Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Síntese da história secular de Miranda do Douro

 Síntese da história secular de

Miranda do Douro


Os encantos de minha terra, cantei em verso

Antes de vê-la, pelos atrativos modificada,

Miranda do Douro, minha cidade-berço

Ao ver-te, minha alma, ficou emocionada.


Na parte mais antiga e histórica

Guardas relíquias de inestimável apreço,

Tua Sé, faz inveja pela sumptuosidade

As muralhas, mostram nobreza, teu adereço.


Vou contar-vos um pouco de sua história

Na reconquista cristã, da península Ibérica,

Em oitocentos e cinquenta e sete, tropas com glória

Do rei Afonso d’Astúrias chegam ao Douro.


No ano de mil e noventa e três, os limites

Orientais de Galiza, já incluíam Miranda,

Cujo condado portucalense, acredite

Era governado sucessivamente na ciranda.


Pelo conde Dom Henrique, a condessa Teresa,

E o filho do casal, Dom Afonso Henriques.

À época Miranda, tinha castelo, como defesa

Para protegê-la contra todos os despiques.


Assim, ante a tomada do condado Portucal,

Por Dom Afonso Henriques ao reino de Leão.

A quem deviam vassalagem. Pôs um ponto final

Reafirmou-se independente, proclamou-se Rei.


Para manter os limites com o reino de Leão

E, pra que a localização estratégica, não mele,

Mandou restaurar o castelo, face à abjunção

Dos Reinos de Leão e de Castela, contra ele.


Continuo falando, de sua importância secular

Em mil, duzentos e oitenta e seis, Dom Dinis,

Elevou-a à categoria de Vila para aumentar

Ainda mais os privilégios, e assim o quis,


Na condição de nunca sair da coroa Portuguesa

Tornando-a, assim, a mais progressiva vila,

E importante de Trás os Montes, na defesa

Porque o jovem país, independente, inda vacila.


Após, já sob o reinado de Dom Manuel I,

A vila, em razão da paz com os castelhanos,

Teve grande prosperidade, saiu do rotineiro

Tornando-se um grande centro entre irmanos.


Em maio de mil quinhentos e quarenta e cinco,

Por bula do papa, passou a ser a primeira diocese,

De Trás-os-Montes. E aos dez de julho, com afinco

É elevada à categoria de cidade por Dom João III.


Ocasião em que Miranda passou a ser a Capital,

De Trás-os-Montes, com sede e residência de bispado,

Autoridades militares e civis, com adicional

Do séquito necessário acompanhado.


Após, no ano de mil, seiscentos e quarenta

Teve início a guerra da restauração,

Cuja luta, seis anos após, se pacienta,

E é libertada do cerco imposto na ação,


Liderada pelo Governador da Província.

Na guerra da sucessão Espanhola,

A guarnição foi aprisionada não por acracia

Aos oito de julho de mil setecentos e dez,


Quando o sargento-mor, por seiscentos dobrões

Perpetrou a traição de entregá-la aos espanhóis.

No ano seguinte, as tropas do conde de Atalaia

Recuperam a cidade e os aprisionam depois.


Mais tarde, no contexto da guerra dos sete anos

Novo cerco imposto a Miranda por tropas espanholas,

Mil e quinhentas arrobas de pólvora causaram danos

De nada valendo a denodada resistência, nem a bitola.


Das muralhas do seu castelo, que em parte ruiu

Em razão da tremenda explosão que o devastou,

Embora nunca tenha sido apontado quem traiu

Os historiadores falam no Governador Militar,


Na catástrofe pereceram quatrocentas pessoas

Levando a cidade à quase ruína demográfica,

No ano seguinte, recuperada, voltou às boas

Assinando a paz em mil setecentos e sessenta e três,


Assim, face ao lamentável fato acontecido,

Decorridos dois anos; o vigésimo terceiro bispo,

Abandona a cidade, trocando-a por Bragança,

Deixando Miranda, na situação do Cristo !


Meio século mais tarde, na Guerra Peninsular

Miranda mais uma vez estaria de prontidão,

Alvo das tropas napoleônicas a avançar

O que lhe causaria mais uma agravação.


Somente, no século vinte, a cidade voltaria

A retomar a pujança, alento, viço e vigor,

Com a construção das barragens, acéquias

De Picote e Miranda, a cidade, é um primor.


Se um dia perdido, sem caminho quiser

Belezas mil, ver, apreciar e desfrutar,

Vai a Miranda, e seus encantos confere

E seu centro histórico, poderás admirar,


A cidade que viveu momentos apoteóticos

Sofreu duros revezes em seu destino,

Na antiga entrada, um arco em forma gótica,

Circundada por dois torreões, formam o trino,


Hoje, é feliz, como quem por lá passeia

Sua gente, tem muito orgulho e altivez,

Seja a residente da cidade, ou da aldeia

Mormente, por ser um cidadão Mirandês !


São Paulo, 03/09/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com 

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Et cetera ... - 27/08/2026

Et cetera ...   -   27/08/2026

 

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

domingo, 2 de agosto de 2026

Aves de rapinas! - 02/08/2026

Aves de rapinas!  -  02/08/2026

 

Os ladrões são como aves de rapinas

Sobrevoando o horizonte pra atacar,

Geralmente eles atacam nas surdinas,

Sempre dispostos as nossas vidas tirar.

 

Malgrado nossas coisas serem levadas

Eles tiram de nós o bem mais precioso,

A existência mutilada ou interrompida

Com seu malvado procedimento danoso.

 

Parece não terem algum sentimento

Vez que assassinam o dono do produto,

Produto, que irão vender em detrimento

Do valor legítimo, muito diminuto.

 

De que lhes valeu sua perversidade

Se nem usam o valor real do fruto,

Levam a vida deixando na adversidade

Famílias inteiras no imenso luto.

 

São Paulo, 02/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

Assimétricos destinos ! - 01/08/2026

Assimétricos destinos !  -  01/08/2026

 

Tem gente de corpo limpo e alma suja,

E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.

São assimétricos os seus procedimentos

Em qual deles; tu preferes te enquadrar.

 

Porém, nalgum deles harmonicamente

Deverás teus procedimentos ajustar; dirás:

Que não condiz com a definição da metáfora

Contudo, nalgum procedimento, ali estarás !

 

Entretanto, não deixes que o imprevisto

De súbito tome conta de tua vida.

 

São Paulo, 01/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026

Sob as ondas da vida !  -  31/07/2026

 

Na aspérrima estrada da vida

Tortuosa onde brada o pavor,

E estrondeia a ira incontida

Em inúteis furores de seu temor.

 

Quedo-me, sem alento nessa dor

Que espraia minha alma nesse mar,

E fico meditativo no eterno amor

Que nem sei de devo, ou não lembrar.

 

Como nessa paisagem oca, vazia...

Que o acaso nas ondas predestinou,

Após o vendaval, a tempestade fria

Que minha alma e meu corpo mutilou.

 

Sob as ondas da vida, o destino

É ventania que sopra e ninguém vê,

Miragem ilusória, bizantino,

Deixando o ser humano, à mercê.

 

São Paulo, 31/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

quinta-feira, 30 de julho de 2026

A virtude, terá valia – 30/07/2026

A virtude, terá valia – 30/07/2026

 

Uns sem crença, outros ateus

Caminham na eternidade,

Outros, obreiros de Deus

Na paz, na religiosidade.

 

No outro mundo distante

A virtude, terá valia,

Os que passaram errante

Levam a alma vazia.

 

Afundados no abismo

Cavado com sua trilha,

Pelo seu cepticismo

Perdem a luz, que tanto brilha.

 

Na nebulosa quimera

Sem fé e sem esperança,

Suas almas são quirera,

Carecem de confiança.

 

São Paulo, 30/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

 


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026

Quedo-me penseroso !  -  29/07/2026

 

No silêncio quedo-me penseroso

Avaliando se tal se pode aferir,

O louco amor rutilante misterioso,

Que espreita meus olhos a dormir.

 

E aos poucos pasmo dessa sombra

Que vigia minha vida; sem ser anjo,

Adormeço sutilmente nessa alfombra

E ouço o doce canto de um arcanjo.

 

Na transcendência do subconsciente,

Fora do alcance de nossa magnitude,

Cuja perspicácia desenvolve a mente,

O homem chega a ser, o arredio da virtude.

 

São Paulo, 29/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar