Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Saúde ! ...

Saúde ! ...

Não abusar da saúde
É dever de cada um
O excesso é o *ataúde
Não tenha vício algum !

Todo o excesso faz mal
Mesmo na alimentação
Obeso, prejudicial
Ao seu rico coração

Ingerir bebida alcoólica
Seu fígado está sem sorte
Toda droga é prejudicial
Horror, que afigura Morte

O tabaco é outra droga
Que aniquila seu pulmão
Não entre nessa garoto
Não queime dinheiro em vão

Na matéria a natureza
Lamenta a desventura
Quem foge da singeleza
Vai de encontro à sepultura !


Nem do sol, nem da lua
Nós podemos abusar
Quem a moderação cultua
Tem mais estrada a caminhar

A saúde não consente
Abusos como costumas
O coração e a mente
São as vítimas que*póstumas !


* caixão; fig. morte
**  após a morte; fig. morte

Porangaba, 03/08/2011
Armando A. C. Garcia


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Suicídio ! ...

Suicídio ! ...


A amargura era tanta
Que sua dor suplanta
A vontade de viver
Seu desejo, era morrer

Sucumbir à natureza
Num momento de fraqueza
Dos inúmeros desenganos
Pensamentos levianos

Suicídio, mente ufana
No mal, a alma se dana
Angústia, querer morrer
Desperta ! Queira viver !

Ponha Deus no coração
Se errou, peça perdão
Sua vida, é sua história
Gravada em sua memória

Não cometa uma loucura
Eu sei que a vida é dura
Mas viver é Dom Celeste
E a viver, te propuseste !

Porangaba, 03/08/2011
Armando A. C. Garcia


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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A SERESTA

A SERESTA 


A rua estava toda engalanada
Pelo clarão que a lua projetava
O trovador apaixonado, ali cantava
Versos de amor, para a sua amada

Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que em cada verso leva carinho e amor

Ó linda amada que nos braços de Morfeu
Repousas nesta noite enluarada
Desperta do torpor e ouve o canto meu
Linda sonata de amor, para ti cantada

Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que leva em cada verso a expressão maior

Deusa do meu coração, abre a janela
Ao pobre trovador que tanto espera
A madrugada está chegando sem cautela
O brilho desta lua... só em outra primavera !



São Paulo, 05/09/2008
Armando A. C. Garcia
 


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AMIGA TRAIÇOEIRA !

AMIGA TRAIÇOEIRA ! 




Tem certas coisas na vida,
Difíceis de entender
A vida, sendo a vida,
Da morte se deixa vencer !

Vejam só que pouca sorte
Tem a gente nesta vida
Na batalha com a morte,
A vida, é sempre vencida

Convivendo lado a lado
Uma é vida, outra é morte,
E, em dia santo ou feriado
Não procura passaporte

Apesar de companheira
De caminhar lado a lado
- É amiga traiçoeira
Com o bote preparado !

Não choreis ó! Bem amados
O desenlace carnal.
Deveis estar preparados,
A morte... não é o final !

São Paulo 17/02/2008
Armando A. C. Garcia
 

E.mail: armandoacgarcia@superig.com.br 



... Como Alcançar As Estrelas

... Como Alcançar As Estrelas



Hoje é mais um dia igual a ontem
Os dias passam os sentimentos não
Voltar atrás, recuperar o ausente
É impossível, como alcançar as estrelas

Lembro-me de cada instante junto a ti
Das inúteis promessas que fizeste
Disto e daquilo, história que foi minha
E sem despedida ou um adeus te perdi

Hoje é mais um dia igual a ontem
O ontem que queimou minha alma, meu ser
Hoje sou a cinza do monturo que ardi
Tu, que eras minha vida o meu querer

Cumpri o meu destino, de viver sem ti
Sucumbirá minha alma ao por ti morrer
Eterna recompensa o coração amolgou
De tanto amor que teve ao por ti viver

Não sei se morto ou vivo, a vida em mim parou
O amor que me alenta, é o mesmo que me consome
A chama que o destrói, é difícil de apagar
Nem em toda natureza, outro amor a igualar

Teu ser é o ser que falta em mim
Minha alma se inclina ao jugo que impuseste
Mistérios de amor, são noite sem estrelas
O ardor que me devora é um fogo sem fim

O nada que me deste, foi por ti roubado
Verdades, mais que a dúvida, triste amor...
No meu lânguido peito a onda se encapela
Sorvi o doce fel do deleite, senti-lhe o amargor!

São Paulo, 29/04/2010
Armando A. C. Garcia


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O ALCOÓLATRA

O ALCOÓLATRA

Caminha desvairado rumo ao abismo
Sob o efeito euforizante da bebida
Que a predisposição do álcool proporciona
Num estado de dependência emocional

Em cada botequim que passa toma uma
Palmilha o caminho do mundo que criou
Ressacas, perda de auto estima, desencantos
Tristeza, angustia, ansiedade, depressão

A que a feroz vontade de beber o sobrepõe
Falha nos compromissos do emprego
Onde está sendo comentada sua dispensa
Os efeitos da bebida com mais intensidade

Se fazem sentir e ninguém suporta mais
Bebe pela manhã, bebe antes do almoço
Bebe à noite e bebe nos fins de semana
O seu encanto maior se chama cana

As conseqüências sociais e morais de seu ato
Cuja vida foi descontrolada pelo álcool
São tão fortes, tão intensas e perversas
Que arrastam o indivíduo ao abismo

A memória é abalada pela bebida
No fígado transforma-se em aldeído acético,
Atingindo veias, cérebro e o sistema nervoso
Noutra palavras, fica intoxicado

As debilidades que o álcool provoca
Ulceras, cirroses, inflamações estomacais
Deterioração dos tecidos do cérebro
Além de deixar a pessoa sem condições

Não beba. Fuja do álcool enquanto é tempo
Porque chegará o dia em que será seu escravo
Não jogue no abismo sua existência
Lute contra as más tendências e seja FELIZ.

São Paulo, 19 de março de 2009
Armando A. C. Garcia


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O MAR

O MAR


Oh! lugar ufano de apoteoses efêmeras
Que na poderosa fonte de riquezas
Esparge na praia de areias douradas
As algas, verdes plumagens da beleza!

No plenilúnio das noites de verão
O suavíssimo canto da sereia
Ecoa por essa vasta imensidão
Em noites merencórias, de lua cheia

E esse massa de águas imensurável
Em noites procelosas de mar bravio
Agiganta-se de forma abominável
Tornando o oceano tétrico, sombrio!

Na praia o furor das ondas contra as rochas
Galgando as amuradas dos navios
Sem rumo os estraçalha de encontro às rochas
Tragando centenas de almas e navios

São Paulo, 25/03/1964
Armando A. C. Garcia

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