Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 4 de novembro de 2012

Me desnuda !...


Me desnuda !...


O teu lado imaginário
Me desnuda, certamente
Mas neste meu santuário
Se for prudente, não tente

Tua pérfida cilada
Pro meu lado não deu sorte
Foi uma singela piada
De tempero muito forte

A âncora podes levantar               
Para aportar noutro porto.
Neste, não adianta tentar
Coração por ti está morto

Do outro lado do atlântico
Quem sabe pode morar
Um coração romântico
Que poderá te aceitar

E, se tal não ocorrer,
Percorre mundos sem fim.
Para me dares o prazer
De não te lembrares de mim.

São Paulo, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia

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Noites cegas !...


Noites cegas !...

Quando as noites eram cegas
Só brilhavam as estrelas
Ou, em noites de procelas
Raios rasgavam as trevas

Com a água que represa,
Tudo o homem modificou
Nas coisas da natureza
Gerou força, iluminou.

Nosso mundo transformou
Noites; tal clarão do dia
O progresso alcançou
A força que o orbe queria.

E, foi rasgando as trevas
Que o planeta evoluiu
Não foram Adões, nem Evas
Nova matéria surgiu,

A cibernética, a robótica
A biologia, a ciência
Hoje, tudo tem outra ótica
Outro cunho, outra aparência

O mundo agora evoluiu
Na arquitetura, na arte
Arranha céus construiu
Eles estão em toda a parte

A evolução da matéria
Conhecimento, informação
Mas, ainda vejo a miséria
Em boa parte do povão

A vulnerabilidade
De mentes introspectivas
Tem gerado instabilidade
Às grandes expectativas

A marcha não se detém
No avanço do progresso
Foi Ela, a Pátria Mãe
Que nos deu este sucesso

Porém, há conjecturas
Quanto aos ensinamentos
E, confusas criaturas
Duvidam dos mandamentos.

Que veio um príncipe ao mundo
Pra nos legar a doutrina
Num sentimento profundo
Para a conversão Divina.

Tão grandes transformações
No plano material
Projetaram as nações
No campo industrial

Expandir os sentimentos
E com eles as emoções
Profundos conhecimentos
Em todos os corações.

É na esperança do progresso
Que a Pátria Mãe acredita,
Não pode haver retrocesso
Na caminhada Bendita.

Porangaba, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Os teus conselhos pai.



Os teus conselhos pai.

Pai! Como posso não ouvir os teus conselhos
Para desviar-me do curso trôpego das paixões
E passar a acreditar em um só homem
Naquele que na morte só levou espinhos
Porque os cardos, nenhuma flor continham.

Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia


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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Bandalheira



A Bandalheira

Pus-me a rever a história
Deste querido Brasil
Seu passado tem glória
Seus heróis são mais de mil

Neste século encontrei
Facínoras de categoria
Que roubaram nossa grei
Quando deles era a chefia

O Ministro por cabeça
Deputados, Senadores
Roubando dinheiro à beça
Dos cidadãos sofredores

Foi tão grande a roubalheira
Que a nação se articulou
Pra coibir a bandalheira
O Supremo,  os julgou

Essa corja de safados
Sem um pingo de civismo
Teve os votos sufragados
Na bandeira do cinismo

É gente despudorada
Sem um mínimo de preparo
Que de gente, não tem nada
A não ser o seu *descaro

Presidente não sabia
Assim o disse à nação
Mas nossa grana sumia
Nesse tal de mensalão

Não havia honestidade
Só astúcia nessa classe
Era tal a sagacidade
Que dispensava repasse

Esse tal de mensalão
Diziam não existir.
-Nosso povo é bobalhão
Nos é forçoso mentir.

S’estava d’olhos vendados
Finalmente os desvendou
Se ouvidos, eram tapados
Igualmente os destapou

Ignorando a vergonha
Esfacelam a nação
Tomam vinho da Borgonha
O povo, água do charcão

Pervertendo a verdade
Enganam o povo singelo
Eles, são na realidade
Como uma pedra de gelo.

 Escondem dinheiro na cueca
Na meia e no sapato
Eles são levados da breca
Espertinhos como rato.

**Solipsismo de ateu
Na defesa do interesse
No interesse do seu eu
O povo, nada merece !

Feira de Santana, 11/10/2012
Armando A. C. Garcia

·        Cara-de-pau; falta de vergonha
**  Doutrina na qual a realidade é o eu.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A bruxaria

A bruxaria !...


Seu pensamento era um rio de amargura
Dissimulação de suas próprias intenções
Seu rosto a máscara de outra figura
Personificação abstrata das maldições

Superstição ao não, continua existindo
Nome: Bruxaria Tradicional no Brasil
Onde você poderá participar, intervindo
E ser um novo bruxo entre os mais de mil

Confesso que esta não é a minha praia
Mas como gosto de escrever sobre tudo
Não podia tirar meu corpo da raia
No delicado assunto, d’alvitre cabeludo !

São Paulo, 09/10/2012
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Majestoso mar



Majestoso mar


Majestoso mar de inúmeros mistérios
Na grandiosidade de tua imensidão
Quando agitado és um elemento deletério
Se pacífico, tua beleza é fascinação

Teu espetáculo há miríades é contemplativo
Na história dos povos, foste a grande estrada
O caminho a percorrer significativo
Que descobriu novos mundos na caminhada

Tens tom azul, por vezes esverdeado
Tens a cor do céu, o enigma e o segredo
O deslumbramento e encanto sagrado,
Quando teu dorso não está agitado.

É nesse azul profundo, cheio de segredos
Na imensa extensão do mundo, lá estás
Semeando riquezas, alimentando os medos
Aos que te procuram, roubando-te a paz


 São Paulo, 24/09/2012
Armando A. C. Garcia

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