Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Primavera – II

A Primavera – II



Vede como é bela a primavera florida
Árvores frutíferas, campos verdejantes
Vede como é belo, o primeiro amor da vida
Estampa-se a alegria, nos rostos radiantes

A primavera, vestiu sua túnica florescida
Para cobrir de graça a alegria esplendorosa
O nascer e o pôr do sol, a manhã garrida
Tornando a vida neste mundo cor de rosa

Houve-se o murmúrio das águas no riacho
Num arroubo prazeroso tudo em festa
Encanto, ostentação, luz e claridade

Na quietude mansa do prado e da floresta
As aves buscam acasalar com seus machos
Florescem as rosas, tudo é fertilidade !

Porangaba, 21/09/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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A PRIMAVERA

A PRIMAVERA 


Ficam floridas as amendoeiras
As árvores se cobrem com novas folhas
A natureza recupera o esplendor   
Após dias tenebrosos de escuro inverno
A vida se aquece, enfeita a natureza
Engalanada no perfume da flor

É a festa da perpetuação da vida
Renovação que os olhares procuram
Na alegria do renascer das flores
No gorjeio que o júbilo convida
Os casais de passarinhos, que se arrulham
Exprimindo com doçura seus amores

A primavera é a estação do amor
Quando desabrocham os brincos de princesa,
Os agapantos, lírios e as margaridas,                                 
As hortênsias, e as violetas multicor
O jasmim, e a dama da noite, com certeza,
Perfumará as flores mais coloridas

Os jardins de azaléias, e gardênias
Gérberas, ciclones e prímulas,
Hibiscos, centáureas e amores perfeitos
Florescidos, cercados de estefânias
Com purpúreas flores pêndulas
Sobre o jardim que se chama primavera !

São Paulo, 06/09/2006 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 2 de setembro de 2017

No útero do pensamento

No útero do pensamento

Este mal que atormenta
A minha concepção,
A entrada dos oitenta
É chaga no coração.

São abstrações criadas
No útero do pensamento
E nos moldes baseadas
No mais puro sentimento

Ponto de vista, opinião
Noção, idéia, conceito
Carácter, índole, razão
Que se carrega no peito

Com coragem e emoção
Energia, desprendimento
Onda que toca o coração
Substância do elemento

Altruísmo, abnegação
Como a própria natureza
São forças do  coração
Da criatura, a grandeza !

São Paulo, 02-09-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 12 de agosto de 2017

SER PAI

SER PAI  (replay)


É uma solene missão
Árdua, tarefa dura
Que Deus dá à criatura
Num rosário de paixão

É uma fonte de esperança
Que consola o coração
Como se fora uma benção
Uma bem-aventurança

É a argila que se molda
Nem sempre a nosso prazer.
Pois querer. Não é puder,
Nem sempre o barro se amolda !

Ser pai é fé que sublima
Altar de luz e tormenta
É paixão que impacienta
É um sonho que arrima.

É esperança que consola
É um sol que irradia
A estrada áspera e fria
E faz do ninho uma escola.

Não vê maldade em quem ama
Tem amor sempre de sobra...
Pelo filho se desdobra
Se preciso, pisa a lama.

É um clarão de alegria...
A nova estrada do mundo
É o amor mais profundo
Estrela... que o filho guia.

São Paulo, 06/08/2004 
(data da criação)

Armando A. C. Garcia



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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Parece difícil viver

Parece difícil viver


Parece difícil viver
Neste mundo de ilusão
O mais difícil é não ter
O amor no coração

Deveria haver no mundo
Sentimento e devoção,
E no amor mais profundo
Confiança e veneração

Então, mais fácil seria
Haver a compreensão
Cada qual, seu pão colhia
Com entusiasmo e afeição

Se sempre azul fosse o céu
Por certo não choveria.
Minha saudade morreu
Na noite daquele dia;

As horas passam lentamente
Os dias demoram mais
Os anos naturalmente,
No tempo são desiguais .

São Paulo 11/08/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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sábado, 8 de julho de 2017

Escravo da vida !

Escravo da vida !


Fui um escravo da vida
Aquele que não teve paz,
Aquele que não teve gozo
Na existência concedida
A vida foi-me voraz,
Passei-a num antegozo.

Um escravo revoltado
Nesta maléfica vida
Que implora ansioso,
À estrela do triste fado,  
- Que se perdeu condoída
Deste  fado ardiloso.

Labutei com tal afinco
Obstinado por vencer
Vi-me da vida vencido,
Não em telhado de zinco,
Mas não me deixo abater
Mesmo estando enfraquecido !

Irá quando findar
Este martírio malevo
Que esta vida mordaz
Mais e mais, está-me a tirar.  
Só os versos que escrevo,
Dão-me um pouco de paz !  

São Paulo, 08-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Senhorita !

Senhorita !


Senhorita ! Senhorita !
O que tenho a dizer-lhe, ouça
Você é uma moça bonita
É vaso de fina louça !

As estrelas do firmamento,
E até a lua carinhosa
Dirão a todo momento
Que você é linda rosa

Senhorita ! Senhorita !
Neste desvario meu,
Sem asas quero voar
Pra alcançar o amor teu .

Não seja um sonho só meu,
Estando longe do mar
Estarei perto do céu,
Se você mulher, me amar.

Como o sol que beija os flancos
Beijarei os seios teus
E naqueles pomos tão brancos
Chegarás até aos céus !

Hão de chorar nessa noite
Aqueles que te amar porfiam
A aflição  será o açoite,
- De inveja eles morreriam !

São Paulo, 05-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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