Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ave sem canto



Ave sem canto


Lavas fumegando em meu coração
Jorram cinzas, ainda deste vulcão
Rasgando o peito que sangra ferido
D’acre saudade de haver-te perdido

A procela não dá alento à dor
Nem meu queixume reverte o amor
É como a ave, sem canto, perdida
Folha da árvore, pelo vento batida

No chão se arrasta já seca, sem vida
Nos espasmos da morte intenso *palor
No pranto fugaz de um sonho de amor

Porém, meus lábios, jamais beijarás
Qual luz que fenece, então, tu dirás:
Do amor que perdi, eu fui consentida !

                                       *palidez

São Paulo, 10/09/2013            
Armando A. C. Garcia 
   

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