Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Rio Douro - II



Rio Douro - II

Rio Douro, Rio Douro
Ao adentrar Portugal
Mudaste teu corredouro
Amansando-o por igual

Tua fúria indomável
Dez barragens blindaram.  
Viraste rio navegável
Nas albufeiras que criaram 

Através das eclusas
De uma a outra se transpõe
E o novo rio, acusa
Que a correnteza se foi.

Tua fonte de riqueza
É inestimável, também
A boa gente portuguesa
Quer-te, igual à sua mãe

Tiraram de tuas margens
As azenhas promissoras
Deram-te novas aragens
Com barragens geradoras

O progresso conquistado
Enriqueceu a nação
Cada qual tem o seu fado
O teu, dá-me emoção

Rio Douro, Rio Douro
Quantas saudades me trás
Se já eras um tesouro,
Miranda, não fica a trás

O Douro, na minha terra
Corria veloz para o mar
Os diques, o curso emperra
Caminha agora, devagar

Corria alegre, contente
Nos tempos que já lá vão
Hoje, tudo é diferente
É gradativa absorção

Rio Douro, Rio Douro
Em tua direção à foz,
Levas precioso tesouro
Não precisas ser veloz

Sem socalcos a percorrer
Silencioso caminhas
Régua abaixo, é teu dever
Levar o suco das vinhas

O Rabelo levas as pipas
Num horizonte sem fim
O barqueiro coça as tripas.
Na foz, come um *bacorim.

·        *Pequeno leitão
·        
 São Paulo, 12/09/2012
 Armando A. C. Garcia


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