Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 18 de março de 2012

Da Vida, ao Fim ...

Da Vida, ao Fim ...

Avançando na idade
Vão os colocando de lado
Como coisa que não presta
Sem nenhuma utilidade

Sucata da humanidade
Peso morto, obsoleto
Sem valor, é qual dejeto
Ultrapassada a validade

O que ao mundo deu de si
Não é levado em conta
A gratidão, é a afronta
Que recebe, aqui e ali

Já serviu por longo tempo
Sua missão foi cumprida
E o que lhe resta da vida
É um benévolo passatempo

Incuráveis cicatrizes
O relógio, registrou
Do vazio, o que restou
Foram as horas felizes

Lamentos, divagações
A marca do tempo levou
E, se a vida os deixou
Merecem abnegação

O que dói profundamente
É o desprezo da figura
Que embalou com ternura
E hoje, de si está ausente

As memórias não morrem
Nós, morremos a cada dia
Como nada acontecia
No curto espaço, sofremos !

Porangaba, 18-03-2012
Armando A. C. Garcia

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