Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Possível ou impossível


Possível ou impossível


Esquecer-te quase impossível
Mas, foi possível perder-te
Farei daquele o possível
Pela vontade de ter-te

Poderá, ainda o impossível
Vir um dia a ser possível
Tudo isso, é admissível
Se à tona vier o plausível

O que ontem era impossível
E nem possível foi outrora
Hoje, poderá ser possível
Face à mente criadora

Como exemplo o avião
E o homem à lua subindo
Impossível crer então
Num possível advindo

A imaginação criadora
É capaz de construir                        
Do impossível de outrora
Ao possível desta hora !

Nada será impossível
Se a mente não se apequena
Porque após a tempestade
Até o mar ... se serena !

São Paulo, 10-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

Obrigado por visitar meu blog:


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Relíquias !

Relíquias !


Relíquia do meu coração
Outro, que por mim já pulsou
Nestes versos de paixão
Relembro o amor que passou

Tu, que me deste emoção
E à vida o sentimento
Nas nuvens da redenção
Em cada feliz momento

De amor, sonho e ilusão
Teu encanto me vestia
Hoje, refém da escravidão
Do sonho que me iludia

Dos febris encantamentos
Desfeitos, transfigurados
Tristes são os meus lamentos
Quimeras dos velhos fados

São relíquias do passado
Na sombra duma saudade
De quando estava a teu lado
Almejando a felicidade !


São Paulo, 09-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Obrigado por visitar meu blog:

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O cão, o velho e o menino



O cão, o velho e o menino





Eram três abandonados
Vivendo desamparados
Pelas ruas da cidade
Um velho, um menor de idade

E um cão; escorraçado
Nenhum dos três em seu fado
Foi abençoado, da sorte
Vez que jogados sem norte

Quis o destino, que um dia
Unissem sua estadia.
Se a semelhança tem vez
O mesmo sonho é dos três

Terem um pedaço de pão
Sempre a cada refeição,
E em cada dia que passa
Nessa tamanha desgraça

O velho, um pobre ancião
Já foi alguém, hoje não
A família o abandonou
Quando o dinheiro acabou

O menino igualmente
Mesmo sendo inteligente
Sofreu a mesma maldade
Foi jogado sem piedade

Na rua da desventura
De sofrimento e agrura
Sem ao menos aprender
Na escola a saber ler

O velho por sua vez
Ensina-lhe português
Dá-lhe lições de moral
Para nunca fazer o mal

O cão, sem ser criatura
Sofreu da mesma agrura
Além de enxotado pra rua
Ainda lhe sentaram a pua

Unidos em comunhão
Da imposta *abjunção
Ao velho pela despesa
Ao jovem pela natureza

De gastar sem produzir.
Ao cão o mesmo carpir
Que o destino lhe impôs,
Diz o velho, tal qual nós

O menino foi crescendo
Nas lições foi aprendendo
A ser alguém nesta vida
A orientação foi seguida

O velho levou-o à escola
Sem uniforme ou sacola
Apenas um pedaço de pão
Para aprender a lição

Por ser aluno aplicado
Ao diretor foi chamado
Inteirou-se da situação
Mandou servir refeição

A ele, ao velho e ao cão
E pela sua educação
De ser aluno exemplar
Passou a escola abrigar

Estes três desamparados
Pelo destino agrupados
O menino estudioso
Na orientação do idoso

Foi galgando posição
Sempre a melhor lição
Era a sua com certeza
E não vos cause estranheza

Que um dia será doutor
Diplomado com louvor
Graças à boa conduta
Que o ancião não reluta

Nas lições que sempre dá
E sem ele, ao deus-dará
Que seria deste menino
Sem família e sem destino !

•       Separação

Porangaba, 08-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


 Obrigado por visitar meu blog:

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Do amor, ao amor

Do amor, ao amor


Desenganos tive tantos
No curso em desalinho
O peito cheio de prantos,
Por este errante caminho

Sempre buscando o amor
Neste mundo de aventura
Caçando um sonho melhor
Para uma vida futura.

Que a brisa doce do amor
Toque no meu coração
Para que eu sinta o sabor
Adrenalina e a emoção

Pra sentir como é bonito
O pulsar do teu coração
Junto ao meu, o favorito
Que compartilha a paixão

Que brilhe um mundo melhor
Na estrada do meu caminho
Que seja só resplendor
O amor em nosso ninho

Já chega de sofrimento
De dor e de amargura
Seja agora, só alento
Mundo de pura ventura

E nesse comportamento
Raie a aurora, em novo dia
E no amor que acalento
Que sejas minha, eu queria !

Mas se assim não puder ser
Oh! Que tremenda ilusão
Melhor seria morrer
Que sofrer o sonho em vão

Com minhas forças, lutarei
Pra te manter a meu lado
E um dia, fazer-te-ei
O amor do meu pecado !

Coração cheio de ardor
Tem paixão a vida inteira
Intensa  fonte de amor
Pondo lenha na fogueira

São chamas que não se apagam
Ainda que bem distantes
E pelo espaço divagam
Como eternos diamantes !

Porangaba, 07-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia




Obrigado por visitar meu blog:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Estrelas cadentes

Estrelas cadentes

São como estrelas cadentes
Mudando de direção
No amor nunca contentes
Quem sofre é o coração

Esta nova geração
Desprovida de sentimentos
Pela volúvel paixão
Infringe os dez mandamentos

Em decorrência da sorte
Que o destinou nos moldou
Ninguém vê, além da morte
O que ela nos reservou

Sua vã filosofia
Ao bem de Deus, pouco atenta
Insensata em demasia
Pouco amor ela acalenta

Gente sem força, sem brio,
Só pega os frutos maduros
- Pois plantá-los dá fastio
À geração de imaturos

Ao sábio sentimento
São surdos, se lhe convém
Dependendo do momento
Eles, não conhecem ninguém !

São Paulo, 03-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


Obrigado por visitar meu blog: 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Argumentando !

Argumentando !


Ao deus-dará, eu andei
Neste mundo de aventura
Nunca, nunca encontrei
A felicidade e ventura

Banindo os sentimentos
No caminho percorrido
Poucos foram os momentos
Que não me senti ferido

Difícil vencer o medo
Se nas sombras, escondido
Alma sem luz, é penedo
Rio sem água, é perdido

O que vem à sua mente
Até o gênio se assombra
No deserto ao sol quente
Sem árvore, não há sombra

Na tela, tinta sem cores
Com ares de alucinação
Espelham feitos maiores
Que levam pra fora do chão

Envolto nos meus pedaços
Na boca, teu beijo amargo
Carrego sem embaraços,
O que à vida dou de encargo !

São Paulo, 01-02-2015
Armando A. C. Garcia

Obrigado por visitar meu blog: