Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Das arestas das penhas



Das arestas das penhas





Nas tuas fantasias suspirando

Caminhei pela estrada soluçando

Das arestas das penhas escarpadas

Rolei as dores das tuas punhaladas



Movendo folhas dos dias expirados

Senti-me como barcos arrastados

E sem rumo na imensidão do mar

No influxo das marés sob o luar



Quebrantado pelo amor fantasia

Rebentam aflições no peito duro

Tantas que, do *acerbo sofrer **conjuro



Dia ou noite, no peito as trancaria

Fugindo para sempre no escuro

Ao invés de ficar em cima do muro !

                                               *amargo

                                                                     ** esconjurar

São Paulo, 03/04/2013
Armando A. C. Garcia


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