Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Minha Terra no Inverno


A Minha Terra no Inverno 

Caíam bolotas e folhas dos carvalhos 
Dos carrascos e, também, das azinheiras. 
As rubras azeitonas das oliveiras, 
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos. 

Despencavam dos ouriços as castanhas. 
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos 
Que, em dias de neve, desciam aos povos 
Famintos. Abandonavam as montanhas. 

A noite, numa escuridão sepulcral, 
Entrecortada, pelos raios dos trovões. 
Mostrava as copas das árvores, nos clarões, 
E, os penedos recortados vertical. 

O musgo e a hera, trepando em rochas quedas 
E, os galhos secos das figueiras nuas, 
Homens andando por veredas e ruas 
De velhos muros, repletos de azedas. 

Os campos desertos, arroteados 
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros, 
As montanhas, as colinas e outeiros 
Têm no sulco a rabiça dos arados. 

São Paulo 18/05/1964 
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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