...  -  26/03/2026 

 

Cai a noite, como um fantasma na solidão.

Procurei-te para refugiar-me em teus braços.

Eu encontrei mil e uma, mas tu, não.

Assim, cortavas meus incisivos abraços.

 

Portanto, teu esperançoso e alvissareiro

Acolhimento, restou ativamente frustrado,

Vi-me como o fantasmal, qual cão rafeiro,

Solitário, e à tua vida escravizado;

 

E entre os escombros exalças a doçura.

À medida que fervo na trevosa agrura,

E se apouca, sucessivamente a ternura,

Cai a esperança, dando espaço a amargura.

 

No desejo incipiente e rudimentar, chorei...

Pela elementar angústia e consternação.

Nem sei se bendigo ou maldigo, quando te encontrei.

Nas asas da descrença, coloquei meu coração!

 

São Paulo, 26/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Chega a saudade !

Chega a saudade !  -  26/03/2026 

 

Chega a saudade inteiramente incipiente

Não é um mero sonho, é realidade,

Ela se armazena em nossa mente

E chega de surpresa com naturalidade.

 

Trescala o teu perfume e reacende

A candura sutil e perspicaz; quando,

Em saudosas lembranças se acende

A saudade surge na mente voando.

 

São pedaços do passado, quem diria

Que mais tarde, depois de longa ausência,

Voltaríamos a sentir o prazer ou alegria

Como é sabia a Divina providência.

 

São Paulo, 26/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Tarda-me a ideia !!!

Tarda-me a ideia !!!  -   25/03/2026 

 

Tarda-me a inspiração, a ideia também,

Que eu posso escrever neste momento,

Se não posso exteriorizar o pensamento

Falta-me a palavra, e expressão, porém,

 

Aqui estou. Como sentinela de plantão,

Notebook e mouse na palma da mão,

Mas essa tal de inspiração não chega

A minha pouca paciência, já fumega.

 

Que poderei eu dizer aos meus leitores

Se me falta o vero entusiasmo criador.

Como um castigo, que a alma emudeceu,

Interminável horror, que atingiu eu.

 

Mesmo assim, neste derradeiro intento

Ainda permaneço como aquela sentinela,

No comando e administração, sempre atento

A uma nova inspiração, rápida e singela !

 

São Paulo, 25/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Tudo pode acontecer ...

Tudo pode acontecer ...  -  25/03/2026 

 

Toda a estrutura do mundo

Está na similitude da guerra,

Num contexto tão profundo

Podem acabar com a terra.

 

Precisa haver compreensão

Percepção, e consciência.

Ter calma no coração,

Na cabeça, inteligência.

 

Hoje a guerra é diferente,

Tem poderio atômico,

Pode ser o fim permanente,

Com armamento plutônico.

 

Não é mais o ataque aéreo,

Tanque contra tanques,

Metralhadoras e granadas

Explodindo; o rosto céreo.

 

A guerra não é de minas

De torpedos e fragatas

De submarinos, porta aviões.

Ou navios caça-minas.

 

Contratorpedeiros, corvetas

E outros; baionetas e canhões,

Pode tornar-se na surdina,

Em atômicas e vis explosões.

 

Se isso acontecer, é o final

Não do mundo, mas da maioria

Da humanidade, poucos restarão

Às bombas que explodirão !

 

São Paulo, 25/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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terça-feira, 24 de março de 2026

Arrependimento !!!

Arrependimento !!! -   24/03/2026 

 

O amargor de minha vida

Teu amor o dissipou,

Mas no meio da corrida

Teu amor se estilhaçou !

 

Pedacitos tão pequenos

Que nada se aproveitou,

Sem falar, mais ou menos

A tua boca se calou !

 

Um dia, tais pedacitos

Tua alma os ungirá,

Lá no céu, nos infinitos

Ela própria, sangrará !

 

É a vontade de Deus

Pagar centil, por centil,

É o amargor dos céus

A quem foi maligna e vil.

 

Roga a Deus que os estilhaços

Tua alma os poça reunir,

E que leve a teus regaços

A contrição de te punir !

 

São Paulo, 24/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Miranda - Da morte para a vida

Miranda - Da morte para a vida.  -  24/03/2026 

 

Na minha terra, essa terra onde eu nasci

Aprendi que nesta vida, é cada qual por si,

Nem se deve confiar, nas mazelas do amor,

Podem parecer singelas, mas causam imensa dor.

 

Terra pequena, mas é por Deus abençoada

No inverno muito frio, a água fica gelada,

Quando chega a primavera, toda ela é florida

Parece que ressuscitou, da morte para a vida.

 

Sua Sé monumental, tem órgão descomunal...

Seu Castelo e muralhas, grandeza nacional.

Demonstram-nos a pujança e exuberância,

O dinamismo, sua riqueza e sua opulência,

 

A vitalidade, aos tempos da medieval artilharia

Foi pujante. e exuberante em sua categoria,

Dali, ela fazia frente aos reinos de Castela

Era a guardiã ao norte, dos reinos de Portugal.

 

Hoje, cresceu, se expandiu de norte a sul,

De leste a oeste, é uma cidade moderna,

O progresso a conquistou e a invadiu

E fez nosso rio Douro luzir a lanterna!

 

São Paulo, 24/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Alma ferida !

Alma ferida !  -  23/03/2026 

 

A alma ferida na extinta amizade

Nos cantos anda silente, perdida,

Na sutileza da imensa dor...

Perdeu a alegria, é só desamor.

 

O tempo que passa é uma ilação

Ao corolário da terna ternura.

Ao apego da enorme afeição,

Na credulidade de sua candura.

 

A alma ferida só vê desventura

Não voa no espaço, asa quebrada,

Deixa de lado tanta amargura

Volta de novo a tua cruzada.

 

Alma minha, a dor que te infligiram

É a triste sina que mutila a vida,

Não sei de onde surgiram, mas surgiram

As quizilas que provocaram a ferida.

 

Esquece, perdoa quem te magoou

Afeto, ternura e admiração,

Estima e carinho, nunca te faltou

Oh! Alma ferida, tens minha afeição!

 

São Paulo, 23/03/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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