Bem vindo à Brisa da Poesia!

Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras, levo até vocês, uma amostra tecida no rude tear da minha poesia! Espero que o pensamento exteriorizado nos meus versos leve até vocês momentos de deleite e emoção!
Abraços poéticos, Armando A. C. Garcia
São Paulo, 06/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

AS FORMIGAS (Infantil)

AS FORMIGAS





No vai e vem incessante
Da colônia ao alimento
Não pára um só instante
De armazenar seu sustento

A formiguinha apressada
Labuta de sol a sol
Nunca se mostra cansada
-Renova-se ao arrebol !

Trabalha todos os dias
Numa luta desigual
Carregando às porfias
Peso desproporcional

Seu mundo corporativo
Regido com tal mestria
Que trabalho é lenitivo
E esforço, serventia

Labutam de madrugada
Até o sol se esconder
Conduta privilegiada
Da ciência e do saber

São obreiras dedicadas,
Pequeninos elefantes
Estão sempre atarefadas
Vivem felizes, contentes.

Em colônias organizadas
Com soldados e rainhas
São por estas recrutadas
Sem sermões ou ladainhas

Quando saem em revoadas
Novo ciclo recomeça
Buscando outras moradas
Nova colônia começa.

E nesse vai e vem repetido
Não deixam faltar sustento
Quer no inverno temido,
Faça chuva, ou faça vento

A cigarra, enquanto isso
Que cantou todo o verão
No inverno perde o viço
-Sua tulha, sem um grão.

São Paulo, 31/05/2006
Armando A. C. Garcia
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
 


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