Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Louca (soneto)

A Louca (soneto)



Inconsciente, caminha pelas ruas
P’la dor do infortúnio enlouquecida
Quando o homem a quem, dera sua vida
A trocou, por uma, das amigas suas

Peregrina sem rumo, ao sabor do vento
Torturada pelo drama desse amor
Já não sente fome, não sente dor
Melhor sorte, lhe teria sido um convento

Quando jovem era linda, fascinante
E todos a olhavam cobiçando
A infeliz entregou-se àquele tratante

Que a feriu mortalmente no instante
Em que a abandonou, considerando
O ato de amor, coisa insignificante  !


Porangaba, 12/12/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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