Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

domingo, 31 de março de 2013

Tremenda Injustiça


Tremenda Injustiça

Senhores Deputados, Senhores Senadores
Ouçam do nosso povo os seus clamores,
Chega de violência e impunidade
A ditadura, já nos dá saudade,

Sendo democrata, devo admitir,
Que este governo só faz consentir,
Nos atos cruéis, tremenda injustiça
Que não pune a valer, quem pisa na liça.

Superior a cem anos, chega a ser a pena
Que a justiça absurdamente condena,
E essa mesma justiça, dá liberdade
Antes de cumprir um décimo da metade !

Cansado o povo, não aguenta mais
O governo mouco, não ouve seus ais,
O criminoso, em tudo é atendido
Parece até, que o povo é preterido.

Um rastro de sangue, amargura e dor
Trajetória infame, cruel desamor,
Sofrimento atroz, violenta tortura
Impõem às vítimas a sepultura.

A pena de morte, é por eles praticada
Sua integridade, não pode ser violada.
Somos reféns em nosso próprio lar,
Na rua, ou em casa, em qualquer lugar.

Têm poder de fogo, pronto a matar.
A pobre justiça, sem força a capengar
Deixa nosso povo à mercê do bandido
Que apesar do seu crime, não é punido!

A Lei das Execuções Penais, precisa mudar
A sentença condena. Ela, manda soltar...
Afinal o veredicto, não tem valor,
Deveria ser irrevogável, como do *exator.  

A decisão aplicada a quem transgride,
Não deveria malsinar o que decide.
Vemos a justiça deixar impune,
Descumprir seu dever, é azedume.

Jamais, poderia conceder perdão
Sem cumprir totalmente a punição.
Isto é prisma de governo decadente,
Que não sabe governar a sua gente.

Ou então, tem receio que a lei recaia
Sobre si. Já que hoje na tocaia,
Vale tudo pra eles e nada acontece,
Na pobreza, que honra abstrata tece.

No mesmo patamar, eu sinto dor
Deste povo ordeiro, trabalhador,
Sem a proteção devida do estado
Vira presa fácil do celerado.

Que, certo do reino da impunidade
Além de roubar, mata sem piedade,
A vítima é prostrada e amordaçada,
Em sua própria casa, ou na calçada.

Nossa justiça, não está do seu lado.
Ampara o ladrão, o vil do safado,
Que rouba e mata, sem arrependimento,
Comete crime atroz, sem constrangimento.
.
Em pouco tempo ganha a liberdade
Assim, pode roubar e matar à vontade,
O próprio governo ainda lhe dá propina,
Auxílio reclusão de acerca de duas quina.

Pra quê, trabalhar, pra quê, cogitar
Se do ato fatídico, ele pode alcançar,
Em poucos segundos, um mês a laborar
E a lei, conscientemente o está a afagar,

No entra e sai, da caminhada percorrida
Na senda do crime está sempre envolvida,
Sua vida. Devassada de crueldade,
De cativeiro em cativeiro, só maldade.

Latrocínios, estupros e roubos sem par
Estrugem sua capivara de arrepiar...
Houvesse um castigo verdadeiro,
Apenas um, constaria no roteiro.

Mas; nesse prende e solta da justiça,
Ninguém cumpre sua pena inteiriça,
Não sei se culpar o sistema que o solta,
Por saber, que logo ele, está de volta.

Ou se culpo o Juiz que o solta sem aplicar
Uma medida de segurança impar,
Capaz de torná-lo menos feroz,
Fazê-lo ao menos, semelhante a nós.

Da menor idade

Tremenda aberração essa tal de idade
Boa parte da desajustada mocidade,
Tem capacidade para votar. Se matar...
É infrator. Seu crime não vai pagar.

Pode traficar, estuprar e roubar,
Sua conduta, a lei não a vai parar.
Se adolescência é a idade das ilusões,
Sabe que não vai enfrentar os grilhões!

Porque a lei o protege em demasia
Assim, tudo pra ele é fantasia...
As atrocidades, não constarão
Do prontuário ao atingir a maior idade.

Têm carta branca para todos os ilícitos,
**Brumosamente eles são explícitos,
Por isso os facínoras nada temem,
A desgraça atinge as vítimas que gemem.

Vão semeando o pânico e o terror
E quando atingem a idade maior,
‘stão Diplomados na criminalidade
Desta forma fazem seu affaire sem piedade.

Verdadeiros monstros, sanguinários
Matando de crianças até octogenários,
Armados até os dentes, tal terroristas,
Armam ciladas às escuras, ou às vistas.

Bizarro comportamento de conduta
Estranho modo de vida, sem labuta.
Que dirão do seu trabalho à família
O discurso de uma púnica homilia.

Nada os detém, face à tal impunidade,
Reinante no seio da justiça. Ilogicidade
Por isso. Célere, agride e transgride,
Com brusca rudeza, impõe sua lide.

O povo, não aguenta mais a situação
Ouvimos no rádio, vemos na televisão,
Protestos de famílias que são atingidas
Que faz o Congresso!... pra salvar suas vidas?!

Mantêm o silêncio, com medo, talvez
Que a lei que surgir, apeie seus pés,
Mas esta situação, terá de acabar
Deste jeito que está, não pode ficar.

Acordem Senhores, faça-se a justiça
A que hoje temos, é singela premissa,
E sem os excessos da tal trabalhista,
Que aceita o pedido constante da lista.

Não tenha receio de falar a verdade
Aberta a cortina, surge claridade,
O pensamento transporta a semente,
Que cairá em terra fértil, certamente.

Ouçam a voz do povo             * Cobrador de impostos
Ela é a voz de Deus.              ** vagamente

Porangaba, 30/03/2013 (ddata da criação)
Armando A. C. Garcia

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