Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Nas garras do carcará



Nas garras do carcará

Injusta, essa justiça
Outra melhor, cá não há
O cidadão perde a liça
Nas garras do carcará

É injustiça, o assassino
Nas praias a velejar
A vítima do mau destino
No cemitério a acampar

Injustiça, este descaso
Da lei, com o cidadão
Pois a lei, conforme o caso
Vê a insígnia do cifrão

Que cada caso, é um caso
Isso, todos nós sabemos
Para uns tem um embaso
Outros; os protegemos

Vejam o caso mensalão
Com o tribunal dividido
Uns pela condenação
Outros, pra não ser punido

É tamanha a aberração
Que o povo não acredita
Que haja fiel intenção
No resultado da vindita

É por isso minha gente
Que ninguém crê em justiça.
O melhor é ser prudente
Ficar fora dessa liça

São Paulo, 12/09/2013            
Armando A. C. Garcia       


O Fundo do Abismo



O fundo do abismo


Ao atingir o fundo do abismo
Esperava escutar o som peculiar
Da reverberação do ocultismo
Que emergiria daquele lugar

Na descida para a escuridão
Deformando a luz a cada instante
Rangendo na descida a imensidão
Parecia, duma vida alucinante

O abismo está mais próximo, às vezes
Daquilo que pensamos, certamente
Poderá ser em breve a queda livre
Sem chão que a acompanhe. É evidente

A sensação de quem cai, despencando
De grande altura, inopinadamente
Sem tempo pra pensar, vai arriscando
Alcançando o fundo rapidamente !

São Paulo, 11/09/2013            
Armando A. C. Garcia 
   

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Conversa de amor

Conversa de amor


Numa conversa de amor
Ouvi o casal dizer
Amar-te-ei até à morte
No tempo que Deus quiser

Serei tua, tu serás meu
Seremos um casal feliz
- Serás minha, eu serei teu,
- O outro, em seguida diz.

Os anos foram passando
As promessas corroeram
O amor foi desgastando
E suas juras, morreram...

Aos poucos aquele casal
Que se dizia apaixonado
Com juras e coisa e tal
Do amor foi afastado

Tornando-se rotineira
A vida de cada um
Refletem que foi asneira
A sua vida em comum

Resolvem então separar-se
Sem brigas ou confusão
Seu amor foi um disfarce
Mazelas do coração !

São Paulo, 11/09/2013
Armando A. C. Garcia



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tirando o chapéu...



Tirando o chapéu...

Já, a tatear falazes esperanças
Como quem semeia palavras mansas
Vê-los-emos em breve empenhados
Os que ora, ainda vemos enredados

Prometendo o mais, do que alcança
O seu poder e o de sua liderança
Tirando o chapéu na mão, reverência
Do político astuto em decadência.

Embrenhados nas falsas que tropeçam
Com mente artificial, disfarçam
Das ignomínias desprezíveis feitas
Dizendo-as d’partidários doutras seitas

E que irão compensar a inoperância
Cobrarão do governo a intolerância
Na saúde, segurança e educação
Dirão mais, de controlar a inflação

Falarão, também, sobre a aposentadoria
Que a previdência terá grande melhoria
A aposentadoria será igual ao salário
Assim, acabarão de vez, com o calvário

As imoralidades ditas cometidas
São falácias dos jornais, improcedidas
Que não tendo notícias levam ao ar
Para audiência de seu canal aumentar

Dizendo militarem por causa nobre
Eles visitam casa rica e de pobre
E na TV com discursos sedutores
Metalúrgicos até parecem doutores

Assim enganam o povo, que certamente
Acredita na promessa inconsistente
E sem noção aceita os argumentos
Afastando deles os maus pensamentos

Que o progresso da nação é exaltado
E que mundo afora, ele é admirado
Que nunca antes à saúde os recursos
Se igualaram, em números de concursos

Na educação a mesma persuasão
Nos quadros da sala e da reunião
E com bons professores em profusão
Será pra valer uma super educação

Irão, também, prometer mais segurança,
Com nefasta ladainha, sem tardança
Dirão que lugar de ladrão é na cadeia
Justiça e dignidade, também permeia

Na promessa para ganhar a eleição
Cheios de carinho, de plena mansidão
Eles, vão assim, tecendo a sua teia
De seus enganos, a história está cheia

Em tudo, o que causa mais repugnância
É degradar do povo, a santa ignorância
Vão assim se perpetuando no poder
Enquanto o povo, a esperança vê perder

Até quando nos vão tirar o chapéu !
Só época de eleição, quando tiram o véu
A chave de nossa porta está em suas mãos.
Não elejam delinqüentes; sejamos cidadãos !

São Paulo, 04/09/2013             
Armando A. C. Garcia          

domingo, 1 de setembro de 2013

Fosse a vida...

Fosse a vida...



Fosse a vida realmente o que não é
Não haveria dor, nem sentimento
Não haveria horrores, não haveria fé
Tudo seria renovado no fundamento    

Até nos Pólos, nos ínfimos assentos      
Onde o mundo sustenta suas bases
Rugiriam de espanto ao cruel invento
Da abstração mental das hipóstases


São Paulo, 01/09/2013
Armando A. C. Garcia