Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Como outrora


Como outrora 

Eu vejo como outrora, palácios luxuosos 
E orgulhos altaneiros crescerem copiosos 
À beira da miséria, dos festins mundanos 
Que infestam o mundo à milhares de anos 

E o desprezo atroz pela humilde sociedade 
Que vivem explorando com vil seriedade 
Que como outrora não passa de escravatura 
Ora socializada, por nova estrutura. 

E nas mentes obscuras, de cérebros doentios 
Crescem monturos de pensamentos vazios 
Onde só o ouro e o vício tomam forma 
Na obsessão que fermenta a lôbrega norma. 

Eu vejo, ainda, uma geração desregrada 
Abraçada ao vício e à luxúria escravizada 
Pelo poder do metal, das diversões mundanas 
Vendendo corações, como sina de ciganas 

E imbuírem na fé seus corações incrédulos 
Que negam ao doente o pão e os remédios 
E cortam vencimentos, onde a fome grassa 
Lançando-os ao desespero e à desgraça. 

Armando A. C. Garcia 
S.P. 30/09/1964 (data da criação)

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Àrvores 


Àrvores 

Árvores velhas, seculares, árvores fortes, 
Que dais sombra e descanso aos viandantes, 
Que dais frutos e dais flores vicejantes, 
Árvores pequenas e grandes, de todos portes 

Árvores que abrigais as avezinhas 
Que sois o berço dos poetas voadores 
Onde canta o rouxinol, entre as flores 
E gorjeiam o sabiá e as coleirinhas 

Árvores frondosas, riqueza natural 
Sois a beleza dos campos e do jardim 
Atavio profícuo das selvas sem fim 
A maior de toda a beleza universal 

Árvores grandes, troncos nus, verdes ramos 
Onde os melros e as rolas fazem ninho 
O sábia, o pintassilgo e o canarinho 
E outros mais que aqui nós não citamos 

Árvores pequenas, lindas e floridas 
Perfumadas, e com frutos naturais 
Coqueiros, cajueiros e laranjais 
Árvores verdes, amarelas e garridas. 

Árvores, árvores fortes que sois vida 
Troncos que dais madeira, que dais borracha, 
Troncos que dais cortiça, que dais a acha 
Árvores que dais as vidas, de vossa vida. 

Armando A. C. Garcia 
S.P. 23/09/1964  (data da criação)

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O Pastor 


O Pastor 

Humilde, simples, homem camponês 
Guiado pelo sol e pelos astros 
Ele leva seu gado para os pastos 
Do acúleo terreno montanhês 

Desde o romper da aurora ao por do sol 
Atravessa prados e serranias 
Sem ir ao povoado passa dias 
Vivendo em seu mundo, sem escol. 

Coração simples, alma ingênua a sua 
Que não maltrata, que não critica 
Não joga, nem sabe de política 
Só almeja o sol, e à noite a lua 

Tem de dia os mansos cordeirinhos 
E o gorjeio poético das aves 
O sussurro suave pelos ares 
Do vôo manso dos passarinhos 

Tem o verde dos prados, tem as flores 
O olor do alfazema e do alecrim 
O aroma do lírio e do jasmim 
Matizando os prados multicores. 

Armando A. C. Garcia 
S.P. 12/08/1964
(data da criação)

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 Pé de Chumbo 


 Pé de Chumbo

Os ferros serão retorcidos, quebrados
Das grades frias de cadeias e prisões
Não haverá mais severas punições
Como não haverá eternos condenados.

Os espíritos do umbral, serão afastados
Da face da terra para um novo planeta
Numa missão expiatória de capeta!
Ao tártaro niilismo condenados...

Como os homens primitivos das cavernas
Plurisseculares íncolas da terra...
Cruéis, sanguinários, sedentos de guerra
Serão sua índole, suas regras internas

Do Pé de Chumbo, primitivos habitantes
Planeta esse que em órbita já entrou
E o homem, ainda, não qualificou...
Por ficarem suas rotas tão distantes.

Se os homens prestarem atenção nos pólos
Verão que o eixo da terra se abalou
E o clima bastante se modificou
Como podem comprovar os próprios solos.

Mas quando esse planeta se for aproximando
Serão pela força magnética atraídos
Para serem do seio da terra expungidos
Esses espíritos que Deus está separando.

Aí separar-se-á o joio do trigo
Como está escrito nas velhas profecias
Como o anunciou o próprio Messias
E como meus irmãos hoje, eu vos digo.

Haverá na terra grande transformação
O homem praticará o evangelho
Haverá respeito pelo moço e pelo velho
E da gula e da ganância abolição

Não haverá espíritos perturbadores
Todos querer-se-ão como irmãos
Porque Deus os separou com suas mãos
E a ajuda dos espíritos Superiores.

Armando A. C. Garcia
São Paulo, 27/07/64 
(data da criação)

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Bem-vinda sejas 


Bem-vinda sejas

Pétalas de flores brotarão à tua passagem
Olor de perfumes cobrirão a aragem
E impregnarão lá no alto os feitos teus
Para toda a eternidade, habitares os céus.

Tua alma áptera alar-se-á ao infinito
Onde os anjos, os íncolas celestiais
Terão para ti, honras e glórias divinas
Pelo teu viver cheio de paz e bendito.

Gozarás de toda a glória, de toda a ventura
Que por séculos e séculos, nos céus perdura
Para as almas pulquérrimas e benfazejas
E como a tua, também é. Bem-vinda sejas.

Armando A. C. Garcia
São Paulo, 29/06/1964 
(data da criação)

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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Capeta


Capeta


Ó tu, que andas a esmo nas sombras oculto
Porque não vens trazer à luz tua sabedoria?
Acaso é medo? vergonha ou cobardia!...

Ó tu, que te dizes ser douto nas magias
E vives às expensas de embustes e trapaças
Não adianta disfarçar, porque, não disfarças.

Ó tu, que no mal assentas o teu reinado.;
Num poder ignóbil, sóbrio, tenebroso,
Teu vil caráter de um mortal vergonhoso.

Ó tu, audaz capeta, vil salafrário
Que só na desgraça encontras tua ventura
E tua glória, na tua mísera diabrura.

Ó tu, hei!...ó vós, oh! almas endurecidas
Diabos. Segundo a crendice popular
Nunca é tarde, vinde!... vinde!... vamos orar.

São Paulo, 25/06/1964
 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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Poder 


Poder 

Poder, ó vil paixão, ó ambição, 
Ó deleite opulento, vil magia. 
Ó cátedra, ó cerne da mania 
Que, arrastas o homem à perdição. 

Poder ó grandeza vá, ó inglória, 
Ó anelo veemente dos mortais. 
Ó aferro adido aos anais 
Que, relatam os nomes na historia 

Poder, ó atavio, ó adorno, 
Ó orgulho, vaidade de mandar. 
Ó egoísmo déspota de reinar 
Onde a glória perde-se no suborno. 

Poder, ó vil auréola, ó fama, 
Ó cobiça, ó plexo de mazela. 
Ó esplendor, ó brilho de donzela 
Que, a vaidade arrasta à lama. 

Poder, ó vil desejo que, jamais, 
Ergueste a bandeira da vitória, 
Para tanto olhemos a história, 
Onde vemos tiranos irracionais. 

São Paulo, 13/06/1964
  (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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