Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 17 de abril de 2022

Efeitos da guerra na Ucrânia

Efeitos da guerra na Ucrânia

 

Em vez de trazer paz ao mundo

Ele nos trouxe, foi a guerra

Nosso sentimento profundo

Pelo mal, que ela encerra

 

Perante os céus responderá

Pelas mortes que causou

Não adianta seu blá blá

Nem alegar, que se enganou

 

Não é uma nuvem passageira

É uma tragédia real

Transformou a vida inteira

Dum país e sua Capital

 

O mundo assiste calado

A essa grande atrocidade

Seu povo, é degredado

A perambular sem destino

 

Suas casas viraram pó

São ruínas acopladas

Todas cidades... dão dó !

Pois estão espatifadas

 

Dos invasores narrativas

Como quem quer a razão

Mas as suas investidas

Demonstram sua ambição

 

Já anexou a Crimeia

À vil Federação Russa

Vira, meche, e serpenteia

Sem assentar a carapuça

 

Sua ambição desmedida

É anexar nações, destarte

Que da União Soviética

Em tempos fizeram parte

 

Têm um ar de fantasia

As imoderadas pretensões

Descomedida afasia

De anexar mais nações

 

Tem gente morrendo de fome

Falta pão, seca é a fonte

Esta luta, tudo consome

É desigual, no horizonte

 

No calor dessas batalhas

Matam civis e crianças

No meio dessas mortalhas

A guerra não para. Avança

 

Nesse cenário de guerra

Ucrânia não tenha medo

Ao invasor de sua terra

Na batalha, use torpedo

 

Afinal, um já afundou

A outros o mesmo destino

O mundo se abismou,

No fadário desse cretino !

 

Putin, nutria por ti

Uma certa consideração

Mas depois desta guerra

Sinto é comiseração !

 

Sei para ti indiferente

Mas se o mundo te odiar

Não serás, certamente

Feliz em teu patamar !

 

16/04/ 2022 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Hipocrisia Pura !

Hipocrisia Pura !


Não sei mencionar qual dos dois afetou

Mais o sentimento da noção. que não têm.

Porque ambos no passado eram desafetos

Como podem agora dizer que mantêm

 

Idênticos sentimentos em relação

A questões de ordem pública e social

Política esta, respeitante à direção

Do comando da República Nacional

 

Suas palavras não podem expressar

Os sentimentos de seus corações

‘ Dualidade de intenções antagônicas

Não podem ter escopos de concisões

 

Na imanência que transcende a relação

Abjeta se manifesta e permeia o abstrato

Sentimento das ideias, que opostas o são

Resultado dessa tal união, eis o retrato

 

No meio de atitudes esdrúxulas, nós vivemos

Num mundo de mentiras e falsidades

Pura ficção, fingidos amores nós vemos   

Transparentes, sem mistérios, e inverdades

 

Considerando o que nós vemos, finalmente

Em relação à essência que transcende

Dessa união de sentimentos antagônicos

Aos interesses da política, o coração se vende !

 

14/04/ 2022 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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segunda-feira, 11 de abril de 2022

O Silêncio

O Silêncio


Palavras que nada dizem
No silêncio se consomem
Mágoas cítricas predizem
Os túrgidos frutos do homem

Calar, supremo valor
Num mar de ondas sem rumo
Quem cala, tem bom alvor,
Os vitupérios, são fumo !

Lodos se arrastam, responde...
-Bem ao fundo do armário
Ond’o anonimato esconde
As penas do seu calvário

Em vez de usar mordaça
Pra puder ficar calado
Age como cão sem raça
No seu latir enjaulado

A cacimba pantanosa
Fétida água recolhe
A cisterna, mais airosa
Só a límpida acolhe

Ao fosso do teu silêncio
Recolhe orgulhosa ira
Não te chamas Inocêncio
Nem te faças de caipira !

São Paulo, 25 /02/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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O teu silêncio

O teu silêncio

 

O teu silêncio,
permanente, profundo...
Cripta minha razão
Meu entendimento
Gira minha cabeça...
Tira-me o sono
Gela meu sangue
Maltrata,
Corrói, dói !

Tua ausência
Impaciência...
Tua impertinência !
Quando falta a esperança
Dói! Como dói...

E neste caminhar silencial
Vejo horas passar
Fazendo os dias
E a noite chegar,
longa, vazia...
Mas Tu, silencias
Minha impaciência
Tua impertinência.

Ausência
Desistência...
Solidão, paixão!
Desencanto
Pranto.

E assim caindo,
Caindo vão,
Uma... após uma...
As palavras de carinho
de amor e afeto !
Desafeto talvez

E assim caem...
Todas de uma só vez
Todas caindo, cada vez mais
Teu silêncio
Afastamento...
Esquecimento!
Pobre paixão!


Se não é vírus...
É virose -
Medo !
Ilusão !
Diz ao menos o porquê
Qual a razão...
...Que foi então?...

SP 21/11/2004
Armando A. C. Garcia

 

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domingo, 3 de abril de 2022

Cai o Sol, a noite é escura

Cai o Sol, a noite é escura

 

Cai o Sol, a noite é escura

Que brilhe o Sol nas veredas

Que seja teu coração,

Alma leve, como as sedas

 

Controla os torvelinhos

Que surgem sem esperar

É precioso o teu ninho

Não deixes o Sol se apagar

 

A Luz que emana de Deus

Tem um brilho salutar

Não deixes que sonhos teus

Te impeçam de brilhar

 

Vai vencendo o escuro

No bastão em que te escoras

Nunca fique inseguro

Co’as lágrimas que hoje choras

 

Nos tropeços do caminho

Ajudando teu irmão

Suprime-lhe o espinho

Que tange o seu coração

 

Não esmoreças na luta

Que há entre o bem e o mal

Suporta a injusta conduta

Do semelhante imoral !

 

São Paulo, 03/04/2022
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 1 de abril de 2022

O Grande !

O Grande !

 

Tem hora que me pergunto

Quem manda neste Brasil

Porque vejo neste assunto

Uns mandando sem perfil

 

A Lei não é respeitada

À falta e insuficiência

De respeito à paridade

Da salutar aparência

 

Quem não detém o poder

Ordenando a injustiça,

E ninguém, para o deter

Na feitura dessa liça

 

Nas suas verossimilhanças 

Tripudiando dissoluto,

Nas suas veras andanças

Ele se acha absoluto

 

Todo o povo revoltado

Na impertinente ousadia

Com o pensamento travado

Qual portador de afasia

 

Expô-lo corre o perigo

De ser um injustiçado

Porque ele é inimigo

De quem não fica calado

 

Se tu falares a verdade

Serás mal interpretado

Mesmo na sinceridade

Poderás ser encarcerado


 A sua preponderância

Aliada a impulsividade

Impera sua arrogância

Sem a mínima dignidade

 

Sem censura no País,
Tu estás sendo censurado !

O que o Presidente diz

... Tu deves ficar calado !

 

Sendo o dia da mentira

Estou falando a verdade

E esta ninguém ma tira

Porque sinto-me à vontade

 

São Paulo, 01/04/2022
Armando A. C. Garcia

 

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Lei Rouanet

Lei Rouanet

 

Entendo na minha modéstia compreensão

Que esta Lei que leva o nome do secretário

De Cultura Sérgio Paulo Rouanet

No Governo do então Presidente Color,

 

Não tem sentido, posto que todos os artistas

Durante suas apresentações ganham milhões

Haja vista, que muitos deles compram aviões

Dilapidando seu dinheiro de forma egoista

 

Não procurando amealhar seus recursos

Que garantiriam os dias de sua velhice

Ao invés, gastam milhões em fanfarronice

Nunca buscam manter reserva no percurso

 

Auxiliá-los com a Lei Rouanet é desdouro.

Se alguém deveria ser por Lei contemplado

Seria o coitado do agricultor abandonado

Pois na velhice, ninguém ampara seu futuro

 

Ele, que no sol escaldante trabalhou

Dias a fio para nos dar o alimento

Ele, que sempre supriu nosso sustento

Na sua velhice, a Lei o desamparou

 

Vejam só como é enorme o disparate

Dessa invulgar e esdrúxula Lei Rouanet               

Contemplando quem nunca sujou o pé

Deixando fora, o que lutou no combate

 

Não poderão lastimar-se os artistas

Quanto a sábia decisão do Presidente

Tivessem economizado, fossem prudentes

Não precisariam hoje, ser arrivistas !

São Paulo, 30/03/2022
Armando A. C. Garcia

 

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