Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Melancolia



Melancolia



Tristeza indefinida

Nas horas amargas

De saudade vencida

Excesso, sobrecargas



Sussurros incontidos

Acre sabor da vida

Por abismos sofridos

Melancolia dorida



Que sangra o coração

Como nas garras da morte

Em suprema aflição

Moribundo em aporte



Os céus não se dão conta

Do sofrimento atroz

Dessa tristeza de monta

Qual tempestade feroz



Violenta, impetuosa

Que o indivíduo maltrata

Melancolia ardilosa

A tua face o retrata



És tu, que gravas e falas

A mulher, ao velho, à criança

Em devaneios os igualas

À tua verossimilhança


São Paulo, 14/02/2013
Armando A. C. Garcia



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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O idoso...



O idoso...




A matéria já está debilitada

O tempo o fez envelhecer

Ao clamor de tantas madrugadas

Perdeu a vontade de viver



De repente, fica mudo a cismar

Quando dará seu último suspiro

Está sendo difícil suportar

O ar ambiental que respira



Se a vida já é amargurada

Como pode, frágil enfrentar

Quem sempre viveu nesta jornada

Cheio de viço, ora, a agonizar



Era risonho, era prazenteiro

Enfrentava a dura caminhada

Lutava bravo em busca do dinheiro

Que fosse compensar sua jornada



Quando jovem, tão ativo e forte

Nada era capaz de o deter

Agora, só pensar enfrentar a morte

O forte, perdeu a parada de viver



Tristonho, é um ser sem coragem

Que sua saudade o faz chorar

Qual marinheiro de primeira viagem

Que vai afrontar o mar sem bagagem



Ele, que viveu sua vida inteira

Sem perder da vida a confiança

Está agora, perdendo a estribeira

Sem puder equilibrar a balança



São Paulo, 11/02/2013
Armando A. C. Garcia


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O desgosto



O desgosto



O desgosto, mata, aniquila

Sente-se a vida oca, vazia

A fronte consternada vacila

Na solidão, que ao triste cria



As profundas abstrações do nada

Abrigam no peito tanto fel

Que o sangue ferve, a alma gelada

Só aspira um silêncio cruel



Como se erguendo um cadafalso

Inflexível à alegria da vida

Para às sombras do pseudo-falso

Pouco a pouco, abreviar partida



Desgosto, é amargura sem fim

É o horror fechado à ofensa

Descorado, pálido, qual cupim

Que corrói a alma sem defensa



Mina a alegria, a exultação

Só à tristeza ele nos conduz

É chaga que mina o coração

É uma úlcera cheia de pus



É dor, que em vida amortalha

No silêncio profundo e mudo

É o entristecer nesta batalha

Que a vida nos legou, contudo



É preciso reagir com força

Equilibrar nosso pensamento

E antes que a porca o rabo torça

Virar a página desse mau momento !



São Paulo, 11/02/2013
Armando A. C. Garcia


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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Maldito ciúme


Maldito ciúme

O sangue na veia a crepitar raivoso
No peito o coração descompassado
Arfava em delírios os ares ansioso
Com o orgulho ferido e alquebrado

Sua alma cansada de sofrer curvada
No mar de angústias, de martírios tantos
Pranto que a desventura duplicada
Ávida lhe trouxe num infinito manto

O ciúme, monstro negro que traz crueza
A desgraça, a desventura o desamor
No espaldar das forças da natureza
De braços cruzados ostenta o furor

Que vai ruminando a mente, a razão
Profunda, gigante a mágoa que cria
O inferno em brasa em seu coração
É presa do abutre que o demônio envia

Num instante não lembra, no outro desperta
Abismos sombrios rondam-lhe a mente
A porta principal, deixou entreaberta
Passa horas cismando inconveniente

Traçando planos, conjecturando maldade
Se os seus sentimentos não puder refrear
Certamente cairá na criminalidade
O amor que sentiu, hoje é ódio a açoitar

E do profundo *pélago que a ira expele
Sangrento cotejo a vingança atiça
Empunha o revolver, aponta pra ele
Fechou-se a cortina, caiu a premissa.
·       Abismo
São Paulo, 09/02/2013
Armando A. C. Garcia
 


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