Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Minha Obra (Soneto)


Minha Obra







Ora, liberto deste meu intento

Após sepulcral obra literária
Não é velha, já passou renascimento
Apenas, obra valetudinária *

Deixo-a, de méritos desprovida
Fenecer em semidouta sapiência
No extinguir de minha própria vida
Abscondida** na turba inconsciência

E, no fosso escarpado do penhasco
De perfeccional ausência literária
Minha obra, será sobra, dará asco

Face à necedade*** crassa e primária
Dislate**** de poeta, escárnio, chasco*****
Que fez uso da musa secundária

São Paulo, 21/08/2008
Armando A. C. Garcia

E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br

• * doentia
• ** escondida
• *** necessidade
• **** asneira
• ***** zombaria
 

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