Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Se tivesse !...

Se tivesse !...

 

Se tivesse o Dom da ubiquidade

Não teria hoje esta saudade

Poderia estar sempre a teu lado,

Mas como esse dom, é dom Divino

Imaginar isso, é ser cretino !

 

11/05/2023 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Nossos pés

Nossos pés

 

Do corpo nossos pés, são o sustentáculo

Sobre eles, o peso das alegrias e da dor,

São eles que movimentam o espetáculo

De nossa vida, quer no trabalho ou no amor

 

Ao som da música, movimentam-se na dança

Em série cadenciada de gestos e passos,

Eles são a escora e o suporte que avança

Quer no amor, na alegria, ou no fracasso

 

Deia mais estima aos pés que te sustentam

Na paz ou na guerra, de te mover são capaz

Na bravura ou na luta, são imagem absoluta

 

Vejo pés delicados, outros pisando o chão

Pés descalços, cheios de barro e crestados

Sangrando, procurando calçados... em vão !

 

09/05/2023 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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domingo, 30 de abril de 2023

Amarga frustração !

Amarga frustração !

 

Amarga frustração, minha senhora,

O desengano, ele colheu em surdos ais

Sempre surdo às evidências. Agora

Curte seu pranto de aflições brutais ...

 

Puro engano, caiu no infame laço,

Perjurou dum juramento de amor

Semelhante ao carinho de seu regaço

Hoje, escravo permanente dessa dor

 

Facilmente desligou-se dessa jura

Caminhando na dissuasão maldita

Em novo rumo, hoje ela vai segura

Enquanto ele, sofrendo sua desdita !

 

29/04/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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sexta-feira, 28 de abril de 2023

Frase

 Frase;

Se eu fosse, o que não sou

Queria ser o que hoje sou

 

28/04/20023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Amigo !... I

Amigo !... I

 

Amigo, sinto ter que te dizer

Mas pela amizade, vou te contar

O que eu não tencionava relatar    

- Que vi num lupanar... tua mulher !

 

- Então eu, também te vou contar

O que estava oculto sob juramento 

Agora eu sei que posso te falar  

Nesse lupanar vi tua mulher. Lamento

 

Ela me fez calar, sob juramento

Não contar de tê-la lá encontrado

Era uma mágoa, em meu pensamento

Mil vezes arrependi do juramento

 

- Em casa, perguntou à mulher da fatuidade

Em que ponto ele teria falhado,

Desviando os ouvidos da verdade

A mulher titubeou no resultado

 

Por fim, disse do fogão estar cansada

Confessando que no lupanar folgava

Das agruras que a solidão causava

Por isso, resolveu ir bater a asa

 

Estupefato do que ouvia da mulher

Determinou sua saída imediata 

E que a dissolução matrimonial

Seria o divórcio urgente, nesta data !

 

Do mesmo modo digno, os dois amigos

Decidem a dissolução matrimonial

Na verdade encontraram a justiça

E trilharam outro caminho afinal !

 

17-01-2021 (data da criação)

Armando A. C. Garcia 

 

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quarta-feira, 26 de abril de 2023

Elucubrações...

Elucubrações...

 

Opiniões escatológicas eu vejo agora

Difundindo sem previsão o fim do mundo,

Tais alucinações já ouvia outrora

Quando criança, num contexto profundo

 

O mundo certamente continuará

Evoluindo a humanidade a cada dia

Seguramente, nosso dia chegará

Esse, com certeza, será o fim da alegria

 

Essas elucubrações cheias de empáfias

Incomensuráveis e desmedidas

Não passam de perenes demagogias,

Fatuidades de idéias presumidas !...

 

26/04/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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sexta-feira, 21 de abril de 2023

O I n f i n i t o

O I n f i n i t o


A imensidade da obra de Deus é infinda
Só o tempo e a perfeição levarão o homem
A desvendar aos poucos os mistérios que, ainda,
Permanecem no enigma infindo, em que se somem.

A distâncias imensuráveis de nós gravitam
Sistemas solares de hierarquias superiores
Irradiando tonalidades que se ditam
No topázio, verde, azul e outras cores...

Nesse rosicler perpétuo, diuturno
Iluminam ditosos mundos siderais
Habitados por entidades que a seu turno
Remidas, já desfrutam dons celestiais

Comunicam-se por pensamento, mesmo à distância
Têm corpos etéreos e movimentos angelicais
Guiados pela visão prudente da constância
Suas orbitas são dotadas de radares naturais

Seus veículos velozes, são controlados
Por magnetismo deles peculiar
Que evita não só serem abalroados
Como os conduz em precisão espetacular

Seus mundos, não mergulham nas trevas da noite
São constantemente iluminados, miríficos.
Outros pertencem a mais que um sistema solar
O que será comprovado por meios científicos.

Seus corpos etéreos podem modificar-se
Por suas forças anímicas e pelo pensamento
Podendo suas matérias adaptarem-se
Ao viajar em outros mundos do firmamento


Têm veículos voadores supersônicos
Silenciosos como o movimento dos astros
De velocidades e controles astronômicos
Que fazem tornar aurifulgentes seus rastros.

Se pudéssemos transportar-nos ao infinito
Veríamos, com espanto e pesar de nós
Outros planetas cada qual o mais bonito
E a terra em trevas, como cada um de nós.

São Paulo, 07-07-1966 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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