Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Transmutações

Transmutações


Trago a mente aprisionada
Nas tempestades da vida
Minha alma está cansada
De caminhar nesta lida

As tormentas proliferam
A calma não se avizinha
Incoerências, desesperam
As esperanças que eu tinha.

Às transmutações da vida,
Ninguém passa indiferente
- É ferida, se removida,
Ou chaga, se permanente !

São Paulo, 04/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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domingo, 24 de abril de 2016

...de um poeta

...de um poeta


O poeta revela ao mundo
Seu mundo e sua ilusão,
E nesse contexto profundo
Abre-lhe o seu coração.

O poeta não tem segredos
É espontâneo e altivo
Sua alma não tem medos
É loquaz, interativo

Tem uma visão apurada
Das coisas circunstanciais
Tem a mente equilibrada
Fonte das matriciais;

A simbiose do poeta
Simboliza amor e paz,
Se das letras, é um profeta
De espírito, é perspicaz !

São Paulo, 24/06/2013
Armando A. C. Garcia

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domingo, 3 de abril de 2016

Não há alegria maior

Não há alegria maior


Não há alegria maior
Do que a mãe que tem um filho
É uma ventura tão grande
Que transcende o emocional

A mãe com todo o desvelo
Cuida dele a vida inteira
Se adoece, é um pesadelo
Roga a Deus e à padroeira

Sem limite a pertinência,
Nos fortes braços acolhe
A dor com ambivalência
E no coração a recolhe !     

Preocupada e vigilante
Em situação delicada
Sua luta é constante
Nunca se mostra cansada

Sua vida, é iluminada
Pelo dom de criadora
De ser mãe e dedicada
Nesta divina aurora !

São Paulo, 03/04/2016 (data da criação)            
Armando A. C. Garcia 
 
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O escultor do amor !...

O escultor do amor !...


Eu quero esculpir nestas letras
Um lindo poema de amor
E com tintas azuis ou pretas
Demonstrar todo esplendor.

Muito já se tem falado
Sobre o amor e amizade,
O primeiro é eternizado
O segundo é felicidade,

Sentimento de afeição
E de carinho também,
Ternura no coração
Quando se quer bem alguém.

É um apego tão profundo
De entusiasmo e prazer,
-Que quero crer neste mundo
Outro igual, não deva haver

São Paulo, 02/04/2016 (data da criação)            
Armando A. C. Garcia 
 
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sexta-feira, 1 de abril de 2016

O povo que produz !...

O povo que produz !...


O povo que produz, é aquele que paga a conta
Do Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida
Do MST; que as terras produtivas afronta
Aos quais, o governo em troca de apoio dá guarida.

Assim, todos eles têm sua vantagem auferida
Os da Bolsa Família, embora seja pouco, é muito
Pois ali, encontram mensalmente acolhida
A despesa do arroz e do feijão, nesse intuito,

Não precisam mais de trabalhar com afinco.
Os de Minha Casa Minha Vida, no mesmo patamar
Vão deixando para trás o barracão de zinco
Sem precisar mais, tanto co'a vida se preocupar.

Os privilegiados MST, os finalmente contemplados
Recebem assim, de um, a quatro alqueires de terra
Na média, de cinquenta a cem mil o alqueire, legados;
Qualquer um de nós, pode-se abrigar aos sem terra.

Vez que o quinhão, além de apetitoso é agradável
A grande maioria, é trabalhador, não é agricultor
Mas candidato a um lote de valor considerável,
Assim, qualquer um, é candidato promissor

A seguir a estrela do PT, ante o pecaminoso teor
De projetar sua vida no ostracismo sem medo
De enfrentar a luta árdua, vez que sem suor,
Alcançou seu objetivo, sem ter de madrugar tão cedo 

São Paulo, 01/04/2016 (data da criação)           
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 24 de março de 2016

P Á S C O A (replay)

P Á S C O A    (replay) 




Para salvar a humanidade do pecado
O filho de Deus, veio à terra feito homem
Na sua trajetória, ressuscitou, alçado
Aos céus, após imolado na cruz. Amém


Foi por ocasião da Páscoa, que ocorreu
O milagre da ressurreição e da vida
Nessa via, o filho de Deus, não morreu
Mas sentiu a esperança e a alma dolorida


Pela humanidade, imolado na cruz
Padeceu Ele um sacrifício ingente.
Foi cordeiro de Deus, seu filho Jesus
Que veio ao mundo na figura de gente


Para indicar o caminho da salvação
Jesus, dando a vida, venceu a morte
Revelando ao mundo sua ressurreição
Num sentido profundo de fé e norte.


Seu gesto de misericórdia e compaixão
Exala perfume que envolve o planeta
Levando a cada criatura compreensão
No feixe de luz que irradia e projeta


Reconfortou multidões, caminho afora
Fez paralíticos voltarem a andar
Depois da grande noite sem aurora
Fez cegos enxergarem e mudos falar


O balsamizante perfume dos espinhos
E dos pregos que o imolaram na cruz
Haverão de suavizar os teus caminhos
A cada pensamento de amor para Jesus !


O reino de Seu Lar em paz resplandece
Luzindo no firmamento estrelas de flores
Bendita seja a tortura que engrandece
E cobre as torpezas, de nós pecadores !


São Paulo, 18/03/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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terça-feira, 22 de março de 2016

CICLO DA ÁGUA (Replay) Dia Mundial da Água 22/03

CICLO DA ÁGUA (Replay)
Dia Mundial da Água 22/03

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d’água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P’ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda d´água,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d’ água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia

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