Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Maré !...

Maré !...

 

De tristeza minha alma chora

De tão profundo desgosto

A mágoa e saudade mora

Bem pertinho do meu rosto

 

Entranhada nessa dor

Na solitária vastidão

A suspirar teu amor

Morre... o meu coração.

 

A quem uniste a face

Depois do meu suspirar,

- Se condoído, não bastasse...

Um amigo, foste amar !

 

A minha dor aumentou,

Espartilhou o meu ser

E, jamais se destravou

Só lhe faltou, foi morrer

 

Tu, arejada e linda

Como brilho da aurora,

Ou mais, muito mais, ainda,

Não me ouves, mais agora.

 

Porque és feliz e ditosa

Eu, conceito moribundo,

Passas por mim vaidosa

Tal se eu fosse, vagabundo

 

Como o mar a vida tem

Maré alta, maré baixa,

Nunca olhes com desdém

Vê onde ela se encaixa !

05/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Na raiz !

Na raiz !

 

Esse amor que eu tanto quis,

Perdeu o encanto e a cor

Desbotou-se na matiz

Causando imensa dor !

 

Alimentei esperança

Nos destroços que sentia,

Mas a bem-aventurança

Da minha beira partia

 

Nunca mais tive alegria

Só vontade de chorar

Vivo só na nostalgia

Sem ter a quem abraçar

 

Longe do primeiro amor

Desmoronou minha vida

Só sentimento de dor

Ao perder minha querida

 

Sorvi do cálice o veneno

Que envenenou a existência

Sofri qual o Nazareno

Ante a sua desistência !

 

04/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Nossa vida é cheia de contrastes...

Nossa vida é cheia de contrastes...

 

A adejar, estão nossos pensamentos

E a proliferar, vão nossos lamentos

Nossa vida, é cheia de contrastes,

Diferenças de tons e de desgastes.

 

Magnânima, nobre e generosa

Persistente, constante, copiosa

Fecunda, mas nem a todos igualas

Com as próvidas sementes, desigualas

 

Uns, têm de ti o pão de cada dia

Outros, padecem plena agonia

Sofrimento, amargura e dor

Por falta de alimento, e de amor

 

És profícua, e mãe de todos nós

Te peço, vem desatar esses nós

Que em teu seio, haja equivalência

E adesão, ao alimento sem carência !

 

04/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Anátema !

Anátema !

 

Somos todos, somos todos desta vida,

Desta vida, desta vida e deste Deus

Sentimos na alma as mesmas amarguras

Os mesmos prazeres, afeições e aflições

 

Pensamentos voltados ao progresso

À reflexão, à esperança e fantasia

À fé, à expectativa e confiança

À probidade de unifico pundonor

 

Somos todos, massa da mesma massa

Argamassa; a substância essencial

Sutilidade que avança e passa

Na natureza, o preceito espiritual

 

Do presente, somos hoje o passado

Família que labuta, a fadiga esquece

Sofremos neste mundo o ilimitado

Em qualquer parte, o mesmo acontece

 

Comumente a nostalgia nos invade.

Nosso presente, é a sombra do passado

Desperta nossa alma à caridade

Pra não tombar em pranto desolado

 

Não olvides o que sofre atormentado

Na incerteza do pão de cada dia

Sejas tu, o espírito iluminado

Que leva ao sofredor a paz e alegria !

 

04/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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No silêncio da alma...

No silêncio da alma...

 

No silêncio a alma se enternece

E nesse estágio, como divina prece,

Eleva ao Criador teu pensamento

Voltando a consciência ao momento

 

Para nessa conjuntura a natureza,

Te expresse a sua real beleza

E defina o axioma verdadeiro

E sejas da premissa o mensageiro.

 

Pra reescrever afinidades do Bem

Onde a alma; do amor não fica aquém

E num sonho de paz e de ventura

Sair desta vida, atormentada e dura !

 

04/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

São filhas de ninguém !

São filhas de ninguém !

 

A saudade e a lembrança

Que são filhas de ninguém,

Por sua consemelhança

De exigir, estão muito aquém

 

Apoderam-se das mentes,

E sossego não lhes dão

Na alma estão latentes,

Estremecem o coração

 

Essa dupla, dobradinha

É perigosa e secreta

Quer de dia, ou à noitinha,

Sempre encontram, a porta aberta !

 

03/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Lembranças !

Lembranças !

 

Lembranças, serão lembradas

Quando forem procuradas

Dentro de teu coração

 

Recordações, do passado

Reminiscências do fado,

Presentes, nessas saudades

 

Na memória ressonâncias

Que pelas suas fragrâncias

Nos deixam a suspirar

 

Pra ardentemente desejar

E do passado cobiçar

Momentos que já viveu

 

Alma minha, tão profunda

De intensidade fecunda

Diz o que devo escrever

 

Pois estou perambulando

Sem destino me afastando

De cumprir o meu dever

 

Qual a maneira sensata

Vez que não sou acrobata

Nem tão pouco malabarista

 

Pra me agarrar ao passado

Perdoa se sonho acordado

Não vou evocar o passado !

Deixo o passado ao passado !

 

02/01/2023 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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