Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 30 de junho de 2026

Imutável Ser da grande natureza - 30/06/2026

Imutável Ser da grande natureza - 30/06/2026

 

Não temo de perder, o já perdido,

Nem ideias que adejam o pensamento,

Nem esperanças que julgo ter perdido

E com a humilde situação me contento.

 

Contudo, vejo meus planos às escuras

Do bem, mui pouco bem, de ti almejo,

Padeço mil tormentos e mil agruras

Na ventura modesta dos vis ensejos.

 

Imutável Ser da grande natureza

O tanto que me negas, minha alma ofende,

Qu’um lenitivo possa minorar esta crueza;

O pobre coração, à aflição se rende !

 

Neste labirinto, sentimento receoso

Com pouco contentarei o meu ego,

Afastado eu seja desse misterioso,

Voltarei a ter a paz, a ter sossego !

 

São Paulo, 30/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Como o Marujo - 29/06/2026

Como o Marujo  -  29/06/2026

 

Corri terras, corri mares, corri estados

Em todos procurava a melhor sorte,

Enganos, coração e alma magoados

Foi esta a resposta à melhor sorte.

 

Enfim, a dor faz perder as esperanças

Como o marujo em mar tempestuoso.

Duvida que a nau a terra alcança

Esse pensamento o deixa ávido, cobiçoso.

 

Assim, a próspera ventura ventilada

Todos os meus sentidos traspassados,

Contente ou descontente, nenhuma fada

Me indicou os caminhos procurados.

 

São Paulo, 29/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Moxinifada ! - 29/06/2026

Moxinifada !  -  29/06/2026

 

Preso ao puro sentimento do amor

Novos destinos, novas praias, novos mares

Deixei de conhecer em desfavor

De avaliar outros frutos dos pomares.

 

====================

Tu eras a doce esperança

Mas o barco se afundou,

Como ela estava junta

Nunca, nunca mais voltou.

 

===================

Todos nós devemos louvor

Ao sublime Criador,

Que nos deu vida e razão

E amor ao coração.

 

===================

Uma infinita esperança

Emoções e confiança,

A natureza é pujança

Pensamento é lembrança.

 

===================

O tempo passa

A vida encurta,

Por fim esvai-se,

Antes... caduca.

=============

 

São Paulo, 29/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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domingo, 28 de junho de 2026

Cristalinos sentimentos, - 28/06/2026

Cristalinos sentimentos,  -  28/06/2026

 

Ao longo dessa estrada pensativo

Nos instantes de candura e afeição,

No perfume sensual sempre ativo

Que exala de teu corpo na paixão.

 

No fulgor de teu lume abrasador

Suspirando no manto da caminhada.    

Nada mais comovia o meu amor,

Nem o doce sentimento na retirada.

 

Cristalinos sentimentos, esperança

Voam em meu pensamento a adejar,

Que se perpetue a eterna aliança,

Nem desfaleça meu desejo de te amar.

 

Olhos encantadores, de terna beleza

Pela mão de escultor foste gerada,

Eterna perfeição linda natureza

Só por ela poderias ser criada.

 

São Paulo, 28/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Sonhos enegrecidos. - 28/06/2026

Sonhos enegrecidos.  -  28/06/2026

 

Cicatrizes geram prantos

Ao ver os sonhos desfeitos.

No naufrágio dos encantos

Que pareciam tão perfeitos.

 

Amargor que prolifera

Em desejos incontidos,

Foi uma grande quimera

Aos sonhos enegrecidos.

 

Elucubração sem sentido

No segredo do amor.

Que na sombra é perdido

Na estrada do desamor.

 

São Paulo, 28/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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sábado, 27 de junho de 2026

Resplendoroso Rio Douro - 27/06/2026

Resplendoroso Rio Douro - 27/06/2026

 

Resplendoroso Rio Douro

Sei que em ti não há o ouro,

Entretanto, com teu labor

O produzes com vigor !

 

Clareias na escuridão

Desde a cidade, ao sertão,

Nessa tua imensidão,

Iluminas o mundão !

 

Rio Douro, Rio Douro

Tu és um grande tesouro,

Um cofre cheio de ouro,

Nesta Miranda do Douro.

 

Não deixes de ti roubar

Nem mesmo compartilhar,

O que por direito é teu

Nem publicano, ou fariseu.

 

A ti, Miranda do Douro

Onde a teus pés, corre o Douro,

Enfrenta a grande batalha,

Sem medo dessa fornalha.

 

Onde é gerado o produto

Cabe o imposto absoluto,

Aos cofres Municipais,

E não a outros desiguais.

 

São Paulo, 27/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Alígero pensamento ! - 26/06/2026

Alígero pensamento !  -  26/06/2026

 

Se o ledo desejo tem asas,

Por rebuscados ares sem pejo,

Voa o alígero pensamento,

Cumprindo a tarefa do desejo.

 

Se bem entendo as razões do desejo

Em que é mais forte o seu clangor,

Satisfaz com altivez seu ensejo,

Num êxtase do pensamento gestor,

 

Suprirá todo almejado desejo,

Levando o incenso da ventura,

Sobre as asas, o aspirado ensejo

Que consola e se antepõe à ternura.

 

O imenso poder do pensamento,

Que nos inspire os dons sagrados,

Nos livre de tiranos sem sentimento,

E sejamos por Deus abençoados !

 

São Paulo, 26/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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De falsidade, cansei. - 26/06/2026

De falsidade, cansei.  -  26/06/2026

 

Eu cri na tua pura amizade

Vejo agora que me enganei,

Se a minha foi de verdade

Com a tua me equivoquei.

E de falsidade, eu cansei.

 

Em cinzas, se desfez a amizade

Sem motivo aparente, creio eu,

Não poderá deixar saudade,

Posto que, ela, em si morreu !

E morreu, como nasceu.

 

E abandonada ao nada

Nossa amizade singela,

Nenhuma ofensa gerada,

Nem temporal, nem procela.

Adeus, procelas do nada !

 

Ó vida, ó vida ingrata...

Que nas cinzas da procela,

Jogas amizades de prata

Sem a mínima cautela !

O veneno, às vezes mata.

 

São Paulo, 26/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Malgrado a vida tenha valor ! - 25/06/2026

Malgrado a vida tenha valor !  -  25/06/2026

 

Malgrado a vida tenha profundo valor

Parece que aqui, em nosso país não tem.

Porque todos dias a violência é maior

E se mata sem pudor, como a ninguém.

 

Tudo isto ocorre sem clemência dos tiranos.

Uns matam pra roubar, outros por discordar,

Uma pequena discussão é palco de homicídio,

A verdadeira paz, jamais vamos alcançar.

 

Porque nossas leis, além de serem brandas

São inócuas posto que, se condenado a vinte anos,

Com essa tal de progressão de pena, esta abranda,

E o meliante assassino, cumpre apenas oito ou dez anos.

 

É fraca nossa justiça, igualmente deputados e senadores

Que poderiam terminar com essa triste farra,

Entretanto, fingem não ver as trevas dos sofredores

Nem as lágrimas de quem chora o ente querido.

 

E assim, vamos levando na inércia o sofrimento

Dos familiares que sofrem tamanha desventura,

Parece não ouviram em prantos o seu lamento,

Nem piedade, pelo que foi à lúgubre sepultura.

 

Acordem, senhores deputados e senadores

É hora de acabar com essa brandura; eu clamo,

Pelas famílias enlutadas e pelos seus dissabores,

Que tais crimes, sejam punidos, à altura de seu dano.

 

Certamente, a foice que sega vidas, mediante o cativeiro

Duro e pleno, se restringirá ao nada e então vença,

Dos inimigos e tiramos a cruel e danosa violência,

Tendo a morte, a devida e justa recompensa !

 

E que acabem de vez com o auxílio reclusão,

Porque quem deveria recebe-lo, seria a vítima,

E não o vilão, que roubou, e matou à exaustão,

Assim procedendo, seria uma justiça legítima.


São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Abjeta ansiedade. - 25/06/2026

Abjeta ansiedade.  -  25/06/2026

 

De tanta dúvida que aflora ao pensamento

Chego a ter dúvida, dúvida da verdade,

Não tenho a fiel certeza, um só momento

E passo a vida nesta abjeta ansiedade.

 

Fluem na cabeça os devassos desenganos

É um tormento, adejando esperanças ledas,

No amplo e intangível pensamento. Danos

Fervem nos ásperos destinos, em labaredas.

 

Infatigavelmente o vasto pensamento

Nunca se enfada de pensar um só momento,

E sem tergiversar e mesmo sem lamento,

Percorre todas entranhas deste mundo.

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Quando o bolso empobreceu ! - 25/06/2026

Quando o bolso empobreceu !  -  25/06/2026

 

Quanto mais havia nela confiado,

Tão depressa tu, assim me preteriste,

Olvidando de todo o presente, passado

Sem razão sua atitude deixou-me triste.

 

Trocaste-me quando o bolso empobreceu

Foi tão cruel imaginar-me de ti ausente,

Que a alegria de viver sem ti, se perdeu...

Como perdida a fortuna inteiramente.

 

Sei bem que nesta hora o fato nada vale.

Tanto melhor fora não vos ter conhecido,

Se pra vós, mais que o amor, a fortuna vale

Duvidoso fico, se não foi bom, vos ter perdido !

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Severo castigo ! - 24/06/2026

Severo castigo !  - 24/06/2026   

 

A tristeza e amargor são uma punição

Severo castigo sem a delicada piedade,

Apoucando a clemência do coração

No espectro ímpio e austero da saudade.

 

Amargor de mil tormentas no pensamento

Esparzindo o fel da expiação que tiraniza,

Que prende e engana o lúcido argumento

Sem a benigna piedade, afeição que suaviza.

 

Se a impaciência é tormento ou frenesi

Acalma o cioso zeloso e terno coração.

Nesta vida infelizmente, é cada um pra si

Gloria-te inimigo, nas cinzas da traição!

 

São Paulo, 24/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Ó desengano ! - 24/06/2026

Ó desengano !  -  24/06/2026

 

Quão injusta a vida, não me persigas !

Serena meu coração, na força da ternura,

Ao eterno esquecimento tu me obrigas,

Se o meu desejo, ficar cheio de agrura.

 

Adorável sonho mantive, ó desengano

E a vós que regeis todo o meu destino,

Não deixeis no estado infeliz meu encanto,

Vez que mais a desejo, se tanto a abomino.

 

Que tormento, que sina me arrasta, e rodeia

Gasta-me a confiança, desfaz-se o alento,

E a tudo se aventura quem não receia,

Da nefanda loucura de um momento.

 

São Paulo, 24/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Encafifas por inteiro ! - 24/06/2026

Encafifas por inteiro !  -  24/06/2026

 

A arte da artimanha é a astúcia

Que a hora inteira corre a seu lado,

Desprezando a honra e a fidúcia

Vive sempre escondido atoucado.

 

São túrbidos e confusos pensamentos

De quem não tem confiança verdadeira,

Mais tarde surgem os grandes lamentos

De ter praticado inúmeras besteiras.

 

O atilamento é esperteza sem princípios

Que leva os homens à prática do mal,

Faz deles uns subordinados, uns mancípios,

Aos que infelizmente escolhem esse ritual.

 

São Paulo, 24/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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Poesias que estavam meio perdidas.

Poesias que estavam meio perdidas


Felicidade

São dez letras de incerteza

Numa palavra de amizade,

Que buscamos para presa,

Para toda a eternidade.

 

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Poesia  x  Arte       

Poesia, é uma composição de palavras

Música, uma composição de notas

Pintura, uma composição de cores

Arte, a composição de Poesia, Música e Pintura

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Sem tom nem som.


Quebraria o teu orgulho

Nem que me trouxesses nos pés,

Nem que fosse os teus sapatos

Te amaria, tal qual és.

 

O meu amor por ti é grande

Tão grande como um vulcão,

Que se inflama sem chama

E explode no coração.

 

As rosas sem o frescor

Não teriam viço, nem cor,

Seriam pétalas murchas

Nos carpelos duma flor !

 

======================

 

Criação assaz !

 

Hirto de aflições que o pranto dilacera

Infortúnios corações, rosas fenecidas,

Cultivo sucessivo no mundo de quimeras

Semente que traz produto de outras vidas.

 

Sem revolta aceitam lágrimas e espinhos

Bendizendo o madeiro que lhes curva a fronte.

Derramam bençãos ao longo do caminho

Descortinando o Sol em novo horizonte.

 

E na cândida crença que a vida nos porfia

Escopro fiel que a alma escultura,

Criação assaz, preito de agonia

Dum artista sublime em sua sepultura.

 

02-07-1977

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Na fantasia do engenho

 

A ti que de jocoso jeito nas chamaste

Menestréis etéreos da nobre arte.

E se dos prazeres almos se consente

Na fantasia do engenho a sutil arte,

Porque dar-nos tu, o remédio que achaste.

 

Nas palavras indiscretas que escrevemos

Vão os brados e razões de nosso ser;

Deixa pois, o remédio certo, a descontento,

Na certeza de um fido amigo querer

Sentir menos a amargura em que vivemos.

 

E de quanto mal a vida nos ordena

Nossa mágoa teu remédio na conforta,

Deixa-nos pois fantasiar porque é certo

Que no silêncio o poeta só comporta,

As musas que lhe dão o prémio ou pena.

 

Dos sábios menestréis onde a fama é tanta

Quanta a inspiração e dom que os cerceia,

Colhemos os frutos amadurecidos,

Na inspiração vatídica que nos rodeia,

Que comparada à deles, é pouca e quanta.

 

Por isso nos chamas de vates famélicos,

Sem ousar dar-nos sequer um trato humano,

Como se fôramos mavórcios belicosos,

Mil venenos tu nos dás e novos danos,

Em breve retrato de teus versos bélicos.

 

Foi estoico e imprudente o teu xingar

Embora dúbio, se aparente a nosso ver

Algum túrbido pensamento te acompanha.

Razões maiores que não são a nosso ver,

A santa confiança de por erros passar.

 

São Paulo,  (sem data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

 

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