Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 14 de fevereiro de 2021

A CHUVA

A CHUVA

 

A chuva exala o perfume da terra

Quando cai, a natureza está em festa

Sente-se o olor dos pastos e das matas

Brotam as semente, se agitam as cascatas

Eclodem as rosas e as florestas

Cresce o musgo e o herbáceo lá na serra

 

Derrama-se sobre grande extensão de chão

No sertão geralmente são aproveitadas

Mediante calhas necessárias nos telhados

Que a conduzem a cisternas pré-moldadas

Com a quais suas necessidades são aliviadas

E assim suprem a falta de água no verão

 

A chuva são lágrimas do céu a suavizar

O clima ambiental da natureza

A chuva é vida, é luz a resplandecer

É um manto de carinho a nos prover

A existência passageira com leveza

É uma graça de Deus a nos abençoar

 

Já nas grandes cidades mal planejadas

Vemos enchentes nas ruas e avenidas

Por não haver escoamento à vontade

As chuvas provocam grande calamidade

Congestionamentos e vidas perdidas

E culpam a chuva, por suas presepadas !

 

11/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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Pacóvio

Pacóvio

 

Foi um grande disparate

O maior que cometi

Pensar qu’indo noutra parte

Me esqueceria de ti

 

Agora que faço eu

Se perdido nesta vida

Sem você, não sou mais eu

Fico isolado, sem saída       

 

Seguindo o meu caminho

No proêmio do alvor

Falta-me o teu carinho

E com ele, o teu amor

 

Parece um mundo irreal

Sem ter o teu acalanto

- O meu amor era legal

Perdi tua graça e encanto

 

Oh! Dor da minha paixão

Oh mágoa, oh sofrimento

Que sangrou meu coração

Naquele maldito momento

 

Pensar que noutro lugar

Iria esquecer teu amor

Foi como o sol ofuscar

Com as asas do condor

 

Procurei isolar-me de ti

Pensando em te olvidar

Logo em seguida senti

Que tu eras o meu amor !!!

 

Foi gasolina jogar

Para o fogo apagar

Até as cinzas queimou

Mas amor, não se  apagou !

 

Não há paz, só renitência    

No coração de quem ama

Hoje sua complacência

Não inverterá o meu drama

 

07/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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sábado, 6 de fevereiro de 2021

Abrindo a escuridão

Abrindo a escuridão

 

Nos tempos da pandemia

Muitas almas redimiram

Vacilaram desamparadas

Sem firmeza às caminhadas

Almas pigmeias, cingiram

E redobraram a energia

 

Para assim ao Pai rogarem

Numa prece, sua súplica

Que há muito, muito tempo

Perdida no seu destempo

Tinham esquecido a dica

Para o bom Deus adorarem

 

Nestes tempos, agoniados

Vendo a morte a seus pés,

Seus prazeres e ostentação,

Geraram trevas no coração

E axiomas. Se tu crês

Não percas tempo em baladas

 

Almas que não evoluíram

Pois só, os prazeres curtiam,

Ao longo das caminhadas,   

Vendo vidas ser ceifadas

Aos milhares na pandemia

A Deus, orações cingiram

 

De desejos descontrolados

Saem os maus pensamentos

Mergulham na tentação

Perdidos na fé, meu irmão

Depressa vem o desalento

E passarás maus bocados

 

Luz é claridade, é vida

Ao céu e a Deus, invoca

Sem desejos pecaminosos

Que degradam cautelosos,

Prostrando a alma e a boca

Na amargura já ferida

 

Com esperança e confiança

A Deus devemos orar,

Da vacância pedir perdão

Dos tempos da perdição,

Só Ele nos pode salvar

Tenhamos fé e bonança !

 

Antes que a luz escureça

E as trevas cubram o mundo

Desvairados nas vaidades

E de suas iniquidades

Com um desgosto profundo

Pedem a Deus, não o esqueça

 

Nesta hora de ansiedade

De pranto e amargura

O cálice transbordará

E a Deus suplicará

Uma vida de brandura

De paz e felicidade !

 

05/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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No mundo de antigamente

No mundo de antigamente

 

No mundo de antigamente

Tudo era tão diferente

Conversávamos ao serão

Não havia televisão

A família era presente

Outro era o ambiente

 

De dia a criançada

Brincava ao sol ou à chuva

Seus brinquedos principais

Saltar corda, bambolê

Carrinho de rolimã

Ou futebol de botão

 

Bolinhas de sabão

Ioiô, pega varetas

Bolinhas de gude

Peteca ou futebol

Cata-vento, damas

Pião, pernas de pau,

 

Pipas, dominó e mais.

Todavia éramos felizes

Respeitávamos os idosos

Nossos pais e professores

Com a vida éramos zelosos        

Outros eram os valores

 

Hoje em dia a modernidade

Enche de eletrônicos a criança

Celulares, computadores

Tablets, jogos eletrônicos

A criança fica amarrada,

E assim passa a mocidade

 

Impedido de livremente

Mover-se de seu lugar

Passa a infância certamente

Sem poder apreciar,

A alegria de brincar,

E ao sol e chuva, se soltar

 

Essa tal de televisão

Não respeita a privacidade

Parece meia confusa

A persuasão que ela usa

Entre a razão e a verdade

Faz gerar a confusão

 

Era tudo mais singelo

Ao tempo de minha avó

Tinha menos incidentes

Os valores independentes

Notícias no rádio, e só

Não havia pesadelo

 

Quem neste século nasceu

Não consegue imaginar,

Que o povo sem geladeira

Sabia a comida conservar

Cozinhava na fogueira

E nunca cru, ele comeu

 

Telefone era coisa rara

Assim como automóveis

Viajar em pau de arara

Avião, mal o aprovara

De navio os notáveis

Faziam sua temporada

 

Hoje acordam conectados

Ao celular com internet

Vendo o mundo de ilusões

E sem outras pretensões

O celular é o gabinete

E nele vivem impactados

 

Dia e noite a qualquer hora

Eles estão conectados

São tantas as diversões

Que ali passam os serões

Contrários aos ensinados

Por uma família de outrora

 

Parece viverem assim

Em um mundo irreal

Repleto de fantasias

Com as vãs filosofias

Que são o seu ideal

Aquém da sabedoria

 

Tenho pena dessa gente

Que não viveu naturalmente

Não brincou no meio da rua

Não esperou surgir a lua

Pra ir pra dentro de casa

Bem satisfeito e contente !

 

06/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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Pernas sensuais

Pernas sensuais

 

Suas pernas sensuais

Outras... nunca vi iguais

Fica a alma atarantada

O corpo hipnotizado

Pelas razões principais

Lindas pernas, especiais

 

No meu ingênuo pensar

Quem fez pernas tão bonitas

É um mestre, um escultor

Que plasmou do Criador

As extensões infinitas

Que só Deus sabe criar

 

Uma tela de belos traços

Obra prima do pintor

Expressa por toda parte    

Ser o engenho e a arte

Obra de grande valor

Com elas... me embaraço

 

Essas pernas, são um laço

Quem as pudera afagar !

Eu fico só naquele traço

Obra prima a eternizar

Deixo aqui o meu abraço,

Pois não as posso encontrar !

 

06/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

No mundo onde vivemos

 No mundo onde vivemos

 

No mundo onde vivemos

Falta amor e caridade

Até de Deus esquecemos

Quando há felicidade

 

Só quando Ele nos faz sofrer

No sofrimento é lembrado,

Nós não queremos padecer

Pedimos para nos sarar

 

Nossa falta de esperança,

E de fé a estimular

Que tenhamos temperança

Para Deus, nos ajudar

 

Só na tristeza profunda

Absorvida pela dor

A criatura moribunda,

Se lembra que Deus é amor

 

O mundo que Deus nos deu

É lindo maravilhoso

Mas esquecemos que no céu

Mora o Todo Poderoso

 

O tempo vai-se abatendo

A cada dia que passa

E a esperança vai morrendo

Se a Fé não a ultrapassa

 

Nas fronteiras da razão

Oremos pra aliviar

Nossa grande depressão,

Sejamos aves, a adejar

 

Que Ele nos possa abençoar

Neste caminho apertado

Só Ele nos pode salvar

E perdoar nosso pecado !

 

04/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Mil loucuras

 

Mil loucuras

 

Pelo amor de uma mulher

Cada um faz mil loucuras

Por fim diz; não te querer

Curtirás as amarguras

            

Não deixes que teu coração

Envolva nisso tua alma

Porque senão, ao senão

Nunca mais terás a calma

 

Dizer o homem mais forte

Em relação à mulher

É querer mangar da sorte

É da cabeça padecer

 

Vemos constantemente

No noticiário da TV

Em que o homem descontente

Na separação, mata a mulher

 

Ao contrário pouco vemos

Mulher matar o marido

Se percentagem fizermos

Um por cento é alarido

 

A mulher é o suporte

Do homem durante a vida

Sem ela somos a morte

Mesmo vivos nesta lida

 

01/02/2021

Armando A. C. Garcia

 

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