Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Exceções



Exceções


De exceção, em exceções

O mundo, muda conceitos

Passa a aceitar excreções

Sem apontar-lhe defeitos



Pressionado pela mídia

E, p’la Justiça, também

Vê forçada sua apatia,

Ante a força, diz amém !



Conceito estereotipado

Que o mundo, finge aceitar

Como sendo consumado

O que não pode repudiar



Mas que, no íntimo repele

Com toda sua ironia,

Não questões, da cor da pele,

Mas de outra anomalia



Ao que age de modo estranho

Estrambólico, heteroclítico

Como em dias de antanho

No período neolítico.



O mundo é subjugado

Às excêntricas exceções

Ficar mudo, é obrigado

Para não sofrer sanções



Excreções inaceitáveis

Na palavra sacrossanta

Para os céus abomináveis

Satanás, as alevanta.



São Paulo, 09/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia    


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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Absconso segredo



Absconso segredo


Naquele absconso segredo
Escondia seu amor
Seu peito arfava de medo
As entranhas de calor

De repente, ela se amarra,
Nessa centrípeta força
E, perplexa esbarra
Com o cio de uma corça

Incógnitas e nebulosas
As misteriosas razões
Se lhe pareciam jocosas
Causam-lhe transformações,

Está sôfrega, ansiosa
Por conhecer o sensorial
E nessa ânsia furiosa
Vira a *hetera nacional.

                        * mulher dissoluta; cortesã

São Paulo, 04/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia  - 

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sábado, 1 de novembro de 2014

Mergulhado na saudade

Mergulhado na saudade

Aplacar a sua angústia
Da mente e do coração.
Sentir a sua empatia
Não augura, a seu irmão

Sofre a dor da solidão
Mergulhado na saudade
Nessa sombra da paixão
Que tenebrosa o invade

O corpo lasso, fatigado
Apagou sua esperança,
Hoje está desencantado
Resta-lhe só a lembrança.

Olvidar com sapiência
Bom alívio lhe daria
Perdoar é uma glória
Pra quem tem sabedoria

Sem alento e alegria
O que carrega no peito
É pura melancolia
Falar de amor. É suspeito

Os mistérios que abrigam
Os sentimentos de afeto,
Os seus brios o castigam
Nesse silêncio secreto !

Porangaba, 31-10-2014
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aécio

Aécio

Seja inteligente
Não seja néscio
Faça como eu
Vote no Aécio

São Paulo - 24/10/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

QUADRAS SOLTAS (Dezoito)



QUADRAS SOLTAS  (Dezoito)

Fingindo que não me ama
Ela diz que não me quer
Mas quando vamos pra cama
Eu sou homem, ela é mulher !
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Deixei a vida me levar
Fui ao encontro da morte
Foi o que me fez pensar
Que pobre, nunca tem sorte !
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Projetei felicidade
Prós dias de minha vida
Ó! quanta contrariedade,
Quanta lágrima sentida
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É suplicando que peço
Que voltes ao meu coração
Já levei muitos tropeços.
Este, não quero levar não !
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Eu peço a Deus que não morra
O amor que tenho por ti
Pois se ele morrer, sei agora
Que eu, também, morro por ti
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Na soma dos desiguais
Uma justiça capenga
Nas hostes dos tribunais
Não somos, mesmo iguais !
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Muito riso, pouco siso
Chamado de carnaval
Há, é falta de juízo
Depravação animal !
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Tem coisas que a gente sente
Tem coisas que a gente vê
As da alma e do instinto
São coisas para quem crê
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Espero que a árvore das letras
Não seque no meu jardim
Quero falar outras tretas
Que tenham princípio e fim !
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O meu drama, é o teu drama
Pouco dinheiro, muita luta
Vivemos na mesma trama
Semelhante a prostituta !
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Como estava sem tempo
Não via o tempo passar
Agora, falta-me tempo
Pra outro tempo encontrar
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Pensei fazer uma trova
Sem saber o que diria
O meu joelho se dobra
Aos pés da virgem Maria
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A Virgem, Nossa Senhora,
Foi a mãe que mais sofreu
Mesmo sem ser pecadora
Seu filho na cruz morreu
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Louvado seja o que crê
Na palavra do Senhor
Cristão é o que tem Fé,
E ora a Deus com fervor
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Mal desponta a madrugada
O sabiá vem me saudar
Tomo banho, faço a barba
Ele, não pára de trinar.

É nesta selva de pedra
Que ouço o sabiá cantar
Parece que a fauna não medra
Mas não pára de aumentar
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A biodiversidade
Até parece impossível
Mas creiam, nesta cidade
Aumentando, é incrível !
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Não queiras dar, certamente
Conselhos à minha vida
Se a tua, constantemente
Vive errante e destruída
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São Paulo, 10/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –

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