Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Natureza


A Natureza

Cruzas o mar, a terra, os céus e os montes
Em tudo que passas vês novos horizontes
Nos céus os planetas e o brilho das estrelas,
Na terra os horrores e as coisas mais belas
No mar, o azul dos céus e as águas a brilhar
Nos montes a natureza, a despontar

Em tudo tens um enigma a decifrar
Em cada coisa uma beleza, ou um pesar
No mar tem a água, o sal e as tempestades
Nos céus trovões e, também, as potestades
Nos montes, as feras, os rios e as flores
Na terra, os homens, os ódios e os amores

Se existem oásis no cálido deserto
E pequenas ilhas no grande mar aberto
E brotam gotas d água da rocha dura
Se abre o dia, se fecha a sepultura
É porque existe algo sobrenatural
É porque o mundo não é nosso, é divinal.

São Paulo, 27/02/1964  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 
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terça-feira, 11 de setembro de 2018

ESTRELA


ESTRELA

Reluzente estrela, luz do meu caminho
Não és a luz que se consome ou se esvai
Mas o farol que clareia o nosso ninho
Quando a tristeza bate e a noite cai

És a flor da primavera, o sol do amor
A imensidão do mar, o canto da sereia
O áureo caminho, a esperança e o calor
O sol que rútila e se espraia na areia

O repouso, o afeto e o sutil carinho
És o brando arminho o amor predileto
Rogativa ardente me chama a seu ninho
E eu louco de amor, não sei ser discreto

És a brisa suave por dentre os pinhais
O roseiral que chora a rosa colhida
O aroma da rosa, o pipilar dos pardais
O perfume da flor na estrada da vida.

Tu és enfim a estrela que ilumina
Meu coração apaixonado e feliz
Tens no sangue a natureza messalina
Tens em ti o colírio, a cor e a matiz

São Paulo, 15/07/1992
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Desígnio radical !


Desígnio radical !

Se tive algum vício na vida
Recônditos desejos meus
Foi amar-te. Febre incontida
Qu’emergia dos olhos teus

Na busca de felizes momentos
Que os tempos jamais me deram
E a iminência dos intentos
Nem as tuas rugas superam

Dobra-se a cerviz à idade
Curva-se a existência ao destino
Não cabe a mim lamentar
Sobre este mundo desatino

É da submissão ancestral
Render-se o corpo às idades
O desígnio é radical
Como a flama das saudades

Tão intenso foi o amor
Quão perto está dele o fim
A juventude é uma flor
Se a vida for um jardim.

É pouca, a que há em mim
Tal e qual a falsa esperança
Mas tudo na vida é assim
A morte é o fim da criança !

São Paulo, 08/09/2009
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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De ti ausente...


De ti ausente...


De ti ausente, minha vida, meu amor
Os anos me consumiram por inteiro
Nunca mais encontrei amor maior
Daquele amor singelo e verdadeiro

Meu contentamento foi a ventura
E hoje, velho, caduco, sem esperança
Peregrinando a fio, longa vida dura
Aguardando milagre, da bem-aventurança

Quase rendi os sentidos ao pensamento
Para um dia, quiçá voltar a vê-la
Mas minha alma, que passou tanto tormento
Venceu meu desejo... usando da cautela

Que neste mundo tenho experimentado
Vendo o tempo passar, dela tenho pena
Certo que seu amor, não tenha prosperado
Pois aos apartados o cupido condena

Falsas esperanças, ledo engano
Vivi tristemente, cheio de ilusões
Condição cruel imposta ao ser humano
Perdido de amores, cheio de paixões

Hoje, as lembranças daquilo que imagino
Têm por companheira a saudade
Quão grande a caminhada sem destino
Quão cruel o desengano da amizade

A mágoa que choro, não chorarei sozinho
Se tive de perder, eu não perdi sem par
Quem sabe ela passa tormentos no caminho
Desiguais que não devo sopesar.

E se cruzar novamente o meu caminho
O amor que agora tenho sepultado
Peço a Deus que esse acúleo espinho
Não seja mais, por mim compartilhado

S. P. 30/03/2003 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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domingo, 12 de agosto de 2018

O abstrato...


O abstrato...

Não te mantenhas abstrato
A ouvir o som das marés
Porque elas, poderão de fato
Já estar molhando os teus pés

São Paulo, 12/08/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Delicada


Delicada


A noite é tão delicada
Como uma prece sem fim
Convida a pessoa amada
A entrar nesse jardim.

Por mais um dia de vida
Numa noite de saudade
À noite, a paz nos convida
A pensar na eternidade

É nas loucuras da vida
Que o tempo nos faz pensar
E a alma arrependida
Não sabe renunciar

Não olhe para o passado
Que a tempestade passou
O futuro está a seu lado
Se o presente aportou.

São Paulo, 16-05-2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Gelada solidão


Gelada solidão


Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Não há sol, nem esperança
Perdido pela lembrança,

Dos dias em que vivi
Junto, e ao lado de ti.
Era feliz e não sabia
Hoje, perambulo o dia

Sonhando poder voltar
Mas não te posso alcançar,
Estás mui longe de mim
Mas eu espero, mesmo assim !

Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Sem teu amor, há tristeza
E o mundo perde a beleza

Trás de volta o teu amor
Tu és meu sol, meu calor
Tira-me desta solidão
Alegra o meu coração.

Tirar-me desta geleira
É só transpores a barreira
De teu orgulho pessoal,
E terás, um amor imortal !

São Paulo, 27/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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