Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A Aldeia

 

A Aldeia

 

Nasce uma estrela, é noite, e a seguir a lua cheia

Já começa a despontar, tocando a linha do horizonte.

Os grandes carros de bois vêm chiando pelo caminho

Grupos de moços e moçoilas, tão frescos como arminho

Vão cantando à desgarrada pelas quebradas do monte

E na aldeia sossegada, vê-se o luzir da candeia.

Já nos beirais do telhado repousa a andorinha dormente

Pia o mocho arrepiado, naquele seu choro dolente

E já de regresso à aldeia, o pastor trás seu rebanho

O cabreiro desce a serra.; do prado vindo é o boieiro,

Já na capoeira o galo, tem subido ao seu poleiro.

Só de vigia estão só cães a um movimento estranho.

E na aldeia sossegada, vê-se o luzir da candeia.

Rompe o dia, é manhã cedo, de novo começa a vida

Já a cotovia do prado é distraída e contente

Da chaminé do telhado, sai o fumo espessamente

No sino do campanário a badalada é repetida

E é este todo o fadário de uma aldeia adormecida...

 

Portugal 21/09/1959 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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