Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Que farei !

Que farei !


Que farei, cego d’alma, sem alento
Coração triste, pungindo em dor
Talvez, recolher-me a um convento
Ou despencar das asas dum condor

Que farei, pra fugir d’áspero destino
Que tanto me enganou com vil ventura,
Pra prostrar-me a chorar na sorte escura,
As lágrimas de fel, do desatino !

Que farei, diz-me agora ò musa
Divindade inspiradora do poeta
Minha mente, já está tão confusa

Que não sei o que farei, certamente...
Talvez como Simeão, seja um *asceta,
Ou caminhe, pela vida descontente !

* exercício que leva a plenitude da vida moral


São Paulo, 22/10/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Ego de esperanças perdidas,,,

Ego de esperanças perdidas


Tu, que encheste meu ego de esperanças
Hoje não sei onde descarrego tais
Foram gratas, as felizes lembranças,
Hoje as procuro, e não encontro mais

Tu, que meu coração prazenteavas
Com teu alegre e lindo gracejar,
Era assim, que outrora enganavas,
P’ra com esse engano, me alcançar

E eu, em bruto transformado, não via
Que bebia num rio duvidoso
Aonde a natureza, às vezes cria

Um nefasto vírus infeccioso.
Nesse sorriso feliz, hoje jocoso,
Que de mim, tirou toda a alegria !

São Paulo, 14/10/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Sorte inaceitável

Sorte inaceitável


Foi minha companheira inseparável
A vida pesada e dura do destino
Caminhei como errante peregrino
Ao rigor duma sorte inaceitável

E lembro-me, ainda, quando menino
Que nas festas enchia-me de tristeza
Coberto pelo manto da incerteza
Que não me deixava ver o Ser Divino

Choro ainda, o rigor do desatino
Dos dias sombrios, inda menino
Que o rude destino me reservou

A minha vida, numa pesada luta
Abraçado a força tenaz e bruta,
Que Jesus que aos poucos a aplacou !

São Paulo, 14/10/2015
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O eco do teu canto (soneto)

O eco do teu canto (soneto)


O meu dia longo, já não passo em branco
Posso ouvir ao menos o eco do teu canto
Que vem se antepor ao rumo ledo e franco
Que projeta em mim a luz do teu encanto

E nessa imagem, pintada de aquarelas
Floresce a fantasia, sob as tuas roupas
Das coisas púdicas, às coisas mais singelas
Delírio do amor, do qual nem tu me poupas

Tu, tu és a intimidade do meu segredo
Flor caprichosa, que a multidão cobiça
A flor mais linda que minha alma atiça

Perfume inebriante de essências mil
És a estrela do caminho no céu anil
Imensa ternura, meu feliz degredo

Porangaba, 21/01/2012
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ao Deus dará !

Ao Deus dará !

Algo errado em nossa mente, certamente
Quando não vemos a razão onde ela está
Aí, deixamos o semelhante descontente
Por andarmos com a alma ao Deus dará

Esmorece nossa alma e o pensamento,
Convertendo-se em noite o dia claro
E ao nobre coração, falta-lhe intento
Para transpor a barreira e dar amparo

À negra onda, alojada em nossa mente
Que só o Deus, lá do alto omnipotente
Poderá desalojá-la, certamente

Por ser Dele, a força e o poder absoluto
Para tal, a criatura, seja o fruto
Do amor, da humildade, vá em frente !

São Paulo, 07/10/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Ao sabor dos desenganos

Ao sabor dos desenganos (soneto)


De antro em antro, ao sabor dos desenganos
Preso ao sabor do nada que os antros têm,
Que subjugam o diabo e o poeta em seus planos
Sem saber intrinsecamente de onde provêm,

E como a noite, silenciosa que se instala,
Não sei, se é realidade, ou se é fantasia,
O que, ao sabor das ondas se propala
Neste meu pensamento cheio de *afasia

No vácuo do tempo, que a fantasia gera
Geme de tristeza a alma ao desengano
Entre as visões, do sonho da quimera

Num conflito que se instala e consome.
Cuja dor, rude e pungente, causa dano 
À alma, que sem carinho, passa fome !

                                               * referente à verdade ou falsidade

São Paulo, 28/09/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                       
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