Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sexta-feira, 8 de maio de 2026

MÃE (IV)

 MÃE (IV)

I

Carinhos quantos me deste

Ó minha mãe tão querida,

Mil afagos, tu soubeste

Colocar em minha vida.

II

Velaste noites a fio

Quase sempre, sem dormir,

Quer no calor, quer no frio.

- De dia, alegre a sorrir.

III

Em teu regaço ó mãe

Aprendi sempre o melhor,

Ensinaste-me, também,

Quem foi do mundo o Feitor !

IV

Bendita seja a mãe

Que a palavra interpela,

Fazendo do filho alguém,

Na expressão lúcida e bela.

V

Com o tempo fui crescendo

- Sempre tu a orientar-me,

E em teus conselhos, aprendo

A do mal, sempre afastar-me.

VI

Em minha alma gravaste

Princípios de honestidade,

E quantas noites passaste

Velando minha mocidade.

VII

Eu, fui crescendo na vida

Tu, prateando os cabelos,

Ias ficando envelhecida,

Mantendo os mesmos desvelos.

VIII

Oh! Se eu pudesse voltar

Aos tempos de minha infância,

Teu rosto iria beijar

Com ternura e jactância.

IX

O tempo nada perdoa

Consome até a esperança,

- Mas deixa uma coisa boa

Que é, a eterna lembrança !

 

 

São Paulo, 26/04/2008 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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