Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 18 de fevereiro de 2024

O sibilar da serpente !

O sibilar da serpente !

 

Entumescidos pelo amor

Beijavam-se sofregamente,

E não escutaram nesse ardor

O sibilar duma serpente,

 

Que os picou docemente

E continuando a se abraçar,

Morrem piedosamente

No ato de se beijar !       

 

14/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Poetar !

Poetar !

 

O Dom Deus, deu-me a graça

De poetar imaginações,

Eu não caí na desgraça

De emitir publicações.

 

A poesia é dom de Deus

Que permeia[AG1]  de improviso,

Temas sagrados ou ateus

Qualquer assunto conciso

 

A análise e a opinião

De notas explicativas

Conceito e avaliação

De matérias elucidativas

 

Umas de amor, outras não

Do dia a dia, situações

Meditações, não em vão      

Sentimentos, percepções    

 

Pensamentos, fantasias,

Profundas reflexões.

Saudades, melancolia

Devaneios e ilusões!

 

Se Deus me deu essa graça

Não a posso negociar,

Por isso solto a fumaça

Pra quem a quiser escutar.

 

14/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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 [AG1] 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Será anjo, ou será gente !

Será anjo, ou será gente !

 

Num preceito de candura

Sua imagem bela e pura

Deixa transparecer a alvura

Que envolve seu coração.

 

Adormece nossa mente

Seu preceito de candura

Será anjo, ou será gente

Obra de pura escultura !

 

O encanto de seu poder

Regras qu’o domínio rege.

Manto que preside o Ser

Que mão santa a protege.

 

Amor que envide e mede

A força do seu poder,

Que resplender e excede

A figura de mulher !

 

Clemente de doce amor

De inspiração divinal,

Arguta e inteligente

Domínio providencial !

 

13/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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 [AG1]

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

No carrossel

No carrossel

 

No carrossel desta vida

Vejo o mundo desandar

A educação está falida,

Os valores, estão abortar.

 

A luz, já virou trevas

A humildade, é o ódio

A bondade, hoje é orgulho

Fora do tempo, é serôdio

 

A ignorância é pertinaz

O deboche, violação.

A cultura[AG1]  é incapaz

De moldar seu coração,

 

O trabalho é sacrossanto,

De equilíbrio e sensatez

A preguiça é pensamento

De maldade e sordidez !

 

Preconceito é intolerância

O egoísmo, presunção

Desespero, inconfiança

Tristeza, desolação...

 

O respeito e reverência,

Há muito que acabou.

Agora vossa excelência.

É você e terminou !

 

13/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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 [

Metafísica !

Metafísica !

 

Inútil pisar na sorte

Na miséria ou abundância,

Todo mundo tem um norte

Que o guia desde criança.

 

E seu poder não se apaga

Nem aumenta sua chaga,

Segredos da ação divina

Obra pura, cristalina !

 

É mister que o amor sagrado,

Esteja limpo do pecado.

E todo sonho de ventura

Sem um sopro de amargura

 

Essa luz que nos consola

É uma verdadeira escola,

Nos abismos deste mundo          

De poder terno e profundo

 

Os detritos qu’a alma abriga

Solta-os na senda antiga,

Verás a grandeza de Deus

O esplendor que vem dos céus.

 

Aí encontrarás o norte

E quem sabe, melhor sorte

Nos caminhos a percorrer

Sem nunca, desvanecer !

 

12/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Idealidade !!!

Idealidade !!!

 

O mundo cobrou de ti     

Como se fora eu,

Um póstumo futuro

Nos dias de tua vida.

 

O teu vaguear me dói,

Sei, que teu amor se foi

E com a alma adormecida

Escuto teu silêncio da vida !

 

Não queiras mostrar regalias

Pois as tuas alegrias,

Nem o mais vil podem enganar

São pura fantasia, ficção a imaginar

 

Ouço teu coração fendido

Tua alma sem sentido,

A latejar teu orgulho

De rutilância e entulho !

 

Ânsia análoga à fantasia

Que vives no dia a dia,

Lindos sonhos do passado

Destroços, já consumados.

 

Tua chaga, causa-me dó

Agora vejo-te só.

Foi-se o tempo claro e risonho

Em que a vida foi um sonho...

 

Face ao envelhecimento,

Daqui ouço o teu lamento

- Com espasmos reduzidos

Teus dias foram vencidos

 

E nas asas da descrença

Sucumbiu a tua crença,

E tua luta foi pendência

De conduta e carência.

 

Dum amor sublimado

Bem acima do pecado,

- Dos encantos e poderes

Que Deus dá, a alguns Seres !

 

12/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Arrojada mãe !

Arrojada mãe !

 

Pobre, pela miséria empalecida   

No terror da sombria sorte esvaída

Não tendo mais como amamentar

- Pois seus seios começaram a secar

 

Sem alimento para seu sustento

Por certo mataria o seu rebento,

Sem parentes, sem ajuda d’ninguém

Não tendo migalhas, nem vintém

 

Querendo sair da vida dolorosa

O seu tesouro em desventura penosa,

Iria fatalmente de fome perecer

Assim pensou o que poderia fazer.

 

Tomando uma vil atitude, adversa

E ao seu comportamento reversa,

Subtrai do mercado cinco latas de leite

Certa de que seria detida e sem o leite...

 

Entretanto, logrou o seu intento

Detida, consegui fácil o alimento

E seus seios votaram a ter função

Tirando o guri da funesta escuridão

 

11/02/2024 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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