Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 19 de abril de 2016

Aquarelas destoadas

Aquarelas destoadas


Nas memórias da distância em que vivi
Guardei alimentadas as esperanças,
Mesmo rasgados os destroços que senti,
Encontro neles, ainda, vastas lembranças

Mistérios de aquarelas destoadas
Dormem em minha alma livremente
Surgidas de um sonho desgarradas
Das telas de um pintor, certamente

São saudades que queimam lentamente
P’las sombras da memória devoradas,
Como perdida no deserto a semente

Lá, morrerá por certo, recalcada
Queimada, como a saudade, lentamente,
A semente de um amor, imaculada !

São Paulo, 18/04/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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